domingo, 27 de setembro de 2009

Punta del Este - Uruguai


Los hermanos, os uruguaios

Punta del Este, no Uruguai, é um dos destinos mais procurados pelos brasileiros para descansar nas férias

Um dos destinos internacionais mais procurados pelos brasileiros, Punta del Este, no Uruguai, tem sido requisitado por sua proximidade (são duas horas e meia de voo a partir de São Paulo), pela facilidade do idioma (uma vez que o castelhano é parecido com o português, mas, com a quantidade de turistas que desembarcam no país semanalmente, os moradores já se acostumaram a entender e se fazer entender pelos brasileiros), por ter praia, diversão para a família toda, preços acessíveis e, claro, o óbvio: os cassinos liberados. Outro ponto positivo é a valorização da moeda, uma vez que o nosso real vale mais que o peso uruguaio. Ah, e tem mais: ao ir para lá não é necessário trocar o dinheiro. Isso porque em Punta, por exemplo, são aceitos os pesos, dólares e até o real: seja em cash ou cartão de crédito.

O Conrad Resort Spa e Cassino, por exemplo, comercializa pacotes com passagem aérea, traslados e hospedagem com café da manhã no hotel cinco estrelas. Como é fretado, o voo sai mais barato – mas em compensação é preciso se contentar com a empresa Gol, que serve, na hora do almoço, um lanche frio, e o percurso não conta pontos no cartão fidelidade.

Quando o hóspede chega ao Conrad, porém, toda a chateação do atraso do voo é compensada. Isso porque os quartos têm sacadas e vista voltada para a praia. Aliás, a localização é privilegiada, uma vez que, do quarto, é possível avistar o momento em que o rio da Prata se encontra com o Oceano Atlântico. Punta del Este está localizada em uma península no extremo sul do país, a 134 quilômetros da capital Montevidéu. De um lado, está a praia Mansa, banhada pelo rio; do outro, a praia Brava, banhada pelo mar.

Se na alta temporada, que coincide com o verão brasileiro, a população passa de 10 mil habitantes para 300 mil turistas, na baixa temporada quase não há pessoas nas ruas, e as lojas, os restaurantes e as baladas sazonais fecham as suas portas para esperar o próximo verão e, então, recomeçar. Mas de março a setembro prevalecem as buscas pelos turistas (sendo 50% formado por brasileiros e 50% por argentinos) principalmente pelos hotéis de luxo que oferecem todo conforto e opções de entretenimento para a família inteira, incluindo brincadeiras para as crianças, academia de ginástica e SPA, e os famosos cassinos, todos mantidos pelo governo, com exceção do Conrad, que é particular. E como o friozinho começa, hora de abusar do chocolate quente, dos casacos, cachecóis e botas que fazem a diferença e dão ar europeu.

Embora não seja muito perto a ponto de se poder ir a pé (se bem que caminhar em Punta é uma delícia, seja a passeio, seja como atividade física), no porto há os iates à disposição dos milionários, restaurantes e, para a alegria dos turistas, tem pescador que alimenta leão-marinho que vive por aquelas águas. E a cidade é bastante segura, não há criminalidade e até é possível usar joias para sair.

Bem perto do porto está a igreja da Candelária, a padroeira do balneário de Punta del Este e, mais adiante, agora do lado da praia Brava, a escultura Los Dedos é um dos marcos do local, frequentado principalmente por surfistas por conta das altas ondas. E por ali, na avenida central, estão as lojas de grifes, os bancos (inclusive o Itaú, onde é possível sacar moeda local diretamente da conta corrente no Brasil), além da sorveteria argentina Freddo, que tem cerca de oito variações do sabor dulce de leche. Doce de leite, aliás, é uma das iguarias que não se pode abrir mão no Uruguai. Isso porque é uma delícia e há uma fábrica, a Lapataia, onde é possível conhecer a fabricação, a criação de vacas, degustar crepe do doce e comprar potes, barras... De dar água na boca.

Um pouco mais distante está a Casa Pueblo, criado pelo artista uruguaio Carlos Paez Vilaró como uma enorme escultura na qual poder viver, pintar e receber amigos. Encravada em Punta Ballena, o casarão é restaurante, hotel e, garantem os moradores do local, que é a melhor vista para o pôr-do-sol. Para entrar, porém, é preciso pagar 5 dólares.

Diversão no hotel
Todo final de tarde o Conrad realiza chá da tarde com apresentação, por exemplo, de um grupo de tango, flamenco etc. No cardápio, quitutes doces e salgados para comer, café, capuccino, chocolate quente, sucos, para beber. Por falar em comes e bebes, o restaurante do hotel é um dos destaques, pois, a começar pelo café da manhã, que funciona das 7h às 11h, ou seja, não é preciso acordar cedo sob pena de perder a primeira refeição do dia, há pães doces e salgados, frios, iogurtes, sucos, geléias, biscoitos... Nos bufês servidos no almoço e no jantar há pratos frios e quentes, além de opções na churrasqueira. Destaque, porém, para a mesa de doces preparados principalmente à base de doce de leite, mas há opções de chocolate, morango, sempre recheados, variados e deliciosos. Uma tentação.

No hotel, há toda a infraestrutura com caixas eletrônicos, lavanderia, cabeleireiro, salas de reunião para convenções de empresas, restaurantes 24 horas. No cassino, a sala principal tem 18 roletas, oito mesas de Black Jack, duas de Midi Baccarat, duas de siete y Medio, quatro de Oasis Poker, duas de Let it Ride e uma mesa de Craps, além de ter uma sala vip para jogadores poderosos.

Nas semanas da sorte, quando ocorrem torneios e aulas de Poker, o hóspede ganha 50 dólares para jogar nas máquinas e, se não conhece um cassino, por exemplo, pode aproveitar os workshops para entender um pouco sobre como funcionam os jogos. Neste ano, a Semana da Sorte acontece de 21 a 25 de junho, de 12 a 16 e de 26 a 30 de julho, de 9 a 13 de agosto, de 13 a 17 de setembro, de 18 a 22 de outubro, de 8 a 12 de novembro e de 13 a 17 de dezembro. O programa custa a partir de US$ 699 por pessoa e inclui: passagem aérea, traslados, hospedagem em apartamento duplo com café da manhã, acesso diário ao SPA (sala de musculação, sauna, piscina, sala de relax, jacuzzi e quadra de tênis).

Por falar em SPA, além dos itens oferecidos no pacote há tratamentos corporais e faciais à parte, como: massagens relaxante, redutora de celulite, das pedras quentes, drenagem linfática, shiatsu, reflexologia, limpeza de pele, biolifthing, gommage, tratamento anti-idade. Destaque para a massagem relaxante feita com uma espécie de saco de pano (pina) recheado com sementes, como arroz, canela. Então, com uma pina em cada mão, a terapeuta vai massageando o corpo com óleo aromático. Dos deuses.

Além do entretenimento, o hotel costuma trazer convidados internacionais para apresentações de show musicais, como já foram Gloria Stefan, Julio Iglesias, Rick Martin, Shakira, entre outros.

Para reservas, tel.: (11) 3709-0000, pacotesconrad@conrad.com.uy

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em 03 de julho de 2009)

Temporada de inverno está aberta!

Campos do Jordão, o principal destino dos paulistas no inverno, tem atrações durante o mês inteiro

Chocolate quente (cremoso ou não), fondue, casaco, cachecol, cerveja artesanal Baden Baden. Inclua na lista o melhor da música clássica, sessões gratuitas de cinema, palestras culturais e hotel com opções de lazer para adultos e crianças. Junte tudo isso ao friozinho típico da Serra da Mantiqueira, que reúne paisagens exuberantes e ar puro e, voilà, tem-se a mistura perfeita e o resumo do que é Campos do Jordão em julho.

A partir de sábado, dia 4, começa a 40a edição do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. O evento é inspirado no Ano da França no Brasil e, durante quatro semanas, os músicos farão o diálogo entre as músicas e as culturas brasileira e francesa. A abertura será a partir das 21h, no Auditório Cláudio Santoro, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), sob a regência de Pablo Pérez, o coro da Osesp, regido por Naomi Munakata, e cantores solistas, interpretando obras de Bizet, Canteloube, Delibes e Giménez.

O homenageado do ano é Villa-Lobos e, dia 10, a Orquestra Sinfônica Brasileira, cujo solista é o violoncelista Antonio Mene-ses, deve tocar canções do músico, assim como de Roussel e outros. Ao todo, o Festival, que segue até o dia 26, terá 45 espetáculos que acontecem no auditório Cláudio Santoro, na Praça do Capivari, Capela do Palácio Boa Vista e nas igrejas Santa Terezinha, São Benedito e Nossa Senhora da Saúde. A programação completa do mês pode ser conferida no site www.festivalcamposdojordao.org.br.

Outros eventos
Até 1o de agosto, o Cine Santander apresentará sessões gratuitas de cinema todos os dias. Entre os filmes que serão exibidos, estão: "Austrália", "Se Eu Fosse Você 2", "Operação Valquíria", "Batman - O Cavaleiro das Trevas", "Rocknrolla - A Grande Roubada", o ainda inédito "O Contador de Histórias".

Em conjunto com a Casa do Saber, haverá também palestras ministradas pelos professores do local. A primeira será "Grandes Divas do Cinema", dia 4, das 11h às 13h, com o jornalista e crítico de cinema Sérgio Rizzo. Os outros temas são "A Família no Século 21", "Os Prazeres da Mesa: História, Alimentação e Cultura" E "O Luxo Através dos Tempos". A programação está em www.santander.com.br/cinesantander.

Onde ficar
Para fugir do burburinho do centro de Campos do Jordão, o Hotel Toriba (Av. Ernesto Diederichsen, 2.962, tels.: (12) 3668-5000, 0800-178-179) é uma boa opção, pois oferece opções de lazer com quadra poliesportiva, piscina aquecida, sauna seca e úmida, hidromassagem, sala de ginástica, oito chalés, sendo quatro novos, com 160 m2, apartamentos com vista para a área verde, restaurante com lareira.

Por falar em restaurante, a gastronomia é um capítulo à parte, já que o cardápio oferece saladas, sopas, massas, carnes, peixes e as tradicionais fondues, que fazem sucesso principalmente para acompanhar o friozinho da Serra.

Na área externa, há o bosque das bromélias, caminho perfeito para quem quer aproveitar o ar puro para fazer caminhadas. E a área de lazer, com opção de cavalgada, aulas de equitação, arvorismo, campo de golfe, patinação no gelo, quadras de tênis cobertas, e a Fazendinha, na qual existem animais como carneiros, cabras, cabritos, perus, gansos, coelhos, patos e pavões.

