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terça-feira, 12 de junho de 2012

Praia do Forte

Como tudo é superlativo, o hóspede recebe um mapa para circular no Iberostar

Está marcada para 2014 a inauguração de um hotel superexclusivo na Praia do Forte, litoral norte da Bahia (localizado no município de Mata de São João), a cerca de uma hora do Aeroporto Internacional Luis Eduardo Magalhães, em Salvador. A iniciativa é do Iberostar, rede espanhola de hotéis que já possui outros dois resorts no mesmo complexo: Bahia e Praia do Forte, inaugurado em 2008, dois anos depois do primeiro.

Ainda que o resort superexclusivo não esteja pronto, o Iberostar Praia do Forte não deixa nada a desejar. Ele ocupa a categoria premium cinco estrelas e oferece 536 apartamentos, de 46 m², equipados com TV LCD 32 polegadas, minibar, acesso à internet (pago à parte), cafeteira. Se por dentro é tudo isso, do lado de fora é um espetáculo. Isso porque quase todos os apartamentos têm vista voltada para o mar azul baiano, cuja praia é rodeada por coqueiros, formando uma paisagem de perder o fôlego nas primeiras luzes da manhã. Basta abrir a cortina da suíte e se deparar com a maravilha que está aos pés do hóspede, que ainda conta com todo tipo de luxo e conforto que um resort pode proporcionar.

Como tudo por aqui é superlativo, assim que o hóspede realiza o check-in já recebe um mapa com as dependências do hotel, onde ficam os restaurantes, o local para retirar as toalhas de piscina etc. Nessas informações também estão disponíveis os horários de funcionamento de cada restaurante. Ótimas dicas para não se perder e dar de cara com um deles fechado. A questão é que, se um estiver fechado, sempre existe outra opção.

Resort conta com seis piscinas com bordas infinitas
Além da praia em frente, de areia grossa e muita brisa, há opção mais cômoda, a preferida pelos brasileiros: seis piscinas com bordas infinitas que, juntas, somam 4 mil metros quadrados. Com o calor que faz na região, inclusive no outono, com certeza é um dos locais mais disputados pelos visitantes que ocupam, durante o ano todo, média de 70% dos apartamentos disponíveis.

Com sistema all inclusive, o hóspede não precisa se preocupar com nada. Café da manhã é servido no restaurante Pelô. Em sistema de bufê, as opções são incontáveis. Todos os quitutes são preparados pela própria cozinha do hotel. Como fiquei hospedada no Iberostar Praia do Forte apenas durante um final de semana, seriam necessários uns 10 dias para provar todas as guloseimas servidas na primeira refeição do dia! São pães de tudo quanto é tipo, frios, frutas, iogurtes, tapioca com recheios doces e salgados, croissants, geleias, sucos, vitaminas…

Para o almoço, há duas opções: o bufê novamente no Pelô, ou os pratos leves do restaurante Maresia, localizado mais próximo à piscina e perfeito para refeições. O bar molhado, como é conhecido o Yemanjá, fica dentro de uma das piscinas, do “lado agitado”, serve bebidas com e sem álcool. Companhia perfeita para aproveitar os finais de tarde, dentro da piscina, com o calor de 30ºC que faz na cidade.

Para jantar, porém, as opções são muitas. Além do bufê do Pelô e do Maresia, o cliente ainda tem a opção de três restaurantes temáticos: Do Lago (especializado em cozinha francesa), Odoyá (culinária típica baiana), Mai Tai (culinária oriental). Para frequentá-los é preciso fazer reserva. Dependendo da quantidade de noites de hospedagem, o cliente pode escolher de duas a três opções.

O francês é o único que exige etiqueta de vestimenta. Homens só entram vestidos com calça e sapatos fechados. A mesma exigência não é feita para os demais. Apenas que não estejam vestindo roupa de banho…

O serviço é de primeira. O cardápio, no caso do restaurante Do Lago, oferece três opções de entrada e três de sobremesa. Para o prato principal, são três de carne e três de peixe. Para degustar, vinho tinto, branco ou espumante. E, para acompanhar com a sofisticação do ambiente, não é permitida a entrada de crianças menores de 12 anos. Até porque dificilmente os pratos vão agradar o paladar delas.

Já no Odoyá, a entrada é servida em sistema de bufê, assim como a sobremesa. E opções não faltam: casquinha de siri, bolinho de bacalhau, mandioca frita (aqui chamada de aipim, mas também conhecida como macaxeira), acarajé com vatapá. Para o prato principal, há outras opções, principalmente os preparados com frutos do mar. E, se ainda quiser cear antes de voltar para o quarto, o Maresia oferece snacks o dia todo, mas à noite as guloseimas passam a ser servidas no Pelô. No frigobar, só há bebidas: cerveja, água, refrigerante. Mas ainda há o serviço de quarto, com opções de lanches para saciar a fome fora de hora – se isso for possível!


Mudança de perfil
Rede espanhola, o Iberostar foi inaugurado no Brasil em 2005 (com inauguração do Grand Amazon, cruzeiro cinco estrelas que navega no Rio Amazonas). A maioria dos hóspedes era formada por turistas europeus. Era. Depois da crise mundial, que se instalou a partir de 2008, o perfil dos frequentadores do resort mudou.

Os brasileiros passaram a tomar conta da maioria dos apartamentos. É claro que os europeus não foram totalmente embora. Os mais assíduos são os alemães, os franceses e os americanos, que não abrem mão da mordomia. No final de semana no qual estive lá era possível observar famílias alemãs e outras estrangeiras desfilando suas roupas de banho na praia e se bronzeando nas espreguiçadeiras da piscina ao final da tarde sob um calor tipicamente baiano de 29ºC em pleno outono nordestino.

A diversão para as crianças é garantida. Aqui há espaço para elas brincarem, pularem, participarem das brincadeiras organizadas pelos monitores do resort, e deixarem os pais à vontade para curtirem as férias. Para os pequenos, o miniclube é o espaço ideal, além da piscina rasa e do berçário (pago à parte). Os pais que preferirem podem optar pelo serviço de baby sitter (também pago à parte e por hora).

