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sexta-feira, 25 de junho de 2010

Eliminação da França

O clima é de decepção, de humilhação geral. Após a eliminação da França da Copa do Mundo 2010, depois da derrota para a África do Sul por 2 a 1, os franceses ficaram desolados. Mas, no fundo, já se sabia que este não era o ano da França e que, após o fiasco do primeiro jogo contra o Uruguai (empate sem gols), apenas um milagre poderia salvar a equipe. Afinal, matematicamente, antes do jogo contra os anfitriões, a França não estaria completamente eliminada. Isso porque era necessário ganhar dos Bafana Bafana e torcer pelo resultado de Uruguai e México.

A verdade é que os torcedores e a própria imprensa francesa nunca engoliram o técnico dos bleus (azuis, como é chamada a da seleção da França, por conta do uniforme), Raymond Domenech. Ele assumiu sua responsabilidade pela maneira como jogou a França. Aliás, em três jogos, saiu apenas um gol, marcado por Malouda.

Diferentemente do Brasil, a França não é o país do futebol, portanto a vida aqui continua... pelo menos na capital Paris, onde as pessoas continuam indo trabalhar normalmente (e enfrentando a segunda greve geral no período de quatro semanas) nessa quinta, 24, e torcendo para o time que pode ganhar a Copa. Se for o Brasil, um tanto melhor, pois a seleção canarinho e a da Espanha foram as apostas do ano por aqui. Quando digo que sou brasileira em algum lugar, em Paris, logo se lembram de Robinho e Kaká, mais até que de Ronaldo e Pelé, como era outrora.

A decepção, estampada nas capas dos jornais de quarta, 23, tomou conta dos noticiários. As reportagens falavam sobre o próximo passo, e até a secretária de esportes, Rama Yade, falou ao vivo sobre a tristeza de ter de voltar mais cedo da África do Sul. E, para finalizar, propõe uma nova alternativa para as próximas competições e que cada jogador deve honrar a camisa que veste e ser patriota de verdade quando canta “A Marselhesa” (o hino nacional francês). É a tal mistura de futebol e política que, como bem sabemos no Brasil, não funciona.

Na edição do dia 23, o “Direct Soir”, jornal que circula após às 16h nas estações de metrô de Paris (e que é editado pelo gigante “Le Monde”), uma página inteira é dedicada para a équipe de France. O artigo comenta que o time “deixou o mundial sem um pingo de honra”. E mais: “para o futebol francês, reduzido a um patético campo de ruínas, a obra é enorme”, principalmente para reverter a imagem que nem mesmo os franceses suportam.

No fim de semana passado, o jornal “L’Equipe” estampou na capa uma frase, digamos, nem um pouco politicamente correta, que o jogador Nicolas Anelka (expulso do time) teria dito a Raymond Domenech no intervalo do jogo contra o México, que terminou em 2 a 0 para os latinos.

Enfim, o lema é olhar para frente. Domenech deixa o cargo e passa a batuta para o campeão do mundo de 1998, Laurent Blanc, comandar a orquestra. O contrato ainda não foi assinado, mas é uma questão de poucos dias. A partir de então, acredita-se que uma nova era terá início no futebol francês. É esperar para ver.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Brasil na imprensa francesa

A Copa do Mundo da África do Sul começa amanhã e hoje o diário "20 Minutes" soltou uma edição especial sobre o evento, além de sua edição normal. Em ambos exemplares, o jornal gratuito fala da Seleção Brasileira.

Na edição regular, que está ao lado direito da foto, a matéria ocupa meia página do tablóide e faz um comparativo sobre Brasil e Argentina. Ai ai ai.

Na verdade, a reportagem escrita por Antoine Maes, enviado especial a África do Sul, apresenta os dois times como "os dois melhores inimigos da América do Sul têm perfis muito diferentes". Isso porque ele acredita que embora os dois sejam os favoritos por terem os melhores jogadores do mundo, a rivalidade de ambos é legendária. Isso, aliás, para nós, nem precisaria ser dito. O porém fica por conta dos perfis táticos entre os dois times, que são diferentes.

Com Diego Maradona, a Argentina é mais ofensiva, com Tevez, Messi, Melito, Higuain. Do outro lado, no Brasil, quando Dunga não convocou nem Adriano nem Ronaldinho, "passou a chave de seu ataque a Luis Fabiano e Robinho, mostrando ser uma equipe com perfil mais defensivo".

Na edição especial sobre a Coupe du Monde, o artigo do "20 Minutes" do mesmo Antoine Maes fala sobre os jogadores que também jogam pela Inter de Milão: Julio Cesar, Maicon e Lucio. E finaliza com uma frase de Dunga, que jogou na defesa em 1994 e, talvez por isso, a característica na equipe seja mais defensiva: "Se estou lá, é para ganhar. O resto não me importa". E o repórter conclui: "Pois, mesmo no Brasil, ganhar ainda é a melhor forma de silenciar as críticas". Concordo.

sábado, 5 de junho de 2010

Tênis

Na edição de 1. de junho do diário "20 Minutes" há uma notícia sobre a partida de tênis, em Roland Garros, da qual participaram o brasileiro Thomaz Bellucci e o espanhol Rafael Nadal. O morador de Alphaville, que foi derrotado por três sets a zero (6-2, 7-5, 6-4), em um jogo que durou 2h33, conseguiu, com seu braço esquerdo, melhorar principalmente no segundo set, mas Nadal foi capaz de apertar o jogo e evitar piores surpresas.

Ao periódico, Bellucci afirmou que foi, “de longe, a partida mais dura” que enfrentou desde o começo do torneio. “Estou feliz, pois tenho a impressão que meu nível melhorou”, constata. “Contra ele (Nadal), a gente pensa ter terminado o ponto, mas a bola volta sempre”, lamenta.

Mesmo tendo ganhado até agora, Nadal afirma não ser o favorito para o título de Roland Garros: “Não sou o favorito do torneio, mas eu sei que posso ganhá-lo”, se contradiz.

Futebol

A França está confiante de que a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul terá boa audiência na televisão. Isso porque o amistoso entre França e Tunísia no domingo, 30 de maio, reuniu, no canal TF1, 8,6 milhões de telespectadores, o que equivale a 35,1% de share. O jogo, aliás, terminou em 1 a 1, o que foi considerado fraco, principalmente porque a Tunísia não foi classificada para o Mundial da Fifa.

Na edição de 1º de junho, o gratuito “20 Minutes”, que é distribuído principalmente nas estações de metrô de Paris, afirma que, a 12 dias do mundial, o ex-capitão da seleção francesa, Thierry Henry, titular durante 12 anos (uma vez que ele começou a jogar em 1998, quando a França foi a campeã do mundo), deverá começar no banco, segundo o treinador Raymond Domenech, que vai adotar o sistema 4-3-3.

A França, que divide o Grupo A com Uruguai, África do Sul e México, começa a jogar no dia 11 de junho contra o Uruguai.