Para julho, pacote de sete dias, de 26 de julho a 2 de agosto, sai por a partir de R$ 4.024, o casal, com pensão completa.

Santigo e Valle Nevado - Chile

(Publicada em 24 de outubro de 2008)


Vinho, neve e diversão!

Perto de São Paulo, mas com muitas opções de lazer, Santiago, no Chile, é uma ótima opção de viagem

Já do avião, no vôo de pouco mais de três horas que separa São Paulo de Santiago, capital do Chile, já é possível avistar a majestosa Cordilheira dos Andes. E em diversos ângulos da cidade também é possível vê-la, contemplá-la e, se você resolver esticar o passeio, pode subir as suas montanhas e usufruir dela.

Por ser uma faixa estreita e comprida, na América do Sul (4.300 quilômetros de norte a sul e 175 quilômetros de largura máxima), o Chile possui de tudo um pouco, nas quatro estações do ano. Sendo assim, o país oferece neve, praia e deserto.

Santiago, que está a 520 metros de altura, mas, por ser um vale, é plana, permite ao visitante longos passeios a pé. Por conta dos longos congestionamentos que costumam se formar, andar a pé é a melhor opção, mas há alternativas, como os táxis, que custam razoavelmente pouco, e o metrô.

No Centro da cidade, é possível conhecer o Palacio La Moneda, sede da presidência do Chile, onde fica Michelle Bachelet, a primeira presidente mulher do país. Lá também foi cenário do golpe liderado por Pinochet em 1973, que depôs Salvador Allende.

As ruas são históricas e lembram o centro de São Paulo, já que as fachadas estão conservadas. Entre uma ruela e outra, é possível dar uma paradinha para tomar um café no Starbucks, por exemplo, ou até mesmo aproveitar para apreciar um alfajor do argentino Havana Café. Ainda no Centro, está a Catedral de Santiago, que possui estátua de madeira de São Francisco Xavier esculpida no período colonial. A igreja foi construída em no século 16, mas, por conta do terremoto, a estrutura de adobe veio abaixo. A fachada atual foi erguida em 1789. O Museo Histórico Nacional está bem ao lado e as 18 salas estão construídas ao redor do pátio central, ao ar livre. O prédio, de 1808, sediou a primeira reunião do Congresso Nacional.

Outro passeio interessante é o Cerro San Cristóbal, com 300 metros de altura. Para chegar até o alto, de onde é possível avistar boa parte da cidade, é preciso ir de teleférico. Ao todo, são três paradas onde o visitante pode descer e continuar a “escalada” entre a vegetação. Essa parte, aliás, já que o bondinho passa pelo meio da mata nativa, é um pouco incômoda.

No último estágio está mais um desafio: escadarias levam o visitante à imensa estátua da Virgem Maria. A escadaria, aliás, lembra a basílica Sacré-Coeur, em Montmartre, em Paris, mas na capital francesa o visitante pode escolher entre ir de funicular ou pagar os pecados já no trajeto. A basílica e gruta de Lourdes também valem a visita. Ainda no Cerro há a Casa de la Cultura, com espetáculos musicais gratuitos, o Observatório Astronômico da Universidade Católica e o Zoológico municipal com centenas de espécies animais. Do alto do Cerro Santa Lucía é possível avistar a Cordilheira dos Andes e também as mansões construídas por ali.

Providencia é o bairro boêmio da cidade, assim como o agitado Bellavista. Aos finais de semana, à noite, por exemplo, os chilenos saem de casa e sentam-se em mesas de bares que ficam do lado de fora. Assim, eles aproveitam para apreciar um bom vinho sob a luz das estrelas. Boa bebida também é o pisco sour, um aguardente de uva.

Aconchegante, o Cinema Paradiso, em Providencia, é um restaurante italiano onde se pode apreciar uma deliciosa massa, bem servida, e beber um vinho saboroso. Rústica, a decoração contempla tijolos à vista, poltronas de veludo, garrafas de vinho espalhadas, luz de velas e um bar de onde saem drinques preparados pelos barmen da casa. O som (rock ou algo moderno) atrai público entre 30 e 40 anos.

No bairro, o Parque de las esculturas possui 30 obras de artistas chilenos, onde os chilenos costumam passear na hora do almoço. No Bellavista, a Rua Alonso de Córdova possui lojas fantásticas para quem curte moda, como Burberry London, Emporio Armani, Longchamp, L’Occitane, Ermenegildo Zegna...

Se em Buenos Aires, na Argentina, comer bem significa ir a uma boa churrascaria, Santiago oferece o Mercado Central, centro de distribuição dos frutos do mar chilenos. O local possui bastante oferta de peixes e frutos do mar por sua qualidade e variedade de ofertas, já que o mar está próximo e a corrente de água gelada que banha o litoral chileno.

Em Santiago, os museus também estão espalhados por vários locais. Mais que por seu conteúdo, o de Bellas Artes vale por sua arquitetura, e por seu prédio ser histórico, já que foi inaugurado em 1910.

O shopping Parque Arauco, onde é vendido o passe para Valle Nevado (leia mais abaixo) já é um passeio. Além de ser o maior shopping do país, há um grande centro de entretenimento, como cinema, teatro, boliche e restaurantes ao ar livre. Souvenires ideais são as peças de lápis-lazúli, pedra que só existe no Chile e no Afeganistão.

Embora os brasileiros sejam bem-recebidos em Santiago, e eles estejam aos montes na cidade, principalmente porque o dólar estava baixo, pela facilidade do idioma e pela proximidade da cidade, ainda é preciso tomar alguns cuidados com a segurança. A policia local já percebeu e espalha propaganda avisando para os moradores e visitantes ficarem atentos aos seus aparelhos celulares. Mas uma dica é importantíssima, embora pareça tola: Corrente de ouro é melhor evitar mostrar. E bom passeio.


Passeios
Por ser um grande produtor de vinho por conta do clima ideal para o plantio da uva, muitas vinícolas, como a Concha y Toro, mantêm programas de visitas com direito a degustação e acompanhamento de guias especializados.

Conhecer o litoral do lado do Oceano Pacífico é possível indo para Viña del Mar e Valparaíso. Valle Nevado e Portillo são estações de esqui e snowboard de primeira linha. Para se chegar ao Valle Nevado, há excursões pré-marcadas pelas agências de turismo, que podem ser conhecidas na recepção do hotel, geralmente. No entanto, uma boa dica é optar pelo transfer realizado pela agência Turistik Santiago, localizada próxima do shopping Parque Arauco. A passagem é mais barata (cerca de US$ 28 dólares contra US$ 65, da agência) e o aluguel dos equipamentos também sai mais em conta.

Um dos pontos baixos da viagem ao Valle Nevado é o excesso de curva, no qual muitos costumam enjoar. O trajeto lembra a serra de Taubaté, no litoral norte de São Paulo. Para subir, o motorista demora uma hora e dez e ele deve realizar 60 curvas bem fechadas. Nesta época do ano, porém, não há neve no caminho, mas a montanha fica toda coberta de gelo.

Quem não vai esquiar, não tem muito que fazer no local, principalmente porque os passeios se resumem aos hotéis locais, onde existem poucas lojas e restaurantes extremamente caros. No entanto, o fato de encontrar a neve já vale a visita e o esforço de se passar meio dia por ali, já que as descidas são feitas apenas após às 15h.

História
Santiago de la Nueva Extremadura foi fundada em 1541 pelo espanhol Pedro de Valdivia e em seguida foi saqueada e queimada pelos índios. A falta de ouro no Chile fez com que o país ficasse para segundo plano durante três séculos, até que os líderes declarassem a sua separação da Espanha em 18 de setembro de 1810, data celebrada todos os anos com fervor, o Dia da Independência.

Melhor época
Santiago é ensolarada no verão, de dezembro a março, e a temperatura varia de 21 ºC a 30 ºC. No inverno, as estações de esqui ficam cheias, mas a melhor época para esquiar é de junho a setembro. De maio a agosto, costuma chover e a temperatura dificilmente passa dos 10 ºC. Em setembro, as manhãs e as noites costumam ser frias, sendo necessário o uso de casacos, mas durante a tarde o sol esquenta, inclusive em Valle Nevado.

sábado, 26 de setembro de 2009

Oslo - Noruega

Publicado na revista Metropolis em julho 2008

Oslo: história nas ruas e nos museus

Capital norueguesa é destino ideal para quem gosta de história viva, além de ter vida noturna agitada, fiordes e luxo

Quantas pessoas entre as que você conhece já foram para a Noruega? Pois é. Um dos países da Escandinávia, ao lado da Suécia, Dinamarca e Finlândia (em algumas classificações), a Noruega não é um dos destinos europeus mais disputados para se passar as férias, principalmente para quem não tem disposição de se enfiar embaixo de grossos casacões para combater o frio. Frio, aliás, que existe durante a maior parte do ano, já que os termômetros registram temperaturas abaixo de zero.

Bom, mas eu fui para a Noruega e vou contar como foi esta experiência para você, caro leitor.

Pela estrada afora...
Antes de me aventurar pelo país, tratei de buscar informações sobre o idioma (o inteligível norueguês pode ser facilmente substituído pelo inglês em qualquer lugar da cidade) e também sobre o clima. Em maio, em plena primavera, Oslo, a capital do país, tinha a temperatura por volta de 15 graus. Em São Paulo, poderia se pensar que estava frio, mas debaixo do sol e com o clima seco era possível usar saias e sandálias rasteiras, tal como usavam as norueguesas que passeavam nos parques e nas praças da cidade.

Já que cachecol e botas forradas não foram necessários, vamos aproveitar o que Oslo tem a oferecer! A primeira coisa que se nota é a sua organização. Quando cheguei ao aeroporto, tomei um trem para o centro e logo me avisaram: o trajeto demora 19 minutos. Preciso, assim!

Esqueça a idéia fixa de ir para lá e comer bacalhau. O peixe de águas frias é bem feito por nós, que incrementamos o prato e deixamos o almoço de domingo mais saboroso. Os noruegueses sabem pescar o peixe e exportá-lo. Para consumo, eles preferem o salmão (que, de fato, é saborosíssimo) e a carne de alce (essa, desculpe, não tive coragem de experimentar).

Além da pesca, a economia do país gira em torno da exportação de madeira e do comércio costeiro. Não raro, é comum percebermos que os containeres que chegam ao porto de Santos são provenientes daquele país. São navegantes natos de primeira categoria. Outra fonte de renda é o petróleo, cuja exportação só perde para os gigantes Arábia Saudita e a Rússia.