Bar Piatã: o destino dos hóspedes durante o dia todo

Lazer
Aos amantes de golfe, o campo com 18 buracos é a opção de lazer. Há golfistas que se hospedam no resort apenas para jogar, mas não é a maioria. Quem não tem noção de como manusear o taco, professores estão à disposição para dar aulas e ensinar as primeiras tacadas. Não é fácil, é verdade, muito menos sob o sol escaldante da Bahia, mas é um exercício divertido, até mesmo para que o hóspede não se sinta totalmente preso a apenas um local. Ainda que o hotel seja all inclusive, o golfe é pago à parte.

O mesmo acontece com a estrutura do SPA. Tanto as áreas úmidas, com as piscinas de águas mornas e quentes, como os tratamentos corporais e faciais são oferecidos à parte.

O SPA Sensations fica justamente no limite entre as unidades dos resorts Bahia e Praia do Forte. Por isso, pode ser desfrutado pelos dois públicos. Ao todo, são quase 2.700 metros quadrados, com nove salas de tratamento, piscina térmica coberta, sauna, hamman (banho turco), salão de cabeleireiros, loja, vestiários e academia de ginástica. Ao todo, são 20 tipos de massagens ou tratamentos oferecidos, como a massagem relaxante (perfeita para desestressar da correria da cidade). Os profissionais são treinados pela grife francesa Germaine de Cappuccini.

Depois de aprender direitinho o caminho entre a praia, o restaurante e o apartamento, e me acostumar com a gentileza e a hospitalidade  baianas, difícil é voltar para casa – e para o outono de São Paulo.

Iberostar Praia do Forte Rodovia BA 99 KM 56, Praia do Forte, Bahia, tel .: (71) 3676-4200

*A jornalista Tatiana Babadobulos se hospedou no Iberostar Praia do Forte a convite do resort

quarta-feira, 21 de março de 2012

Angra dos Reis

Hotel em Angra dos Reis ganhará novo conceito, além de três vilas residenciais

Quem já esteve em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, no mínimo já ouviu falar no Hotel do Frade, localizado na Costa Verde da cidade. A localização, aliás, é privilegiada, já que é pé na areia, com uma praia de areia branca e águas claras, e ponto de partida perfeito para as 365 ilhas da baía. Não é à toa que muitos proprietários de lanchas e iates do litoral fluminense procuram a marina local.

Construído há 40 anos, porém, o hotel não vai mais existir. O nome continua, embora escrito de outra forma e com outro conceito: Frad.e Hotel Marina Golf & Vilas. O nome está mais jovem, mais pop, mais moderno. Em um ano, será inaugurada uma nova fase, que consiste em hotel de charme e vilas residenciais destinados a um público seleto.

Edison Kara José, presidente da construtora Kara José, empreendedor que assumiu o resort há pouco tempo, explica que vai transformar a área. “O Frade foi o primeiro resort e hoje tem 750 casas. É um dos únicos lugares no Brasil que possuem marina e golfe juntos”, diz. Ou seja: lugar perfeito para a família que curte barcos e jogos, já que o campo profissional tem 18 buracos e é lindo, pois está construído em meio às ruínas. A ideia é preparar o campo para receber campeonatos, pois há muito está esquecido.

Atualmente, Miami é a cidade concorrente de Angra e, com a crise econômica mundial, barco está na moda no Brasil. Então, as pessoas que possuem iates, lanchas etc., procuram esse tipo de estrutura de condomínio, que reúne lazer, facilidades de marina e acomodações de luxo. Nos 100 mil metros de área que hoje está o hotel será erguido um residencial com 153 casas dividas em três vilas e hotel com 56 suítes exclusivas. Se hoje são mais de 200, a redução na quantidade, porém, será acrescentada no tamanho, já que as suítes, hoje com 33 metros quadrados, deverão ter 120 metros quadrados. “Angra nunca teve hotelaria de peso e hoje a cidade precisa de uma renovação em todos os sentidos. Não vamos fazer apenas uma reforma, faremos a mudança de conceito”, completa Kara José. Isso porque o local vai abrigar também um centro de veraneio com restaurantes, lojas, quadras de tênis cobertas, squash e SPA de 1.500 metros, com administração da SPA Collection. Para as crianças o SPA Kids oferecerá atividades lúdicas e opções de exercícios saudáveis e relaxantes.

O heliponto também será ampliado, de modo a oferecer maior conforto aos hóspedes e proprietários. Já a marina, deve passar a receber 150 barcos (e não os 120 atuais). Com concierge à disposição, os futuros proprietários poderão utilizar os serviços e espaços do Hotel do Frade pelo sistema pay-per-use.

Marina será ampliada e deverá receber 150 barcos
  
Vilas
A Vila Maris vai ficar de frente para a praia. Os imóveis, com 297 metros quadrados e quatro vagas na garagem (e coberturas com 594 metros quadrados e cinco vagas), contam com duas varandas, uma de frente para o mar e a outra para o jardim. A Vila Acqua temcoberturas com 501 metros quadrados e 4 vagas). Para finalizar, a Vila Natura foi projetada para quem não abre mão da conveniência, já que as casas são funcionais e possuem 160 metros quadrados e duas vagas ou coberturas com 321metros quadrados e três vagas.

A arquitetura das casas está sob a batuta do escritório Bernardes e Jacobsen, que possui muitos projetos em Angra dos Reis.

O prazo final para término das obras, que começam em três meses, é de três anos e recebeu investimento de R$ 350 milhões. No entanto, o hotel novo já fica pronto em um. Até lá, a estrutura continua atendendo aos visitantes, ainda que em quantidade reduzida de apartamentos. As diárias, que hoje custam R$ 400 em média, devem passar a custar R$ 1.200. Para se ter uma ideia do sucesso do projeto, das 153 casas disponíveis, 60% já foram vendidas. Kara José conta ainda que, embora o perfil do Frade seja composto por 80% de paulistas, o projeto atraiu investidores de Minas Gerais e também do Rio de Janeiro.