Outro ponto histórico que conhecemos da Noruega é o fato de os povos vikings terem saído de lá e ajudaram a colocar o país no mapa por volta do século 11. A Era Viking foi um período importante para a formação da cultura norueguesa e para a mitologia nórdica como um todo.

Oslo é a maior cidade do país e a capital desde 1299. É lá, aliás, onde é entregue o Prêmio Nobel da Paz e, de acordo com o The Economist, é a segunda cidade mais cara do mundo, depois de Tóquio. Como permanece fora da União Européia, a moeda do país é o NOK, ou coroa norueguesa (em maio, a cotação era 3 NOKs para 1 Real).

Já que no hemisfério norte os dias são mais longos no verão (e mais curtos no inverno), só escurece a partir das 11 da noite (e amanhece a partir das quatro). Então, é comum as pessoas saírem para curtirem a noite na cidade, encontrarem os amigos nos pubs, nos cafés, nas praças. Enquanto eu jantava, reparei que algumas mães levavam seus bebês para passearem de carrinho por volta de 10 da noite. E ainda havia sol brilhando no céu!

Por ser plana e pacata, é fácil de se locomover em Oslo, principalmente a pé e com total segurança. No miolo da cidade onde está localizado o Parlamento (que abriga os 169 representantes que são eleitos democraticamente no país todo), é possível conferir a arquitetura européia, os prédios antigos. Na rua de trás, as lojas de grifes são imponentes e, por uma fração de segundo, há de se imaginar que aquela é a Champs-Élysées parisiense...

Há também por ali uma praça em frente ao Grand Hotel (um dos mais tradicionais) onde as pessoas costumam deitar para tomar sol tal como estivessem na praia, e ainda desfrutar dos bares e restaurantes que ficam perto. Por falar em Grand Hotel, o prédio tem estilo Luis 16 e foi inaugurado em 1874. Por dentro, porém, é um luxo só!

Ainda na rua principal há opções com vida noturna agitada. Uma dica é o Hard Rock Cafe. Na unidade de Oslo, inaugurada em dezembro de 2005, é possível conferir comida americana cercado de uma atmosfera rock 'n' roll. Entre os itens memoráveis, há peças de Madonna e No Doubt, além de Elvis Presley, Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Rolling Stones.

Na noite em que estive no local, havia uma banda de rock tocando ao vivo do lado de fora que chamou atenção de muitas pessoas. Do lado de dentro, música do mais puro rock and roll para ninguém botar defeito. O restaurante também presta homenagem à banda AHA e a outros noruegueses de destaque. Há guitarras, bateria, roupas dos artistas.

Na Oslo City Hall (Oslo rådhus), localizada em frente ao porto, está o corpo administrativo da cidade e onde fica o Conselho Municipal. Inaugurado em 1950 em comemoração ao 950º aniversário da cidade, o ambiente é decorado pelos primeiros artistas noruegueses do período 1900-1950 com motivos da história, da cultura e da vida ativa da Noruega.

O porto de Oslo, aliás, tem muitas atrações. Localizado no fiorde de Oslo, a área do porto é um dos destinos populares tanto dos turistas quanto dos moradores. É comum ver senhoras sentadas nos bancos próximos ao mar e às tulipas tricotando, conversando e há jovens deitadas, deixando o sol esquentar a pele.

Próximo ao porto, está o Nobel Peace Center que existe desde 2005. As exibições prestam homenagem aos Prêmios Nobel e ao inventor sueco Alfred Nobel. Como ele mesmo desejava, o Nobel Peach Prize é concedido todos os anos em Oslo “para a pessoa que tenha feito o maior ou melhor trabalho para a fraternidade entre as nações, para a abolição ou a redução de exércitos e para a terra arrendada e a promoção da paz”.

Mil anos atrás
Por ser um das capitais escandinavas mais antigas, sua história remonta mil anos atrás, quando os primeiros estabelecimentos foram construídos na entrada do fiorde de Oslo. Após o grande fogo que destruiu a cidade em 1624, o rei dinamarquês Christian IV decidiu reconstruir a cidade no tijolo e na pedra, e deu à cidade o nome Christiania. Trezentos anos mais tarde, em 1925 portanto, os cidadãos decidiram rebatizar a cidade, que ganhou o nome que leva até hoje.

A população do país é pequena, somando cerca de cinco milhões de habitantes. Para se ter uma idéia, só a cidade de São Paulo tem quase 20 milhões! Como não é um destino muito procurado por estrangeiros, não é necessário visto, a não ser que o objetivo seja permanecer mais de 90 dias. Já Oslo tem 500 mil habitantes e a cidade é caracterizada por uma mistura de arquitetura velha e nova, de parques, montes, museus, monumentos, lagos, florestas e do fiorde.

Como há pouca gente, apenas em Oslo os visitantes se deparam com pessoas nas ruas. Por dentro do país (andei por uma hora e meia para fora da cidade) é ainda mais pacato, não se vêem pessoas passeando nas ruas. Aliás, isso é muito comum nas cidades européias que não são as grandes metrópoles. Os moradores da cidade, principalmente no verão, aproveitam os dias de sol para ficar fora de casa, fazer piquenique nas praças e parques. Com pele, cabelos e olhos claros (mais uma herança dos vikings, já que não houve miscigenação), os noruegueses mudam completamente as suas rotinas nos meses quentes.

Dicas de passeios
Catedral de Oslo (Domkirke) – Igreja do século 17 localizada no coração da cidade.

Royal Palace Real (Slottet) – é uma grande estrutura localizaliza na rua principal. O palácio é a residência oficial da monarquia norueguesa desde 1849. Os visitantes podem fazer um tour no prédio.

Historisk Museum - história norueguesa da idade da pedra até o período medieval, passando pela era viking.

Nasjonalgallerriet - galeria de arte com obras de Munch, como “The Sick Child” e “The Scream” (“O Grito”). Há também exemplares de Picasso, Monet, Cézanne, Renoir, Manet, Rodin.

Hjemmefrontmuseet Norges (Museu da Resistência Norueguesa) - mostra desde o dia da invasão nazista na Noruega até a queda de Hitler. Há fotos, documentos, gravações, pôsteres.

Arkershus Slott - castelo reconstruído por conta de batalhas que aconteceram por ali.
Vigelandsparken – um dos 400 parques da cidade, tem mais de 200 esculturas de Gustav Vigeland representando os vários estilos da vida humana.

Kon-Tiki Museet - expõe o barco de papiro Ra II feito pelo navegador norueguês Thor Heyerdahl utilizado na travessia do Atlântico.

Frammuseet - expõe o navio Fram, utilizado em diversas expedições árticas.

Sjofartsmuseum (Museu Marítimo) - barcos em miniatura e vídeo projetado num telão mostrando um sobrevôo pelas Ilhas Lofoten.

Vikingskipshuset (Museu do Barco Viking) - São três barcos vikings achados em uma escavação, sendo dois deles em bom estado de conservação. O mais imponente chama-se Oseberg e serviu para enterrar uma rainha e seus utensílios, hoje expostos no fundo do museu.

Norsk Folkemuseum (Museu da Cultura Histórica Norueguesa) - São diversas casinhas típicas norueguesas dos séculos 17 e 18 dispostas em ordem cronológica e ambientadas como na época em que foram construídas.

Sorocaba - São Paulo

(Publicada em 7 de março de 2008)

Diversão para adultos e crianças

Hotel fazenda em Sorocaba oferece lazer para a família toda, além de pratos fartos nas três refeições por dia

Pertinho de São Paulo, mas com opções de lazer para a família toda. Assim é o Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort, localizado em Sorocaba. De Alphaville e Tamboré, o trajeto demora uma hora e o início da viagem é pela Rodovia Castello Branco. Mão na roda melhor que isso, não há.

O ponto alto da viagem, porém, é o lazer destinado à garotada se divertir e ter contato com a natureza, já que o hotel está instalado em uma área de 20 alqueires, repleto de verde. O hotel foi inaugurado em 2000 (as instalações são razoavelmente novas) e reúne a infra-estrutura de resort.

Nas diárias, estão inclusas três refeições (fartas, por sinal) self-service com saladas variadas, que inclui carpaccio, verduras e legumes, além de pratos caseiros, mas sem deixar de lado a sofisticação, como o Strogonoff de avestruz (cuja criação do animal é feita lá), peixes, entre outras opções. A criançada não vai reclamar, pois também constam do bufê pratos recheados com macarrão. Na mesa de sobremesas, o imbatível Choco L’amour (sorvete de creme, calda de chocolate e farofa crocante) concorre com tortas mousse de limão, maracujá, pudim de leite, pavê de chocolate, doce de abóbora, frutas... O café da manhã é composto por enorme variedade de pães, frios, sucos, frutas, iogurtes, bolos, panquecas. Uma comilança que só mesmo as longas caminhadas para ajudar a gastar as calorias.

Na programação, as crianças e os adultos podem se divertir na enorme piscina, que possui borda infinita, com vista para um lindo campo verde. Os monitores, que não dão sossego para as crianças que ficam paradas, também incentivam os adultos praticarem hidroginástica, por exemplo. Também há passeios de charrete, rapel, escalada, arvorismo, tirolesa (que passa por cima do lago), pedalinho, quadras para jogos de tênis, vôlei, futebol.

Quem quiser se arriscar, há opção de voar de balão pela região, mas este passeio é cobrado à parte, assim como o paintball e as cavalgadas. A academia de ginástica é pequena, mas quem precisa de esteiras quando se tem uma imensa área verde pela frente? Relaxamento com massagens também pode ser pago à parte.

Os apartamentos são de diferentes tamanhos e não ficam concentrados em um único núcleo. No prédio principal, onde está a recepção, estão localizados os dois restaurantes (um em frente à piscina antiga, onde geralmente é servido o café da manhã) e uma grande sala com lareira e televisor de plasma de 42 polegadas. Nos apartamentos há frigobar, ar-condicionado (indispensável!), varanda e televisor de 20 polegadas com canais por assinatura.

Para o feriado da Páscoa, dos dias 21 a 23 de março, o Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort oferece pacote com três diárias e hospedagem em apartamento Standard (Ala Piscina e Bosque) por R$ 2 mil. Crianças até 5 anos são isentas, de 6 a 12 anos pagam R$ 350 e a cama extra para crianças acima de 12 anos sai por R$ 600. A diária excedente custa R$ 450,00. No pacote, também estão inclusos café da manhã, almoço e jantar (sem bebidas; garrafa de 300 ml de água mineral custa R$ 3), além da programação de lazer. Uma boa opção para quem quer sair de casa, mas não pretende gastar horas no congestionamento em direção a um lugar muito longe.

Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort
Km 110 – Rodovia João Leme dos Santos – Sorocaba – SP
Reservas para lazer: (15) 3229-4300

Como ir
Vá pela rodovia Castello Branco. Na saída 78, pegue a rodovia José Ermírio de Moraes e ande sete quilômetros até a saída 7B. Pegue a rodovia Celso Charuri e depois de seis quilômetros, acesse a rodovia Raposo Tavares. Rode mais 10 quilômetros e siga em direção a Salto de Pirapora. O hotel fica 6,5 quilômetros depois.

Pedágios
Na ida, você pagará pedágio no km 33 da Rodovia Castello Branco (R$ 9,60) e no km 12,5 da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes (R$ 3,60). Na volta, apenas no km 74 da Castello (R$ 6,60). No total, são pagos R$ 19,80 nas praças de pedágio do Estado de São Paulo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Paris - França

(Publicada em dezembro de 2007)

Paris: sempre é uma festa!

Visitar a Cidade Luz é uma nova descoberta a cada viagem

Melhor do que ir a Paris, é voltar a Paris. Explico: na primeira vez que se vai à capital francesa tem-se a obrigação de fazer alguns passeios, conhecer o trivial, a urgência de ver tudo. Mas tudo é impossível, até porque a cidade oferece diversas opções de cultura e entretenimento que
quatro dias, uma semana, não são suficientes. Portanto, voltar a Paris é ter novamente a oportunidade de continuar de onde se parou, de rever os melhores momentos e de explorar tantos outros.

Embora subir a Torre Eiffel seja o passeio obrigatório, nunca é demais. Aliás, não é necessário subir os seus 276 metros, mas só o fato de ir até a estação Trocadéro do metrô já se tem recompensa. É de lá que se tem a melhor vista do monumento inaugurado para a
Exposição Universal de 1889 e se tem a absoluta certeza que você está em Paris.

Outro passeio bacana é subir o Arco do Triunfo. Vá lá que o trabalho de escalar os seus 284 degraus não é tarefa fácil, mas a vista do alto compensa. De lá é possível observar as 12 avenidas que partem do local, mas é superorganizado para os pedestres, pois para se chegar ao Arco existe uma passagem subterrânea.

Em Paris há muitos parques, praças e locais para descansar, contemplar, ver a vida passar, se exercitar, como acontece no Bois de Vincennes, que serviu de espaço para treino militar no século 19. A Place des Vosges, localizada próxima ao metrô Bastille, é destino certo dos parisienses que querem curtir a paz, deixar as crianças brincando nos tanques de areia, observar os estudantes desenhando a arquitetura. No local há 36 casas, nove de cada lado. As construções estão intactas há 400 anos e é lá a casa do poeta Victor Hugo, onde hoje funciona um museu.


Outra praça bastante movimenta é a Place de La Concorde, próxima ao Museu do Louvre, e que conta com uma roda-gigante inaugurada em 2000. A praça é a mais importante da história francesa, onde o rei Luis XV foi guilhotinado durante a revolução. Ali do lado está o Jardin des Tuileries, onde é bastante comum observar as pessoas sentadas em frente aos lagos comendo uma baguete na hora do almoço, se expondo ao sol nos dias quentes de verão, contemplando a natureza, dando pão aos pássaros que vêm visitar. O mesmo também acontece no Jardin du Louxembourg, próximo ao Boulevard Saint-Michel, rodeado por esculturas e flores.

Se as catedrais que você conheceu em Paris se resumem à Sacre Coeur e a Notre Dame, não deixe de conhecer a Capela da Medalha Milagrosa. O altar é lindo, delicado, há missas em inglês, além de se poder adquirir medalhas com explicações em português.

Museu para todo lado
Evite chegar desavisado à cidade que inventou o impressionismo, a alta-costura e (ninguém é perfeito) o mau humor. É verdade que muitos na cidade não falam inglês, mas nos lugares turísticos é muito fácil conseguir informação, caso o francês não seja o seu forte. Nos museus existe uma forte resistência de se colocar os dados da obra em inglês, o que é lamentável. No entanto, aqui vão algumas dicas: sempre que for abordar uma pessoa na rua, no caixa da loja, na bilheteria do metrô, diga bonjour (ou bonsoir se for de noite). E emende outras palavras mágicas: s'il vous plaît, merci e au revoir. Sendo bem-educado, ninguém vai negar em dar uma mãozinha.

Outro defeito de Paris é a sinalização, que deixa a desejar em muitos locais. No entanto, as 16 linhas do metrô mais outras tantas de trem dão conta de cobrir toda a cidade, de modo que se pode chegar a todo lugar (não se esqueça de pegar um mapa nos guichês). Os vagões da linha 14, a mais moderna (inaugurada em 1998), são automáticos, por isso não precisam de operador (sorte de quem precisou dele durante as greves ocorridas em outubro e novembro), e são à prova de suicídio, já que não se pode ter acesso aos trilhos.

Embora visitar o Louvre seja passeio obrigatório, se você já esteve em Paris e já passou por ali não perca a chance de entrar, sentar em um dos cafés debruçados no hall de entrada e experimentar um crepe doce ou salgado. Já que está por ali, aproveite para apreciar o Palais Royal e passear pelo Marais e fazer compras na Rue Rivoli.

Do outro lado do rio Sena está o Museu d’Orsay, instalado em uma antiga estação de trem. Só por sua arquitetura já vale a visita. De quebra, a principal coleção de arte impressionista de Paris. Monet, Van Gogh, Degas, Renoir, Rodin, Manet, estão todos lá.

Outro museu que fica bem perto é o L’Orangerie, reaberto em 2006 após reforma. Um dos pontos altos são as “Ninféias”, de Monet, pintadas de parede a parede. Bem em frente ao painel há bancos para contemplar a obra do artista.

Imperdível também é o Museu Picasso, que além de telas há um espaço dedicado às esculturas. Outro que também tem jardim para as esculturas é o Museu Rodin, famoso por sua obra “O Pensador”. A obra, aliás, está lá exposta e pode ser fotografada.

Dedicada à arte moderna, o Centre Pompidou foi construído nos anos 1970 e batizado em homenagem ao presidente francês anterior Georges Pompidou (1911-74). As escadarias do lado de fora mostram que do lado de dentro há muito que se ver. A sua arquitetura destoa do restante da cidade, que é praticamente uniforme, e traz visitantes durante o ano todo, do mundo inteiro. Nas tardes aos finais de semana, artistas se apresentam na entrada, onde centenas de pessoas se sentam no chão para contemplar os músicos e os números circenses que são apresentados. No alto do prédio é possível sair na varanda e observar a cidade inteira, de tal maneira que se pode avistar o Sacre Coeur bem ao longe.

Para a arte contemporânea está o Palais de Tokyo, com obras que lembram aquelas que vemos nas Bienais por aqui e onde sempre fazemos a famosa pergunta: isso é arte? No mínimo, vale conhecer.

Embora eu não tenha conseguido ir (por duas vezes o museu estava fechado), o Marmotan tem uma grande coleção de Monet doada por seu filho, além de obras de Renoir, Pissarro. O museu fica em um lugar afastado da cidade e o passeio também vale a pena.

Fora de Paris

Versailles é um programa para um dia inteiro. Primeiro é preciso pegar o trem (viagem de meia hora) para se chegar ao local. E preparar as pernas, porque a certeza que se tem é que é preciso andar muito para dar conta de conhecer todas as belezas do castelo e também dos jardins. Ao todo são dois, pois existe a propriedade que foi de Maria Antonieta, localizada no final da área. Aproveite para conhecer o Petit e o Grand Trianon.

O jardim, aliás, inspirou o do Museu do Ipiranga recentemente reformulado. Além de árvores por todos os lados, o jardim conta ainda com lagos com fontes rodeados por labirintos, projetos geométricos. Dentro do castelo é possível conhecer como viviam os reis, imaginar Maria Antonieta, Luis XVI. No Salão dos Espelhos foi onde aconteceu a assinatura do Tratado de Versalhes, ao final da Primeira Guerra Mundial, em 1919: história pura.

Outro passeio imperdível, e talvez não muito comum, é a Fundação Claude Monet, que fica em Giverny, a uma hora de Paris. Para chegar lá, compre um bilhete na estação Saint Lazare até Vernon (o trajeto dura uma hora, em trem confortável e não pinga-pinga). De lá, pegue um ônibus até Giverny (10 minutos).

Foi ali que o pintor impressionista viveu seus últimos dias de vida e pintou os seus mais belos quadros. Além da casa, é possível passear por seu jardim rodeado de flores, e contemplar as ninféas e as vitórias-régias que tanto o inspiraram, conhecer a Ponte Japonesa, tema de outros muitos quadros. Enquanto viveu na cidade a beira do Sena, Monet aproveitou para pintar o que via de diversas maneiras, de acordo com a estação do ano e a luz que incidia no local: inspiração, como é possível ver, não lhe faltou.

Se tiver com criança, ou quiser voltar a ser uma, vale uma visita à Disneyland. O parque completa 15 anos em 2007 e está uma festa. Além de poder brincar (apele para o Fast Pass para não morrer na fila) e visitar o Castelo da Bela Adormecida, é possível esbarrar nos personagens da Disney: Mickey, Minnie, Pato Donald, Margarida, Pateta, Buzz Lightyear, Timão e Pumba...

Cinema para quem precisa
O que não faltam são cinemas em Paris. Foi ali, aliás, que aconteceu a primeira projeção cinematográfica em 28 de dezembro de 1895, pelos irmãos Lumière. A exibição foi feita no Le Grand Café, que existe até hoje no boulevard des Capucines. Uma experiência interessante é o Imax no Geóde, localizado na Cité des Sciences. Todos os dias há sessões alternadas de filmes que podem ser simplesmente em Imax ou ainda em 3-D. Além de cinema, o local possui cinco andares com exposições interativas, como se fosse uma cidade da ciência.

A Cinémathèque Française, em Bercy, é outro lugar para se respirar cinema. Além de mostras (com 40 mil filmes) há uma livraria com um sem-número de livros sobre a arte cinematográfica. Bem em frente à cinemateca, aliás, há uma escultura do brasileiro Oscar Niemeyer.