Projeto de como será o quarto
 
No quesito sustentabilidade, o Frade agora terá apoio do Instituto-e, ONG voltada para soluções sustentáveis, que identifica e apoia os critérios socioambientais e econômicos, além de promover ações com foco na cultura. Além dos serviços exclusivos desenvolvidos pelo Frade, este projeto recebeu investimentos em sua infraestrutura urbana, como captação de energia solar, tratamento e distribuição de água, tratamento de esgoto, além de coleta de lixo própria.

*A jornalista Tatiana Babadobulos viajou para Angra dos Reis a co vite do Frad.e Hotel Marina Golf & Vilas

quinta-feira, 21 de julho de 2011

Refúgio Ecológico Caiman

Localizado no Pantanal, hotel oferece passeios de observação da
fauna e da flora, mas sem abrir mão do conforto

Confesso que, depois que resolvi visitar o Pantanal, a primeira coisa que pensei quando vi a programação foi desistir. Isso porque os passeios estavam previstos para acontecer a partir das sete horas da manhã e, para isso, seria necessário acordar às seis horas! Bom, devo assumir que, ultimamente, não tenho acordado muito cedo. Jornalistas trabalham até tarde, mesmo depois de saírem da redação. Mas arrumei a mala com roupas confortáveis, tênis, binóculo, máquina fotográfi ca, lanterna, além de uma dose extra de disposição, e parti.

O destino era Campo Grande, capital de Mato Grosso do Sul. Uma hora e meia de voo depois, com uma hora a menos no fuso horário, foi o momento de pegar a van contratada para seguir até o Refúgio Ecológico Caiman, localizado em Miranda, cidade a quase quatro horas dali.

A parte terrestre da viagem é chatinha, é verdade, inclusive porque tem um pedaço a ser percorrido em estrada de terra, mas, ao chegar ao hotel, acredite: é como o paraíso. Nesta época do ano, o Pantanal, local que recebe esse nome por estar localizado em uma região pantanosa, que alaga, é seco. Fazia dois meses que não chovia, mas a natureza é sábia: primeiro manda bastantechuva, época das cheias (de janeiro a março), para depois secar. Embora a paisagem seja bastante diferente, é uma época boa para se visitar a região, uma vez que é possível fazer todos os passeios programados na fazenda, como trilhas na mata, safári (inclusive para focagem noturna), passeio de cavalo, entre outras coisas.

Aqui desde 1985, a Estância Caiman, hoje Refúgio Ecológico Caiman (REC), possui 53 mil hectares. Mas aqui também estão a Pousada Caiman (operação de ecoturismo pioneira no Pantanal de Mato Grosso do Sul) e Programa de Conservação da Natureza, que além de parceiros com diversos projetos científicos.



O REC é formado por duas pousadas: Baiazinha e Cordilheira, a que o grupo com quem eu estava ficou. As operações são independentes e distantes, de modo que é possível nem se dar conta que há mais pessoas por ali. Da casa sede, onde funciona a loja e o escritório, até a Cordilheira, são cerca de meia hora com o ônibus adaptado oferecido aos visitantes. Isso porque ele é ideal para os passeios de observação da fauna e da flora.

O serviço é de primeira, com tudo incluso (exceto bebidas alcoólicas): café da manhã, almoço e jantar, frutas a qualquer hora do dia, além de água e refrigerante que ficam em frigobares. Por falar em comida, bom, esse é um capítulo à parte, já que a gastronomia é realmente tentadora. Além do tradicional churrasco e de comidas bem brasileiras, é possível provar, por exemplo, a sopa de piranha, uma iguaria que pode parecer estranha, mas bastante saborosa. Há ainda chipa para o café da manhã, composto também de iogurtes, frutas, pães e bolos. Uma tentação que acaba difi cultando a escolha.

A pousada, construída com tijolos e erguida sobre palafitas, está situada às margens de uma mata de cordilheira (daí o nome!). E ainda tem piscina, ar condicionado nos cinco quartos com banheiros privativos e amenities da Natura. Ah, o celular não pega por aqui, já que estamos na zona rural e não há antenas: um verdadeiro descanso da agitação! E nada de ficar vendo tevê no quarto, pois os aparelhos televisor e de DVD ficam na sala. Internet wi-fi , porém, é bem-vinda na casa toda.

Se o Pantanal é o local ideal para a criação de gado, já que está localizado em uma planície, o proprietário Roberto Klabin explica que foi pioneiro, em 1987, ao receber famílias e interpretava a natureza com guias bilíngues. “Foi uma mudança de paradigma eno modo de atuar no Pantanal. Com outras atividades, você atrai turistas. E foi nos anos 1990, com a novela Pantanal, que as pessoas descobriram o local.” Até então, a região era formada por fazendas de gado, mas desde que evoluiu para o turismo, ela foi valorizada.

Desde o ano passado, o REC passou a operar em modo de Private Villas. Funciona assim: com exceção da alta temporada, que vai de julho a setembro, o REC aluga as casas de modo privativo, ou seja, indo uma ou dez pessoas (limite da Cordilheira, por exemplo), o valor é o mesmo. É como se você pudesse ter sua própria casa no Pantanal, mas com o serviço de hotel cinco estrelas e guias especializados para montar a programação. De acordo com Klabin, foi necessária a mudança de conceito para que pudesse continuar com o negócio.

“O movimento era maravilhoso de julho a setembro, mas quando o Brasil começou a ficar caro para os estrangeiros, tive de mudar.” Isso porque há um grande fluxo de turistas principalmente ingleses, americanos e franceses. E isso pode ser claramente visto no guestbook da sala da Cordilheira. Os registros das crianças são realmente encantadores. “Em um primeiro momento foi horrível, mas este ano começou a dar resultado. Tenho uma equipe menor, multiuso e hoje ela está mais feita. Isso que dá alegria.” Klabin conta ainda que visita a fazenda mensalmente, mas não pensa em viver ali. “Sou pantaneiro de coração, não de permanência. O bom é poder vir descansar e depois voltar para a agitação de São Paulo”, completa.