Para os que preferem os tradicionais, o modernoso UGC Cine Cité Bercy exibe programação do cinema americano e, claro, francês. O cinema fica em um lugar pouco visitado pelos turistas e é onde os parisienses se encontram para tomar um café e assistir a um bom filme. Outra rede que também atrai os moradores da cidade por conta de sua programação é o MK2 Bibliothèque. Só uns parênteses: ao final da exibição, as portas do cinema “jogam” as pessoas para a rua, de modo que não há volta para aquele xixi depois de duas horas sentado.

E não se dê por satisfeito. Em Paris sempre é tempo de bater perna de um lado para o outro, conhecer novas coisas, novas lojas, novos bistrôs, cafés e assim por diante. O Quartier Latin é destino para quem quer jantar em restaurantes alternativos (há muitos gregos por ali com os seus churrasquinhos) ou dançar em um bar.

Não se limite aos cafés mais conhecidos (passe longe do Starbucks Coffee, esse tem aqui!), pare, entre, conheça as novidades, experimente as baguetes durante um almoço rápido, coma um macarron de framboesa ou de chocolate como sobremesa, abuse do vinho nacional. Aproveite o que Paris tem de melhor, os monumentos iluminados, o perfume, os croissants, e não se esqueça de usar as palavras mágicas. Você não vai se arrepender, afinal sempre será tempo de voltar!

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em junho de 2007)


Campos do Jordão: o destino certo neste ano

Todo ano é a mesma coisa: é só a temperatura marcada pelos termômetros começar a cair que aqueles que estavam acostumados a ir para o litoral em busca do sol, seguem para o alto da serra no inverno. Muitos seguem para Campos do Jordão a procura por um local ideal para curtir a dois uma boa lareira acompanhada de cobertor, fondue e vinho. É neste período o tempo de vestir casacões, cachecóis e toda a parafernália para se proteger do frio que muitos desfrutam com prazer.

Conhecida como a Suíça Brasileira, a cidade está localizada na Serra da Mantiqueira (a duas horas e meia da capital pelas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e SP-123) e tem cerca de 40 mil habitantes. Na alta temporada, porém, recebe o número exorbitante de um milhão de turistas atraídos pelos chalés com lareira, passeios a cavalo e trilhas repletas de paisagens deslumbrantes, além de esportes radicais como arborismo, tirolesa, skybike, off-road, balão e paraglider.

Para sossegar, fazer as comprinhas, comer e ver gente bonita o point é mesmo Capivari, a vila mais badalada, local de encontro de gente bonita, chique e louca por agito. Sua fama é firmada por ela ser palco dos desfiles de carrões importados que circulam e entopem a cidade.

Hotéis e pousadas não faltam na gama de opções que Campos do Jordão oferece. “A época de alta temporada em Campos é sempre a mais esperada pelos empresários da região, pois traz à cidade um turista com alto poder aquisitivo, ávido em adquirir produtos e serviços da mais alta qualidade”, comenta Giodi Matsubara, diretor do Matsubara Hotel de Campos do Jordão. “Em comparação com o ano passado, 2007 promete ser mais positivo para nosso hotel”, diz Giodi.

O hotel oferece 20 apartamentos com calefação, banheira ou hidromassagem, TV de tela plana, DVD. Ainda há sala de jogos, sala com lareira e cardápio com pratos de cozinha internacional.

Quem vai atrás de grandes grifes não pode deixar de ir ao Market Plaza, um shopping sazonal que sobe a serra mais uma vez. Na parte de gastronomia, quem está lá este ano é o Burger King. Outra delícia que sobe a serra é a marca de sorvetes Häagen-Dazs, além do Havanna Café.

Como também acontece todo ano, o Festival de Inverno, promovido pela Secretaria Municipal de Turismo de Campos do Jordão, já tem data marcada. A 38ª edição do Festival acontece entre os dias 7 e 29 de julho em seis espaços: Auditório Cláudio Santoro, Praça do Capivari, Capela do Palácio Boa Vista, Igreja Sta. Terezinha, Igreja São Benedito e Espaço Cultural Cinema Dr. Além.

Neste ano, o Festival homenageia a Mulher, inspiradora dos maiores criadores de todos os tempos, através das intérpretes e compositoras de extraordinária qualidade que se apresentarão em Campos do Jordão: a soprano Dame Kiri Te Kanawa, as pianistas Maria João Pires e Cristina Ortiz, as cordas do Trio Eroica, a trompetista Alison Balsom, as sopranos Rosana Lamosa e Gabriela Geluda, além de Jocy de Oliveira, que será a compositora residente deste ano, entre outras.

A montagem da ópera Rita, de Gaetano Donizetti, será regida pela paulistana Debora Waldman e terá a direção cênica de Carla Camurati, atriz e diretora que acumula grande experiência em teatro, cinema e televisão, já tendo dirigido a Carmen, de Bizet, Madame Butterfly, de Puccini e o filme La Serva Padrona, baseado na ópera bufa de Pergolesi. Debora Waldman estudou na Argentina, Israel e no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris; é assistente do maestro Kurt Masur na Orquestra Nacional da França.

Ao todo, serão 48 espetáculos em 23 dias. Grande parte deles com preços populares e muitos gratuitos na Praça do Capivari, nas Igrejas Sta. Terezinha e São Benedito.

Passeios para todas as idades
Entre os passeios imperdíveis estão o Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Morro do Elefante. A 1.950 metros acima do nível do mar, a Pedra do Baú possui uma extensão de mais ou menos 20 metros de largura e 500 metros de comprimento. Para se chegar até lá são necessárias quase duas horas de caminhada pelo meio do mato. Mas quem não quiser enfrentar a jornada pode só apreciar o visual, o que já vale a ida pela sofrida estradinha de terra. Já o Morro do Elefante é onde está localizado o teleférico, além da vista panorâmica da cidade.

Com remanescentes das florestas de araucária, o Parque Estadual de Campos do Jordão foi criado em 1941. Além das araucárias, muito comuns em cidades frias, houve reflorestamento de quase 2.500 hectares de pinus. Também é possível observar espécies animais como a onça parda (suçuarana), esquilo, quati, entre outros.

Campos do Jordão pode até ser o destino anual no inverno, mas continua irresistível!

Matsubara Hotel Campos do Jordão, Rua Professor José Paulo, 80, Campos do Jordão, tel.: (12) 3663-3177

Buenos Aires - Argentina

(Publicada em 18 de maio de 2007)

Bate-e-volta em Buenos Aires

Um passeio de final de semana na capital portenha pode ser uma boa pedida para quem quer um programa diferente

Passar um final de semana em Buenos Aires é um dos programas mais descolados e baratos, acredite, para se fazer ultimamente. Com saída geralmente às sextas-feiras pela manhã e a volta aos domingos à noite, a viagem sai por cerca de R$ 1 mil, incluindo passagem aérea e hospedagem com café-da-manhã. Mas vale a pena, porque a capital argentina, mesmo com todo aquele ar blasé e clima metido a europeu, tem muito a oferecer aos brasileiros, pois, ao contrário do que se pensa (principalmente por conta da rixa existente no futebol), nós somos muito bem-recebidos e bem-tratados por todos.

Uma das coisas mais bacanas (e baratas) para se fazer na cidade é comer bem e andar de táxi. A corrida do aeroporto para o Centro da cidade sai por 60 pesos. Um almoço em uma churrascaria rodízio, com direito a vinho nacional (argentino, é claro), sai por 31 pesos. E come-se muito bem. A contar que a moeda argentina está desvalorizada perante o nosso real, faça as contas rapidamente e comprove que isso não se faz em São Paulo.

Em Puerto Madero, há muitas opções de restaurantes em um local agradável, próximo ao rio da Prata. Uma rara chance de caminhar sob o sol, mesmo que exista aquele ventinho frio característico da cidade. O local se urbanizou e os antigos galpões viraram bares e restaurantes.

A ponte de pedestres, El Puente de la Mujer, projetada por Santiago Calatrava, transformou-se em um cartão-postal da cidade. Na Recoleta, além da feira de artesanato que ocorre todos os domingos, há opções de passeio, como o Shopping Buenos Aires Design, com lojas de decoração para se inspirar. Ao lado, o Village Recoleta, um shopping futurista que tem um cinema e algumas lojas. Aos finais de semana há sessões "transnoche", que começam à uma da manhã. Boa opção pra quem não abre mão de conhecer e desfrutar do cinema argentino.

A loja que vende CDs e DVDs é uma tentação. No café, um Submarino (chocolate em barra e leite quente) é uma ótima pedida para substituir o chá das cinco. A noite é quente em Palermo.
Embora o bairro seja um pouco distante, é uma boa dica para curtir a noite. Mas atenção: a noite portenha demora um pouco para começar. As pessoas saem de casa à uma da manhã. E só voltam quando o sol dá os seus primeiros sinais. Em Puerto Madero também há discoteca. A Opera Bay começa a esquentar às duas da madrugada, e o local oferece diversas pistas, com diferentes ritmos musicais. Cabe a você decidir em qual quer baladear.

Buenos Aires histórica
Não dá para deixar de dar uma espiada no lado histórico da cidade, quando o passeio segue pela avenida Nueve de Julio. Lá, é possível observar o Obelisco em homenagem à independência do país, proclamada em 9 de julho de 1816, por José de San Martín. Seu mausoléu, aliás, está ali do lado. Por ali também fica a Casa Rosada, sede do Poder Executivo da Argentina, que após as paneladas do povo, tem uma cerca em volta para ninguém se aproximar. No Cemitério da Recoleta está sepultada Eva Perón e é um destino comum entre os turistas. Na porta é possível comprar um mapa com os túmulos de famosos. Para chegar ao de Evita, vire a segunda à esquerda, vá até o final, vire à direita na alameda mais larga, e depois à esquerda na 11ª alameda. O túmulo da ex-primeira-dama é o sexto do lado esquerdo.

O Estádio La Bombonera, do Boca Juniors, também vale uma visita. Homenagens são feitas a uma das maiores estrelas do futebol daquele país: Diego Maradona. Deixe a rixa de lado e aproveite a visita ao museu do clube.

Lugar para turista é mesmo Caminito, onde dançarinos de tango fazem os seus passos na rua, onde há suvenires para levar para casa. Artistas de rua exibem também o seu talento impresso em telas, sempre com Buenos Aires como motivo. Um bom lugar para visitar e conhecer a riqueza artística da cidade é o Museo Nacional de Bellas Artes, na Recoleta. A entrada é gratuita e é possível admirar obras de Rodin, Manet, Picasso, Renoir, Van Gogh, Monet, as bailarinas de Degas.