Atividades
Nos quatro dias que passei no Pantanal tive uma verdadeira imersão de como a vida pantaneira funciona, assim como tive contato (mesmo que a partir do ônibus) com diversos animais. E tudo ficou mais empolgante quando percebemos a possibilidade de ver as onças que vivem por ali. Antes de sair de casa, o ritual: repelente (e muito!), protetor solar, binóculo, máquina fotográfica e canequinha para tomar água e evitar o uso de copos descartáveis que poluem o meio ambiente. A cada passeio, uma esperança. Mas no caminho de muitos passeios pudemos observar aves raras, araras azuis que andam aos pares, tuiuiús, tucanos, muitos jacarés, veados, porcos de várias espécies, famílias de capivaras, uma lista sem fim.

Fizemos a focagem noturna, de modo a observar os animais que têm hábito de caçar durante a noite e até um workshop de astronomia, quando vimos estrelas e até mesmo o planeta Saturno, com todos os seus anéis. O workshop é realizado em uma grande área, onde são colocadas confortáveis espreguiçadeiras. O visitante recebe ponchos quentinhos, uma vez que as manhãs e as noites no Pantanal são frias, podendo chegar a 10ºC, ao contrário das tardes, quando os termômetros podem atingir 30 ºC, e chocolate quente na canequinha.

Participei também de uma roda de Tereré, bebida típica da região: uma espécie de chimarrão, mas que no Pantanal é saboreado frio, em um chifre de boi. Uma delícia! Mas boas e engraçadas mesmo são as histórias do guia de campo! Para julho está programado o workshop de fotografia, no qual um fotógrafo profissional dá dicas de como obter a melhor fotografia, posição da luz, aproximação da vida selvagem, utilizando suas próprias câmeras.

No final da viagem, já tinha me acostumado a dormir cedo e a acordar juntamente com o sol e com os pássaros que vivem atrás da pousada. Triste foi não ter visto a tal onça, o que pode ser uma lenda pantaneira... ou não! Mas decidi que preciso voltar outras vezes para conferir!



Projetos ambientais
Criada em 2004, a Reserva Particular de Patrimônio Natural (RPPN), com 5,6 mil hectares, garante a proteção de diversas espécies. Com o objeti vo de desenvolver parcerias em prol da conservação do Pantanal, o REC abriga o Projeto Arara Azul e o Papagaio Verdadeiro, que visam acompanhar e monitorar a evolução destas espécies ameaçadas de extinção.

Sobre o Arara Azul, o proprietário Roberto Klabin afirma que, se o apoiasse, teria visibilidade e atrairia turistas. “Foi um modo que encontrei de ajudar e ver esse projeto crescendo.” O Projeto cuida da espécie cuja população cresceu de 1.500 indivíduos para seis mil, em 20 anos. A extinção acontece por tráfico de animais (como pôde ser visto, por exemplo, no longametragem de animação Rio); matança para transformar suas penas em artefato; de dois ovos, apenas um sobrevive; desmatamento da árvore Manduvi onde a arara faz ninho, que tem a madeira macia para ela beliscar, assim como da palmeira que oferece o fruto que elas se alimentam.

Klabin lembra que Pantanal é único bioma que está 100% intitulado familiar, ao contrário da Amazônia, cuja terra não tem dono. Ele conta que o Brasil perde sete mil quilômetros quadrados da Amazônia por ano. “Há 10 anos, perdíamos 29 mil. Estamos perdendo biodiversidade em grande velocidade e isso afeta nossa vida, pois é ação do homem.” Presidente do SOS Mata Atlântica há 20 anos, Klabin agora cria o SOS Pantanal, cuja equipe fará expedição em Mato Grosso e Mato Grosso do Sul para saber sobre boas práticas e divulgá-las. À frente, estão Alessandro Menezes e a coordenadora executi va Lucila Egydio. “Será uma prosa orientada, baseada no tripé da sustentabilidade, que compreende as áreas ambiental, econômica e social”, completa Lucila. Menezes afirma que o foco também é mapear dados para valorar as pessoas e até interferir nas ações políticas.

Para acompanhar a expedição, os organizadores garantem que as ações serão publicadas no site: sospantanal.org.br.

Refúgio Ecológico Caiman Estância Caiman s/nº, Pantanal, Zona Rural, MS , tel.: (11) 3706-1800,

A jornalista Tatianna Babadobulos viajou para o Mato Grosso do Sul a convite do Refúgio Ecológico Caiman

sexta-feira, 18 de março de 2011

Exposição

Desculpem a foto, mas foi o que deu pra arrumar



Quem ainda não conhece ao vivo, terá a oportunidade de apreciar o "Abaporu" (1928), quadro da pintora brasileira Tarsila do Amaral, durante a exposição que será realizada em Brasília, de 23 de março a 5 de maio, no Salão Oeste do Palácio do Planalto. 

Isso porque a obra, que faz parte da coleção permanente do Museu de Arte Latino-americano de Buenos Aires (Malba), fundado em 2001, está sendo emprestada pelo museu argentino a pedido da presidente Dilma Rousseff. 

Além de Tarsila do Amaral, representante da pintura modernista nacional, outras brasileiras terão suas obras expostas na mostra que faz parte das atividades alusivas ao Dia Internacional da Mulher, como Anita Malfatti, Tomie Ohtake, Leda Catunda, Beatriz Milhazes, Carmela Gross, entre outras.

segunda-feira, 21 de fevereiro de 2011

Menu Gol

Fazia tempo que não viajava voando Gol. E, quando fui para Fortaleza, no início do mês, vi que a companhia continua servindo seu tradicional lanchinho composto por amendoim com coca-cola. No entanto, há uma novidade. Após o petisco, os comissários distribuem um cardápio e, ali, os preços estão bem ao lado do produto. Ou seja, se você quiser comer algo mais incrementado, tem de pagar por isso. 

A novidade não é uma grande descoberta, haja vista que muitas companhias fora do Brasil fazem isso. Lembro de um voo pela SAS, entre Frankfurt, na Alemanha, e Oslo, na Noruega, que também vendia os seus produtos. Porém, como eu viajava de classe executiva, o serviço de bordo estava incluso.