Clichê
Está bem, vai parecer clichê, mas ir a Buenos Aires e não ver um espetáculo de tango (ao menos em sua primeira visita à cidade) é como ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor, ou não ver a Torre Eiffel em Paris, ou a Estátua da Liberdade em Nova York... Enfim, que seja. É preciso, sim, assistir a um show de tango e ver as performances maravilhosas que aqueles bailarinos são capazes de fazer com as pernas e ouvir a orquestra que toca ao vivo.

Uma parada para um lanche ou até mesmo para uma sobremesa no Havanna também vale a pena, nem que seja para comprovar se o sabor do alfajor é o mesmo daquele que temos aqui, na loja da franquia. Aproveite e traga uma caixa para casa, o preço com certeza compensa.

Compras, compras, compras!
Roupa é muito barata em Buenos Aires, mas é preciso bater um pouco de perna para encontrar o cashmere e aquele casaco de couro mais legal e mais em conta. Na Calle Florida, uma das ruas mais famosas da capital portenha, há uma loja atrás da outra. Reserve pelo menos uma tarde para zanzar por ali, se a idéia é adquirir algumas peças.

Ainda na Florida há muito que se fazer: sempre se encontra um artista de rua fazendo os turistas rirem, há Havanna, McDonald's e Burger King bem perto. Se precisar mandar notícias para casa, prefira um cyber-café ou até mesmo o Kyosko, que tem telefone público (a ligação custa poucas moedas), chamada de locutório, onde também há opção de computador para conectar a internet.

Outra dica é tomar um sorvete do Freddo. Uma bola sai por seis pesos, mas só de dulce de leche há quatro versões. Vale experimentar! Se você gosta de cultura, não deixe de dar uma passadinha na livraria El Ateneo da avenida Santa Fé. Um antigo teatro foi transformado em livraria e o palco virou um charmoso e delicioso café, com empanadas que são de dar água na boca.

A esta altura, você já vai estar exausto em virtude das poucas horas de sono em função das coisas que há para fazer, das baladas que se estendem até o amanhecer. No entanto, ao entrar no avião de volta para o Brasil, a sensação é reconfortante e dá vontade de voltar sempre!

Litoral Norte - São Paulo

(Publicada em 24 de novembro de 2006)


Praia com (muita) emoção

Quem busca um pouco mais de agitação, o Litoral Norte de São Paulo oferece opções de esporte radical e ecoturismo

Praia é sempre um bom destino para quem quer fugir da cidade aos finais de semana, sejam eles prolongados ou não. Quando se tem uma opção a mais, o local se torna mais atraente para os turistas aproveitarem ao máximo a viagem. No Litoral Norte de São Paulo, São Sebastião é pontilhada por diversas praias de areia clara que atraem cada vez mais a moçada descolada do Estado. A 170 quilômetros da Capital pela Rodovia Rio-Santos, a cidade oferece muito mais do que belíssimas praias.

O litoral possui ilhas que podem ser visitadas de barco (que podem ser alugados na marina ou com pescadores, que fazem o frete), como As Ilhas (composta por três ilhotas), Ilha dos Gatos, Montão de Trigo e Ilha das Couves. Em nenhuma delas, porém, é permitido acampamento, pois em todas há um "caseiro" responsável pelo controle.

As Ilhas, por exemplo, atraem embarcações de luxo que saem de outras cidades em busca de um local para atracar enquanto aproveitam o sol. A Ilha dos Gatos tem natureza intocada e abriga as ruínas de uma antiga construção que pertencia ao magnata norte-americano Robert Rockfeller.

Já a Montão de Trigo é habitada por uma comunidade de 10 famílias de pescadores (mais ou menos 40 pessoas). O local é procurado no verão por mergulhadores, pois a água é clara e tem boa visibilidade. A Ilha das Couves também é habitada por pescadores, que fazem a travessia pela Barra do Sahy.

Praias mil
Entre as praias, Camburi é a preferida pelos surfistas, assim como a agitada Maresias. Juqueí, Baleia e Boiçucanga são as preferidas pelas famílias inteiras, que buscam tranqüilidade e águas mais calmas. Boiçucanga, que significa "cobra de cabeça grande" em tupi, reúne um grande número de pousadas aconchegantes para hospedagem, como a charmosa Posada Di Mari, localizada em frente ao mar. Descontraída, ela é decorada de modo alegre e colorido e possui apenas nove suítes. Uma grade na área de lazer, formada por piscina e espreguiçadeiras, separam a areia da praia da propriedade da pousada.

Em estilo clássico, o Atena Praia Hotel fica em frente à praia, mas não com "o pé na areia". A piscina com cascata tem vista para o mar e o estacionamento é fechado. Na área comum do hotel, sala de TV com DVD, american-bar, restaurante, serviço de praia.

Já a Pousada Tempo Rei é um pouco mais afastada da praia, mas possui 18 apartamentos, de três tamanhos, incluindo um modelo com cozinha americana para quem não abre mão de preparar os seus pratos. O café da manhã é bem caseiro e reforçado, com bolos, pães, sucos, cereais e os proprietários estão sempre por ali te fazendo se sentir em casa.

Farta é a gastronomia. Na orla de Boiçucanga, o restaurante Spazio di Paolo é uma boa opção para quem na abre mão de um bom prato. Há três anos na cidade, a casa já existe em Campos do Jordão há 11. O ambiente é rústico, feito com tijolos da olaria dos avós dos proprietários, os irmãos Paulo Roberto e Paulo Eduardo Gomes. De frente para o mar, há mesinhas do lado de fora que convidam para um chope com a brisa fresca.

Especializado em massas, o restaurante possui forno à lenha, que é usado principalmente para gratinar as massas feitas na hora, que podem, inclusive, ser acompanhadas pelo cliente. No destaque do cardápio, que oferece mais de 100 opções, entradas, saladas, sopas, fondues, peixes, frutos do mar, assados, carnes, massas e sobremesas. Destaque para o Agnelotti, massa feita com ricota, uva passa e molho branco.

Radical
Em meio à Mata Atlântica, o Tuim Parque, no sertão de Barra do Una, oferece opções de esporte radical, como caiaque e arvorismo seguido de tirolesa. O rio localizado ali dentro tem nível de dificuldade 1, mas as pedras no meio do trajeto dificultam um ouco o passeio, principalmente para quem não está acostumado a remar.

Já o arvorismo possui cinco partes, que consiste em ultrapassar os obstáculos na copa das árvores utilizando equipamento de segurança. No final, duas deliciosas escorregadas na tirolesa.

Localizado em meio a uma vegetação densa, o parque possui mais de duas mil espécies de animais, incluindo alguns que estão em extinção. Como forma de preservação, o número de visitantes é controlado, de modo que é necessário agendar a visita. Uma dica é realizar os passeios com a Ecodynamic, que realiza turismo de aventuras e está localizada em Camburi.

A equipe conta com profissionais formados para atender a todas as exigências de segurança e têm a vantagem de conhecer a região. Para o receptivo, a empresa conta com carros que levam e trazem os turistas para os passeios. A infraestrutura do Parque conta com guias e monitores treinados, além de restaurante com uma cozinha mineira de dar água na boca. Só não se esqueça de reaplicar o repelente de insetos com freqüência, pois os borrachudos não costumam respeitar nem a marca do fabricante.

Londrina - Paraná

(Publicada em dezembro de 2005)

Resort de campo no Paraná

Natureza exuberante e próximo à capital paulista. Assim é o Aguativa Resort, opção de lazer para toda a família

Piscinas termais, recreação infantil, quadra poliesportiva, natureza exuberante, campo de golfe. O Aguativa Resort tem opção de lazer para toda a família. Localizado ao norte do Paraná, a 50 quilômetros de Londrina (km 101 da BR 369), o local é cercado de verde, com fontes de água mineral aquecida, temperaturas agradáveis e fácil acesso. Ao todo são mais de 1,5 milhão de metros quadrados com rio, lagos, montanhas e vegetação nativa. O calor é realmente intenso. Isso porque o resort está localizado sob o Trópico de Capricórnio, mais próximo do Sudoeste do que do Sul do Brasil, o que garante temperaturas agradáveis, de modo que os dias são quentes e as noites, frescas. De São Paulo, para se ter uma idéia, são 480 quilômetros. De Curitiba, 383.

Para relaxar do estresse da cidade grande, o Resort oferece o Espaço do Corpo, com massagem relaxante, das pedras quentes, Shiatsu, além de hidromassagem ao ar livre e em local coberto. O Turbilhão, uma espécie de banheira de hidromassagem mas em que a pessoa fica em pé, ajuda ainda mais no relaxamento.

O diretor do hotel, Gilberto Neszlinger, que pertence ao mesmo grupo do Estância Barra Bonita, no interior de São Paulo, conta que, há 12 anos, quando assumiu a direção, oferece opções de lazer para toda a família. Recém-inaugurado, o campo de golfe foi mais um atrativo para diversificar. “O golfista agora pode praticar o seu esporte e deixar a sua família em um local agradável”, confirma Gilberto.

O campo ocupa área de 300 mil metros quadrados e conta com nove buracos, nove lagos e grama dos tipos bermuda e esmeralda. São 2.607 jardas dos tees masculinos e 2.215 jardas dos tees femininos. Os buracos, aliás, atendem os jogadores mais técnicos até os iniciantes. Quem quiser aprender, basta marcar a hora que um professor está à disponível para ensinar. O grande diferencial, no entanto, fica por conta do driving range (local onde os jogadores treinam as tacadas). Trata-se do primeiro em resort (e o terceiro de todo o país) jogado com bolas flutuantes e com tacadas dadas em direção a um grande lago.

No primeiro final de semana de novembro, com o intuito de inaugurar o campo, foi realizado torneio com convidados pelo Aguativa Resort. O presidente do Londrina Golf, Bruno Veronesi, que esteve por lá, afirmou ser um campo difícil, que implica em diversos desafios. “O golfe é um esporte que não se tem adversário. É você contra o campo”, disse.

Conforto na medida
As acomodações são divididas em cinco Vilas, todas com nomes de plantas e flores, totalizando 170 chalés, com capacidade para 600 pessoas. Os quartos são equipados com ar-condicionado, frigobar, TV a cabo, telefone, travesseiros macios e extras. Na recepção há computador conectado à Internet, inclusive com gravador de CD, indispensável para quem usa câmera fotográfica digital e precisa descarregar as imagens para continuar fazendo boas fotos. Opções não faltam, principalmente quando se trata de natureza.

Enquanto se caminha pela propriedade é possível observar diversos lagartos e centenas de espécies de flores. O orquidário, aliás, é com certeza uma oportunidade única para conhecer um pouco mais, já que existem 60 espécies dentro da estufa, com espécies raras e em extinção, sendo que há 2.500 no mundo.