Pela Pluna, em voo entre São Paulo e Buenos Aires, com conexão, em Montevidéu, acontecia o mesmo procedimento. Ou seja, se quisesse comer, bastava pagar. Em dólar.

Na Gol, os preços vão às alturas (juntamente com os passageiros!). Para se ter uma ideia, um sanduíche tradicional, de presunto, queijo provolone, orégano e azeite em um pão de parmesão, sai por R$ 12. Os acompanhamentos, como chocolate, batata chips e castanha de caju custam R$ 5 cada. E qualquer bebida, seja água (com ou sem gás), café, capuccino, chocolate quente, sucos, água de coco, refrigerante ou cerveja, saem por R$ 5 cada. Uma questão de troco?

Como eu não sabia desde quando o serviço existia, busquei no Google e encontrei uma matéria de 2009, que fora publicada em O Globo, que dizia que o serviço havia sido implantado em junho de 2009.

No site da empresa, há informações sobre o serviço estar disponível em sete rotas (14 voos), todos com mais de 1h30 de duração, como os voos diários partindo do Aeroporto Internacional de São Paulo (Cumbica), Recife, Porto Alegre, Belém, Fortaleza (voilà!), Brasília, Salvador, Natal, Rio de Janeiro (Aeroporto do Tom Jobim/Galeão) e Foz do Iguaçu, mas já existe o projeto de ampliá-lo para outros trechos da malha.

Questinada, a assessoria de imprensa da companhia não retornou o meu email.

E você, concorda em pagar pelo que quer comer? E o preço, é justo? Comente, palpite!

segunda-feira, 3 de janeiro de 2011

Dois Santos Lodge Resort


Exclusividade. Assim pode-se definir o Dois Santos Lodge Resort, localizado em Porto Feliz, cidade próxima a Itu, no interior de São Paulo. O resort-boutique, que ocupa uma área de mais de 200 mil metros quadrados, reúne bom gosto, boa gastronomia e bem-estar em um mesmo local. 

Como está no campo, o local é rodeado por área verde e é o contato com a natureza que prevalece. Isso porque na área externa é muito comum o hóspede se deparar no jardim e também onde há mesas de pingue-pongue e sinuca, por exemplo, com coelhos correndo, pavões andando despretensiosamente (mas sem abrir a cauda colorida), galinhas d’Angola, passarinhos, e por aí vai. 

Mas o que faz sucesso mesmo no Dois Santos, nome que se refere a dois nomes bíblicos: os apóstolos São João e São Marcos, é a bela praia de água doce com espreguiçadeiras para relaxar e aproveitar o sol. Na praia há também lounges para quem quer apenas aproveitar o dia ao ar livre ou assistir às práticas de esportes náuticos. 

Quem quer praticar esportes há espaço para o tênis, uma vez que há amplas quadras de saibro. O futebol não fica de fora e há opções de campo e areia.

A arquitetura privilegia a beleza natural e as acomodações são formadas por 17 chalés repletos de bom gosto e requinte. Televisor de LCD na parede, TV a cabo, frigobar recheado. No banheiro, produtos L’Occitane. As crianças podem ficar à vontade pela propriedade, pois os monitores se encarregam de entretê-los. Além da brinquedoteca, eles organizam passeios para deixar os pequenos ocupados.

A gastronomia também merece destaque. A culinária internacional fica sob responsabilidade de uma equipe de profissionais que já passaram por grandes hotéis no exterior e por restaurantes de luxo em São Paulo. No café da manhã, frutas frescas, frios, pães deliciosos. O almoço, em sistema de bufê, reúne delícias para a família toda. À noite, quando tem festa aberta a convidados da região, por exemplo, prevalecem os petiscos, como as bruschettas de brie. 

Por falar em festa, um senão para o hotel. Isso porque geralmente ela tem hora para começar, mas não para terminar e a música alta pode incomodar bastante quem resolve sair mais cedo para descansar. Portanto, uma dica: antes de fazer a reserva, nada mais justo que se informar se haverá festa ou não. Se não estiver entusiasmado para curtir o som dos anos 1980, principalmente, regado a chope Schin, reprograme a viagem.


Relax garantido
Dentro do Dois Santos há um novo SPA, cuja consultoria é de Soon Hee Han, da rede Shishindo. Para começar, o local onde está o SPA é uma área tranquila, que convida o relaxamento, cercado por hibiscos e árvores frutíferas, como a pitangueira, jabuticabeira (e de onde é possível colher e se deliciar diretamente do pé), entre outras, que são um convite para os pássaros.

Dentro do SPA, três ambientes: recepção, o SPA Wet, que conta com sauna aromática, sala de ducha Vichy Tropical, ducha comum e vestiários inspirados na Ásia Tropical, e o espaço que abrange as salas de terapia, no total de quatro. 

O cardápio de tratamentos é divido em Ocidente e Oriente, além dos banhos de imersão. Na ala Ocidente, estão a seção Cosmopolitan, com tratamentos mais usuais e populares, como massagens antiestresse, drenagem linfática, limpeza de pele, gommage, entre outros. E na ala Oriente, a seção Ásia e Florestas oferece tratamentos que resgatam as práticas milenares para promover a saúde e o rejuvenescimento, utilizando produtos “in natura” e óleos essenciais. Fazem parte deste menu exótico a Terapia das Pedras Preciosas, do Mandara a 4 mãos, Papaya Esfoliação, Pijah, Lomi Lomi Havaí, entre outros. A seção Five Elements segue a filosofia do bem estar, com práticas que visam a beleza e a longevidade, como Shiatsu, Kobido, reflexologia japonesa e outras.

Para sublinhar a eficácia dos tratamentos, o SPA Dois Santos utiliza produtos de marcas renomadas, como os da Klaroma Internacional, que possui matérias-primas nobres em uma linha que vai do clássico ao fun; os itens da Vinotage Cosméticos, à base de princípios ativos das uvas vitis viníferas - poderosos antioxidantes - e que possui uma linha abrangente para cabelos, corpo, face, além de sais e sabonetes; os produtos Golden Skin, à base de ouro e caviar da Être Belle, marca de cosméticos alemã que atua há cerca de 30 anos no mercado europeu; os óleos essenciais da Laszlo, referência no segmento; e, ainda, aroma cosméticos da Podder, empresa inovadora que oferece águas-aroma e perfumes criados para despertar emoções positivas, baseados na neurociência e na aromaterapia. Alguns deles serão comercializados no próprio local, para continuidade dos tratamentos. 


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domingo, 27 de setembro de 2009

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em 03 de julho de 2009)

Temporada de inverno está aberta!

Campos do Jordão, o principal destino dos paulistas no inverno, tem atrações durante o mês inteiro

Chocolate quente (cremoso ou não), fondue, casaco, cachecol, cerveja artesanal Baden Baden. Inclua na lista o melhor da música clássica, sessões gratuitas de cinema, palestras culturais e hotel com opções de lazer para adultos e crianças. Junte tudo isso ao friozinho típico da Serra da Mantiqueira, que reúne paisagens exuberantes e ar puro e, voilà, tem-se a mistura perfeita e o resumo do que é Campos do Jordão em julho.

A partir de sábado, dia 4, começa a 40a edição do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. O evento é inspirado no Ano da França no Brasil e, durante quatro semanas, os músicos farão o diálogo entre as músicas e as culturas brasileira e francesa. A abertura será a partir das 21h, no Auditório Cláudio Santoro, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), sob a regência de Pablo Pérez, o coro da Osesp, regido por Naomi Munakata, e cantores solistas, interpretando obras de Bizet, Canteloube, Delibes e Giménez.

O homenageado do ano é Villa-Lobos e, dia 10, a Orquestra Sinfônica Brasileira, cujo solista é o violoncelista Antonio Mene-ses, deve tocar canções do músico, assim como de Roussel e outros. Ao todo, o Festival, que segue até o dia 26, terá 45 espetáculos que acontecem no auditório Cláudio Santoro, na Praça do Capivari, Capela do Palácio Boa Vista e nas igrejas Santa Terezinha, São Benedito e Nossa Senhora da Saúde. A programação completa do mês pode ser conferida no site www.festivalcamposdojordao.org.br.

Outros eventos
Até 1o de agosto, o Cine Santander apresentará sessões gratuitas de cinema todos os dias. Entre os filmes que serão exibidos, estão: "Austrália", "Se Eu Fosse Você 2", "Operação Valquíria", "Batman - O Cavaleiro das Trevas", "Rocknrolla - A Grande Roubada", o ainda inédito "O Contador de Histórias".

Em conjunto com a Casa do Saber, haverá também palestras ministradas pelos professores do local. A primeira será "Grandes Divas do Cinema", dia 4, das 11h às 13h, com o jornalista e crítico de cinema Sérgio Rizzo. Os outros temas são "A Família no Século 21", "Os Prazeres da Mesa: História, Alimentação e Cultura" E "O Luxo Através dos Tempos". A programação está em www.santander.com.br/cinesantander.

Onde ficar
Para fugir do burburinho do centro de Campos do Jordão, o Hotel Toriba (Av. Ernesto Diederichsen, 2.962, tels.: (12) 3668-5000, 0800-178-179) é uma boa opção, pois oferece opções de lazer com quadra poliesportiva, piscina aquecida, sauna seca e úmida, hidromassagem, sala de ginástica, oito chalés, sendo quatro novos, com 160 m2, apartamentos com vista para a área verde, restaurante com lareira.

Por falar em restaurante, a gastronomia é um capítulo à parte, já que o cardápio oferece saladas, sopas, massas, carnes, peixes e as tradicionais fondues, que fazem sucesso principalmente para acompanhar o friozinho da Serra.

Na área externa, há o bosque das bromélias, caminho perfeito para quem quer aproveitar o ar puro para fazer caminhadas. E a área de lazer, com opção de cavalgada, aulas de equitação, arvorismo, campo de golfe, patinação no gelo, quadras de tênis cobertas, e a Fazendinha, na qual existem animais como carneiros, cabras, cabritos, perus, gansos, coelhos, patos e pavões.

Para julho, pacote de sete dias, de 26 de julho a 2 de agosto, sai por a partir de R$ 4.024, o casal, com pensão completa.

sábado, 26 de setembro de 2009

Sorocaba - São Paulo

(Publicada em 7 de março de 2008)

Diversão para adultos e crianças

Hotel fazenda em Sorocaba oferece lazer para a família toda, além de pratos fartos nas três refeições por dia

Pertinho de São Paulo, mas com opções de lazer para a família toda. Assim é o Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort, localizado em Sorocaba. De Alphaville e Tamboré, o trajeto demora uma hora e o início da viagem é pela Rodovia Castello Branco. Mão na roda melhor que isso, não há.

O ponto alto da viagem, porém, é o lazer destinado à garotada se divertir e ter contato com a natureza, já que o hotel está instalado em uma área de 20 alqueires, repleto de verde. O hotel foi inaugurado em 2000 (as instalações são razoavelmente novas) e reúne a infra-estrutura de resort.

Nas diárias, estão inclusas três refeições (fartas, por sinal) self-service com saladas variadas, que inclui carpaccio, verduras e legumes, além de pratos caseiros, mas sem deixar de lado a sofisticação, como o Strogonoff de avestruz (cuja criação do animal é feita lá), peixes, entre outras opções. A criançada não vai reclamar, pois também constam do bufê pratos recheados com macarrão. Na mesa de sobremesas, o imbatível Choco L’amour (sorvete de creme, calda de chocolate e farofa crocante) concorre com tortas mousse de limão, maracujá, pudim de leite, pavê de chocolate, doce de abóbora, frutas... O café da manhã é composto por enorme variedade de pães, frios, sucos, frutas, iogurtes, bolos, panquecas. Uma comilança que só mesmo as longas caminhadas para ajudar a gastar as calorias.

Na programação, as crianças e os adultos podem se divertir na enorme piscina, que possui borda infinita, com vista para um lindo campo verde. Os monitores, que não dão sossego para as crianças que ficam paradas, também incentivam os adultos praticarem hidroginástica, por exemplo. Também há passeios de charrete, rapel, escalada, arvorismo, tirolesa (que passa por cima do lago), pedalinho, quadras para jogos de tênis, vôlei, futebol.