O restaurante Panorâmico, todo envidraçado e com vista para o verde, tem capacidade para acomodar mais de 600 pessoas e oferece comida caseira, principalmente massas, em sistema de bufê. As sobremesas são um caso à parte, impossível resistir.

Sempre em busca de tecnologia, os telefones são dotados de fibra ótica e há antenas de celulares das operadoras TIM e Vivo. Uma fonte de água mineral alimenta as dependências do hotel. Isso quer dizer que a água que sai das torneiras é mineral e a mesma água é engarrafada e vendida nos restaurantes. A moeda corrente são bolinhas coloridas e cada uma tem um valor. A animação noturna fica por conta dos jantares temáticos e dançantes que promovem a integração dos hóspedes.

O complexo aquático conta com seis piscinas (sendo três de biribol), toboágua, cascata, splash bar, hidromassagem e saunas. Além disso há campo de futebol, quadras de tênis, parede de escalada, sala de jogos, boate, pescaria, caminhada ecológica, trilha a cavalo, trekking, passeios de duck, arvorismo, tirolesa, arco-e-flecha. No Espaço do Corpo há aparelhos de musculação para quem não quer perder a forma.

Os recreadores são uniformizados e também frequentam as piscinas para tranquilidade dos pais, que podem desfrutar do bar molhado, assim como as diversas espreguiçadeiras em volta das piscinas. A sensação é mesmo é toboágua, muito procurado pelas crianças corajosas.

O Jardim Japonês e o Caminho dos Sentidos são áreas que encantam o visitante em busca de sossego. No primeiro, pequenas árvores típicas com formas influenciadas pela cultura oriental, uma pequena ponte de madeira, tudo sob o canto dos pássaros.

Meio ambiente preservado
Uma das preocupações do Aguativa Resort é o meio ambiente e isso pode ser notado na coleta seletiva de lixo. “Com a venda do material reciclável é possível pagar o salário de dois funcionários”, confirma a relações públicas Fernanda Meneghel. Outra boa prática é a compostagem, na qual grama, folhas e gravetos recolhidos são armazenados em caixas e depois transformados em aduba para toda a plantação.

As abelhas da espécie Jataí, também conhecidas como abelhas sem ferrão, vivem afastadas do risco de extinção. Produtoras de mel, elas contam com um programa de preservação, assim como o lagartódromo, e o local reservado para tratamento de patos e gansos.

Convenção empresarial
Para as empresas que procuram boa estrutura para realizar o seu evento, conta com moderno Centro de Convenções. São oito salas – três salões moduláveis – com equipamentos de alta tecnologia e capacidade para acomodar até 1,2 mil pessoas. Um confortável Business Center oferece sistema de telefonia digital DDR, telefonia celular, Internet digital e uma equipe de apoio altamente especializada para suporte.

Itacaré - Bahia

(Publicada em outubro de 2005)

Itacaré: ecoturismo levado a sério

Localizada ao norte de Ilhéus, no sul da Bahia, a cidade atrai turistas do mundo todo
Praias bonitas, sol quente, boa comida, cultura e hospitalidade baiana. Assim é Itacaré, cidade localizada a 65 quilômetros ao norte de Ilhéus, terra de Jorge Amado, no sul da Bahia. Antiga fazenda de cacau e coco, o local é conhecido como Costa do Cacau, mas ficou no esquecimento por muito tempo, já que o acesso não era nada fácil. Em 1998, porém, a sorte da cidade começou a mudar, quando foi inaugurada a Estrada Parque Ilhéus-Itacaré. A iniciativa colocou-a de vez no mapa e hoje atrai (eco) turistas do mundo inteiro, que vêm para o Brasil desfrutar das belas praias e do sossego que ainda impera por ali.

Uma das características das praias é justamente ser totalmente diferente das outras nordestinas, sempre quilométricas. Ao contrário, Itacaré é recortada por morros cobertos por vegetação de Mata Atlântica (preservado graças à sombra que essas plantas ofereciam ao cacau). Sem contar os milhares de coqueiros espalhados por todas as praias, sem exceção, que dão o charme que tanto encanta os turistas.

A cidade é bem pequena, com casarões maltratados e apenas o Solar da Marquesa e o Casarão Amerelo, uma mistura de restaurante com galeria de arte e boate, foram restaurados. A igreja de São Miguel, que data de 1723, está sendo restaurada atualmente. Nas ruas principais, a da Pituba e a Lodônio Almeida, estão localizados os bazares com lembrancinhas, restaurantes um ao lado do outro com comida baiana e internacional (a pizzaria Beco das Flores tem a redonda com massa fina e recheio de carne de sol que é deliciosa) para ninguém passar fome. Os internautas mais aficionados também não vão sentir saudades do computador, porque por lá proliferam os cybercafés com acesso rápido, gravação de CD e impressão de fotos digitais. Vale dar uma rápida pesquisada para pagar menos.

E é próxima a estas duas ruas que está localizada a primeira praia de Itacaré: a da Concha, onde está a maioria das pousadas baratas. É lá, aliás, que todo mundo se junta, todas as tardes, para assistir ao sol se pôr no Rio das Contas.

Seguindo por uma trilha (ou pela estradinha), é possível chegar às quatro praias próximas ao centro da cidade. Elas são divididas por morros e é possível passar por cima das pedras para contemplar o visual e ir mudando de praia quando enjoar da anterior. A do Resende é a primeira, local de surfistas que se preparam na areia fazendo aquecimento e alongamento ante s de cair no mar. Também há aulas de capoeira e muita gente zen meditando e fazendo tai chi chuan. Vencido o morro de pedras, Tiririca é o point dos surfistas de verdade, onde acontecem campeonatos mundiais (mais um fato para atrair os gringos). A praia do Costa é a terceira, pequena, estreita e sem nenhuma cabana vendendo água de coco ou refrigerante. Bom para sossegar, mas deserta demais.

Por fora, chega-se à praia do Ribeira, que possui um rio que desemboca ali, e onde há mais infraestrutura com mesinhas e cadeiras de plástico, fato que atrai famílias inteiras que vão comer queijo coalho, tomar água de coco e brincar de bola e raquete na areia. É a partir de lá que sai a trilha que leva à Prainha, considerada pelos nativos e publicações especializadas como uma das dez mais bonitas do Brasil (eu só concordo se a praia do Sancho, em Fernando de Noronha, constar desta mesma lista).

A primeira advertência ao turista desencanado é que ele não deve ir à Prainha sozinho. Primeiro porque ele vai se perder na trilha de quase uma hora de caminhada que não é sinalizada. Segundo porque há indícios de que têm ocorrido assaltos no meio da mata, motivo pelo qual há guardas a cavalo vigiando e alguns seguranças de fazendeiros locais. Mas a opção para se chegar à Prainha com o máximo de mordomia é se hospedando no condomínio Villas de São José e ir de van, no sossego.

A Prainha é considerada uma linda praia porque é cheia de coqueiros em toda a sua extensão e, como é difícil de chegar, é calma, não tem gente barulhenta e a natureza impera, de modo que há apenas uma pequena cabana vendendo bebidas para matar a sede dos que se aventuram pela trilha.

Outras boas opções de praia são a Havaizinho, de onde se tem uma vista panorâmica sem igual. Já a praia é bem pequena e cheia de pedras. Por uma trilha bem fácil, equipada com degraus e corrimão, chega-se a Engenhoca, de águas quentes de sem infra. Apenas um rapaz faz o serviço de bordo com água de coco e petiscos. A trilha segue rumo a Itacarezinho. Quem vai de carro pela estrada precisa pagar R$ 5 para estacionar. A barraca que oferece a infra no local está sozinha e por conta disso tem o preço um tanto salgado.

A cachoeira do Tijuípe também tem infraestrutura de lugar grande, com um restaurante que serve comida caseira e bebidas para quem se aventura a entrar nas suas águas geladas.

Para ser VIP, o lugar é aqui
Para uma hospedagem VIP na cidade, o Itacaré Village, localizado dentro do condomínio Villas de São José, dá conta do recado. São quatro mil metros quadrados de área construída, 44 apartamentos distribuídos em cinco Villages. Em frente ao hotel está a praia de São José, praticamente exclusiva aos hóspedes (quem quiser pode desfrutar por um dia, pagando uma taxa). O charme fica por conta dos coqueiros que estão por toda a extensão, das espreguiçadeiras de madeira, das cabanas de sapê e do serviço de primeira.

Como o Village está distante da portaria do condomínio, uma van faz o traslado pela estradinha de terra que passa entre a reserva natural particular (75%, num total de 175 hectares de área, são formados por Mata Atlântica preservada), há também cavalos, emas, macacos e mais variedade de vegetação por metro quadrado do que possui a Floresta Amazônica.

Ao fazer o check-in, o hóspede é recepcionado por uma deliciosa água de coco e um mensageiro acompanha até o quarto, que para ser acessado é preciso pegar um trilha. Um outro mimo oferecido ao turista é uma carta, em papel reciclado, oferecendo boas-vindas. Com ampla varanda, os quartos são ou de frente para o mar ou para a Mata Atlântica, onde também há o rio Canoeiro, bom lugar para andar de caiaque e deixar as crianças brincarem na água, uma vez que as ondas do mar são fortes.

Na parte do condomínio de casas há mansões que pertencem, a metade, a estrangeiros europeus e americanos. Um novo projeto está sendo lançado pela construtora, o Villa Coqueiral, com 17 bangalôs pré-projetados, com três modelos diferentes. O projeto prevê, a longo prazo, 180 casas, com 185 metros quadrados de área construída, em um terreno de mil metros quadrados, piscina com deck com vista para o mar e três suítes. Outra opção menor é a casa com duas suítes e 159 metros quadrados. A obra fica pronta em 10 meses e custa de R$ 495 mil a R$ 865 mil, fato que tem atraído muitos estrangeiros que vêem nas casas um ótimo investimento e excelente vista para a praia.

Além dos gringos, há brasileiros de Minas Gerais, de São Paulo e do Rio de Janeiro comprando as casas para passar as férias (já que o condomínio conta com a infra-estrutura do hotel) e também para investir. Caso queira alugar a residência, o proprietário conta com o apoio do Itacaré Village que, junto com a administradora, cuidam do check-in.

Os investidores também apostam no crescimento do turismo no local com a construção de um novo aeroporto em Ilhéus, que ficará mais próximo a Itacaré, facilitando ainda mais o deslocamento até a cidade. Outro ponto alto é que as pessoas, além da privacidade, têm opção de ir a praias próximas como São José e Prainha.