Quem quiser se arriscar, há opção de voar de balão pela região, mas este passeio é cobrado à parte, assim como o paintball e as cavalgadas. A academia de ginástica é pequena, mas quem precisa de esteiras quando se tem uma imensa área verde pela frente? Relaxamento com massagens também pode ser pago à parte.

Os apartamentos são de diferentes tamanhos e não ficam concentrados em um único núcleo. No prédio principal, onde está a recepção, estão localizados os dois restaurantes (um em frente à piscina antiga, onde geralmente é servido o café da manhã) e uma grande sala com lareira e televisor de plasma de 42 polegadas. Nos apartamentos há frigobar, ar-condicionado (indispensável!), varanda e televisor de 20 polegadas com canais por assinatura.

Para o feriado da Páscoa, dos dias 21 a 23 de março, o Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort oferece pacote com três diárias e hospedagem em apartamento Standard (Ala Piscina e Bosque) por R$ 2 mil. Crianças até 5 anos são isentas, de 6 a 12 anos pagam R$ 350 e a cama extra para crianças acima de 12 anos sai por R$ 600. A diária excedente custa R$ 450,00. No pacote, também estão inclusos café da manhã, almoço e jantar (sem bebidas; garrafa de 300 ml de água mineral custa R$ 3), além da programação de lazer. Uma boa opção para quem quer sair de casa, mas não pretende gastar horas no congestionamento em direção a um lugar muito longe.

Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort
Km 110 – Rodovia João Leme dos Santos – Sorocaba – SP
Reservas para lazer: (15) 3229-4300

Como ir
Vá pela rodovia Castello Branco. Na saída 78, pegue a rodovia José Ermírio de Moraes e ande sete quilômetros até a saída 7B. Pegue a rodovia Celso Charuri e depois de seis quilômetros, acesse a rodovia Raposo Tavares. Rode mais 10 quilômetros e siga em direção a Salto de Pirapora. O hotel fica 6,5 quilômetros depois.

Pedágios
Na ida, você pagará pedágio no km 33 da Rodovia Castello Branco (R$ 9,60) e no km 12,5 da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes (R$ 3,60). Na volta, apenas no km 74 da Castello (R$ 6,60). No total, são pagos R$ 19,80 nas praças de pedágio do Estado de São Paulo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em junho de 2007)


Campos do Jordão: o destino certo neste ano

Todo ano é a mesma coisa: é só a temperatura marcada pelos termômetros começar a cair que aqueles que estavam acostumados a ir para o litoral em busca do sol, seguem para o alto da serra no inverno. Muitos seguem para Campos do Jordão a procura por um local ideal para curtir a dois uma boa lareira acompanhada de cobertor, fondue e vinho. É neste período o tempo de vestir casacões, cachecóis e toda a parafernália para se proteger do frio que muitos desfrutam com prazer.

Conhecida como a Suíça Brasileira, a cidade está localizada na Serra da Mantiqueira (a duas horas e meia da capital pelas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e SP-123) e tem cerca de 40 mil habitantes. Na alta temporada, porém, recebe o número exorbitante de um milhão de turistas atraídos pelos chalés com lareira, passeios a cavalo e trilhas repletas de paisagens deslumbrantes, além de esportes radicais como arborismo, tirolesa, skybike, off-road, balão e paraglider.

Para sossegar, fazer as comprinhas, comer e ver gente bonita o point é mesmo Capivari, a vila mais badalada, local de encontro de gente bonita, chique e louca por agito. Sua fama é firmada por ela ser palco dos desfiles de carrões importados que circulam e entopem a cidade.

Hotéis e pousadas não faltam na gama de opções que Campos do Jordão oferece. “A época de alta temporada em Campos é sempre a mais esperada pelos empresários da região, pois traz à cidade um turista com alto poder aquisitivo, ávido em adquirir produtos e serviços da mais alta qualidade”, comenta Giodi Matsubara, diretor do Matsubara Hotel de Campos do Jordão. “Em comparação com o ano passado, 2007 promete ser mais positivo para nosso hotel”, diz Giodi.

O hotel oferece 20 apartamentos com calefação, banheira ou hidromassagem, TV de tela plana, DVD. Ainda há sala de jogos, sala com lareira e cardápio com pratos de cozinha internacional.

Quem vai atrás de grandes grifes não pode deixar de ir ao Market Plaza, um shopping sazonal que sobe a serra mais uma vez. Na parte de gastronomia, quem está lá este ano é o Burger King. Outra delícia que sobe a serra é a marca de sorvetes Häagen-Dazs, além do Havanna Café.

Como também acontece todo ano, o Festival de Inverno, promovido pela Secretaria Municipal de Turismo de Campos do Jordão, já tem data marcada. A 38ª edição do Festival acontece entre os dias 7 e 29 de julho em seis espaços: Auditório Cláudio Santoro, Praça do Capivari, Capela do Palácio Boa Vista, Igreja Sta. Terezinha, Igreja São Benedito e Espaço Cultural Cinema Dr. Além.

Neste ano, o Festival homenageia a Mulher, inspiradora dos maiores criadores de todos os tempos, através das intérpretes e compositoras de extraordinária qualidade que se apresentarão em Campos do Jordão: a soprano Dame Kiri Te Kanawa, as pianistas Maria João Pires e Cristina Ortiz, as cordas do Trio Eroica, a trompetista Alison Balsom, as sopranos Rosana Lamosa e Gabriela Geluda, além de Jocy de Oliveira, que será a compositora residente deste ano, entre outras.

A montagem da ópera Rita, de Gaetano Donizetti, será regida pela paulistana Debora Waldman e terá a direção cênica de Carla Camurati, atriz e diretora que acumula grande experiência em teatro, cinema e televisão, já tendo dirigido a Carmen, de Bizet, Madame Butterfly, de Puccini e o filme La Serva Padrona, baseado na ópera bufa de Pergolesi. Debora Waldman estudou na Argentina, Israel e no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris; é assistente do maestro Kurt Masur na Orquestra Nacional da França.