Dentro do condomínio há estrutura de recreação com aulas de surfe, capoeira, artesanato, ioga, alongamento, passeios ecológicos por dentro da mata e trilhas para outras praias, sempre acompanhadas pelo guia do hotel. Na Ilha do Canoeiro os hóspedes contam ainda com salão de jogos com mesas de bilhar, pingue-pongue e pebolim, além de campo para futebol. O restaurante Grauçá fica de frente para a praia de São José é charmoso, tem boa música que saem das caixas acústicas e excelente comida.

Quem quiser ir para o centro, durante todo o dia a van leva os turistas para a rua da Pituba e depois volta para buscar, sempre com horários pré-determinados por eles. A dica é escolher um bom restaurante e colocar o papo em dia. Depois de forrar o estômago, a turma toda segue para os forrós da cidade, onde turistas aprendem a dançar com os nativos numa mais completa troca e compartilhamento de culturas. O Mar e Mel é um dos mais conhecidos, com mesas no salão coberto ou no quintal.

Depois de desfrutar das belezas de Itacaré, difícil mesmo é ter de voltar para casa, após as férias. Ainda bem que restam boas lembranças para guardar na memória!

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em 2 de julho de 2004)


Que friozinho bom!

Para curtir o inverno, nada melhor do que o trio lareira-fondue-cobertor. E isso Campos tem de sobra!

Todo ano para os paulistas é assim: no verão desce todo mundo pro litoral; no inverno, a leva toda de gente sobe a serra rumo a Campos do Jordão, uma cidade pacata durante o ano todo, mas que na alta temporada ferve (mesmo com temperaturas baixas) de gente bonita, charmosa, chique e louca por agito. De olho no mundaréu de gente que procura um lugar bacana para se divertir e aproveitar o mês no alto da serra, muitas empresas se aproveitam e apostam alto no investimento de divulgação e promoção.

A Audi, por exemplo, montou estande de 1.600 metros quadrados e oferece massagens, games, degustação, cyber café e, como não poderia faltar, exposição de carros da marca. Os diferenciais ficam por conta de máquinas como: TT Coupé 1.8, A4 Cabriolet 3.0, RS6 limousine 4.2 Tiptronic, entre outras. Outra boa dica para conferir na Audi House são os produtos que levam a marca do piloto Ayrton Senna.

Para quem curte decoração, a Decor Campos é uma mostra de móveis, objetos de decoração e design, beleza e estilo de vida, restaurante e espaço infantil. A exposição está em uma área de 10 mil metros quadrados no centro de Capivari e leva a assinatura da arquiteta Brunete Fraccaroli. Entre os presentes estão Samsung, Siemens, Casa Leão Joalheria, Farmaervas, Breton, Testani Casa, Skaf Vinhos, Amazônia Móveis, Gepeto Movelaria Cênica, Ortobom, Ateliê dos Arquitetos, Família Árvore Mobília, Epicur Tabacaria, Just Womenswear e Pé na Trilha. Na área infantil estão a Montanha Mágica Brinquedos Educativos, O Lojão Brinquedos, Farmaervas Barbie e a Fundação Ação Criança.

Suíça Brasileira
Campos do Jordão fica a duas horas e meia da capital pelas rodovias Ayrton Senna, uma altitude de 1,7 mil metros (são dois pedágios na ida e dois na volta e, em valores atuais, gastam-se R$ 22,40). Composta por três vilas (Arbenéssia, Jaguaribe e Capivari), a Suíça Brasileira, como ficou conhecida devido ao seu clima, possui cerca de 40 mil habitantes. No inverno, porém, a população atinge o número exorbitante de um milhão de turistas atraídos pelos chalés com lareira, passeios a cavalo e fondues.

Capivari é a vila mais badalada, o principal centro comercial e é conhecida por ser o point de todos os eventos realizados. Entretanto, sua fama é firmada por ela ser palco dos desfiles de carrões importados que circulam e entopem a cidade. Entre os passeios imperdíveis estão o Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Morro do Elefante. A 1.950 metros acima do nível do mar, a Pedra do Baú possui uma extensão de mais ou menos 20 metros de largura e 500 metros de comprimento.

Para se chegar até lá é necessário uma hora e meia de caminhada pelo meio do mato. Mas quem não quiser enfrentar a jornada pode só apreciar o visual, o que já vale a ida pela sofrida estradinha de terra. Já o Morro do Elefante é uma montanha localizada em Capivari, e sua maior atração é o teleférico. Além dele, a vista panorâmica da cidade é um dos pontos altos do Morro. Sendo um dos principais pontos turísticos das montanhas da região sudeste, Campos do Jordão possui ótima infra-estrutura, e é possível encontrar uma grande variedade de hotéis, pousadas, restaurantes , lojas e bares. Aliás, umaboa dica é ficar sem fazer nada no centro, olhando o movimento, tomando umas e outras no Baden Baden, ou entrar nas lojinhas dos shopping que vendem malhas, cachecóis, meias de dedinhos...

Para descansar ou emagrecer Uma boa pedida de hospedagem é o Hotel Quatre Saisons, localizado no Alto do Capivari, a 10 minutos do centro. Pena que a estradinha está esburacada, mas ela é toda rodeada dárvores. Ao todo, são 120 apartamentos duplex com lareira, frigobar, TV 14 polegadas com canais a cabo.

A infra-estrutura conta também com piscina coberta e aquecida, quadras de tênis e squash, quadra poliesportiva e sauna úmida e seca, restaurante, salão de jogos e 10 mil metros quadrados de jardins. Fora de temporada, a diária sai por R$ 210 o casal com café da manhã, e R$ 230 com café e jantar. Em julho, o preço sobe para R$ 380 e R$ 410, respectivamente. No hotel, aliás, funciona o Spa Quatre Saisons, que acabade inaugurar o Spa Boulevard, com ofurô, hidromassagem, sala de fitness. O pacote inclui seis refeições balanceadas, ginástica e tratamentos como acompanhamento médico e cardiológico, teste ergométrico e de aptidão física, check-up, estética corporal e facial, banhos de imersão, massagens orientais, estéticas e terapêuticas.

Mas quem não quiser emagrecer, pode optar pelo programa antiestresse, com caminhadas, rappel, tirolesa e arvorismo. A diária do Spa fora de temporada sai por R$ 220 por pessoa em apartamento duplo e R$ 330 na temporada. O Day Spa (sem hospedagem) sai por R$ 140.

Quatre Saisons Av. Gustavo Biagioni, 2.559, tels.: (12) 3663-6016 (spa) / (12) 3662-7076 (hotel)

DecorCampos Rua José de Oliveira Damas, 582 - Capivari, tels.: (12) 3663-3905 / (11) 3721-8699, www.decorcampos.com.br

Brotas - São Paulo

(Publicada em 25 de junho de 2004)

Esportes radicais e ecoturismo em Brotas
A 242 quilômetros de São Paulo está a capital do ecoturismo, local ideal para quem procura diversão e muita adrenalina

Frente, frente, frente. Ré, ré, ré. Mais força. Parou. Piso! Tchbum! Calma, não tem ninguém pirado por aqui. É a partir desses comandos que diversas pessoas vão a Brotas para seguir rio abaixo dentro de um bote com um instrutor num divertido passeio de rafting.

O dia começa cedo para os aventureiros que procuram esportes radicais na cidade. Às dez da manhã, os instrutores da Eco-Ação, uma das 15 agências que existem na cidade, já estão passando as noções básicas do esporte que será executado no rio Jacaré-Pepira (jacaré ralado, em tupi). Mas quando a água vem, a teoria fica bem longe da prática.

Pra começar, o melhor é fazer o bóia-cross. Difícil mesmo é precisar nadar ou se afogar. Acredite: é muito seguro.

Ah, sim, quem está no rio é pra se molhar. No início, quando o instrutor ajuda a subir na bóia (sentado ou de peito), ninguém pensa que vai cair na água. Porém nas primeiras braçadas, a instrução é exatamente se jogar na água (gelada) pra aprender a subir de volta. Mais fácil pra remar é ficar de peito na bóia. Ir sentado é pra navegar relaxando, sem pressa...

Se a canoa não virar...
O rafting é um dos esportes mais procurados. O papel dos aventureiros no bote é remar e seguir as instruções do monitor. E prestar atenção aos galhos das árvores que margeiam o rio. A mata ciliar, aliás, é bem bonita. Um dos maiores medos de quem encara a aventura é que o bote vire.

Naquelas corredeiras o bote não vira, principalmente se a teoria for colocada em prática na hora H. Quando o instrutor gritar piso!, o lance é sentar no fundo do bote, mas manter as mãos agarradas à borda para manter-se seguro e curtir a descida. Os três saltos finais, aliás, são um caso à parte.

Peixe fora d'água
Brotas oferece diversão também fora do rio, como a Verticália, momento ideal para se imaginar dentro de um jogo de videogame tipo Mário Bros (será que estou desatualizada?), e salvar a princesa no castelo. Neste caso, porém, não há princesas ou castelos, mas muita diversão e a determinação de chegar ao outro lado sem cair. Todas as fases terminam numa deliciosa descida de Tirolesa. Aqui, todo cuidado é pouco, pois tem um trecho da terceira fase que é de chorar de medo.

O rapel e a escalada também fazem parte da programação. Da altura de um prédio de dez andares é preciso descer segurando numa corda. Medo de cair não dá, mas a mão que vai soltando pra descida acontecer, machuca. Já a escalada é o momento certo para se imaginar subindo uma montanha, ou dar uma de Homem-Aranha. No final, como sempre, dá vontade de recomeçar tudo! E pensar: como é bom ser criança de novo!

Em meio a árvores e flores
Uma boa dica de hospedagem é a Fazenda Shagri-lá, a 15 quilômetros do centro de Brotas. São 280 hectares com infraestrutura completa para descanso e lazer. Um momento especial para aproveitar a comida caseira feita no fogão a lenha. O suco é da laranja da própria fazenda, seu principal produto. Fazem parte da infra ainda: churrasqueira, garapeira, quadra, piscina. Cada quarto tem decoração diferenciada. A diária custa a partir de R$ 120 o casal com pensão completa. Crianças com menos de 12 anos pagam meia e menores de 4 anos não pagam. Grupos têm desconto.

Como chegar
Pegue a rodovia dos Bandeirantes até Limeira e siga pela Washington Luís (SP 310). No km 205, entre na saída 206 B em direção à SP 225 e siga para o centro de Brotas. A viagem dura duas horas e meia e são gastos R$ 43,80 nas praças de pedágio.