Ao todo, serão 48 espetáculos em 23 dias. Grande parte deles com preços populares e muitos gratuitos na Praça do Capivari, nas Igrejas Sta. Terezinha e São Benedito.

Passeios para todas as idades
Entre os passeios imperdíveis estão o Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Morro do Elefante. A 1.950 metros acima do nível do mar, a Pedra do Baú possui uma extensão de mais ou menos 20 metros de largura e 500 metros de comprimento. Para se chegar até lá são necessárias quase duas horas de caminhada pelo meio do mato. Mas quem não quiser enfrentar a jornada pode só apreciar o visual, o que já vale a ida pela sofrida estradinha de terra. Já o Morro do Elefante é onde está localizado o teleférico, além da vista panorâmica da cidade.

Com remanescentes das florestas de araucária, o Parque Estadual de Campos do Jordão foi criado em 1941. Além das araucárias, muito comuns em cidades frias, houve reflorestamento de quase 2.500 hectares de pinus. Também é possível observar espécies animais como a onça parda (suçuarana), esquilo, quati, entre outros.

Campos do Jordão pode até ser o destino anual no inverno, mas continua irresistível!

Matsubara Hotel Campos do Jordão, Rua Professor José Paulo, 80, Campos do Jordão, tel.: (12) 3663-3177

Litoral Norte - São Paulo

(Publicada em 24 de novembro de 2006)


Praia com (muita) emoção

Quem busca um pouco mais de agitação, o Litoral Norte de São Paulo oferece opções de esporte radical e ecoturismo

Praia é sempre um bom destino para quem quer fugir da cidade aos finais de semana, sejam eles prolongados ou não. Quando se tem uma opção a mais, o local se torna mais atraente para os turistas aproveitarem ao máximo a viagem. No Litoral Norte de São Paulo, São Sebastião é pontilhada por diversas praias de areia clara que atraem cada vez mais a moçada descolada do Estado. A 170 quilômetros da Capital pela Rodovia Rio-Santos, a cidade oferece muito mais do que belíssimas praias.

O litoral possui ilhas que podem ser visitadas de barco (que podem ser alugados na marina ou com pescadores, que fazem o frete), como As Ilhas (composta por três ilhotas), Ilha dos Gatos, Montão de Trigo e Ilha das Couves. Em nenhuma delas, porém, é permitido acampamento, pois em todas há um "caseiro" responsável pelo controle.

As Ilhas, por exemplo, atraem embarcações de luxo que saem de outras cidades em busca de um local para atracar enquanto aproveitam o sol. A Ilha dos Gatos tem natureza intocada e abriga as ruínas de uma antiga construção que pertencia ao magnata norte-americano Robert Rockfeller.

Já a Montão de Trigo é habitada por uma comunidade de 10 famílias de pescadores (mais ou menos 40 pessoas). O local é procurado no verão por mergulhadores, pois a água é clara e tem boa visibilidade. A Ilha das Couves também é habitada por pescadores, que fazem a travessia pela Barra do Sahy.

Praias mil
Entre as praias, Camburi é a preferida pelos surfistas, assim como a agitada Maresias. Juqueí, Baleia e Boiçucanga são as preferidas pelas famílias inteiras, que buscam tranqüilidade e águas mais calmas. Boiçucanga, que significa "cobra de cabeça grande" em tupi, reúne um grande número de pousadas aconchegantes para hospedagem, como a charmosa Posada Di Mari, localizada em frente ao mar. Descontraída, ela é decorada de modo alegre e colorido e possui apenas nove suítes. Uma grade na área de lazer, formada por piscina e espreguiçadeiras, separam a areia da praia da propriedade da pousada.

Em estilo clássico, o Atena Praia Hotel fica em frente à praia, mas não com "o pé na areia". A piscina com cascata tem vista para o mar e o estacionamento é fechado. Na área comum do hotel, sala de TV com DVD, american-bar, restaurante, serviço de praia.

Já a Pousada Tempo Rei é um pouco mais afastada da praia, mas possui 18 apartamentos, de três tamanhos, incluindo um modelo com cozinha americana para quem não abre mão de preparar os seus pratos. O café da manhã é bem caseiro e reforçado, com bolos, pães, sucos, cereais e os proprietários estão sempre por ali te fazendo se sentir em casa.

Farta é a gastronomia. Na orla de Boiçucanga, o restaurante Spazio di Paolo é uma boa opção para quem na abre mão de um bom prato. Há três anos na cidade, a casa já existe em Campos do Jordão há 11. O ambiente é rústico, feito com tijolos da olaria dos avós dos proprietários, os irmãos Paulo Roberto e Paulo Eduardo Gomes. De frente para o mar, há mesinhas do lado de fora que convidam para um chope com a brisa fresca.

Especializado em massas, o restaurante possui forno à lenha, que é usado principalmente para gratinar as massas feitas na hora, que podem, inclusive, ser acompanhadas pelo cliente. No destaque do cardápio, que oferece mais de 100 opções, entradas, saladas, sopas, fondues, peixes, frutos do mar, assados, carnes, massas e sobremesas. Destaque para o Agnelotti, massa feita com ricota, uva passa e molho branco.

Radical
Em meio à Mata Atlântica, o Tuim Parque, no sertão de Barra do Una, oferece opções de esporte radical, como caiaque e arvorismo seguido de tirolesa. O rio localizado ali dentro tem nível de dificuldade 1, mas as pedras no meio do trajeto dificultam um ouco o passeio, principalmente para quem não está acostumado a remar.

Já o arvorismo possui cinco partes, que consiste em ultrapassar os obstáculos na copa das árvores utilizando equipamento de segurança. No final, duas deliciosas escorregadas na tirolesa.

Localizado em meio a uma vegetação densa, o parque possui mais de duas mil espécies de animais, incluindo alguns que estão em extinção. Como forma de preservação, o número de visitantes é controlado, de modo que é necessário agendar a visita. Uma dica é realizar os passeios com a Ecodynamic, que realiza turismo de aventuras e está localizada em Camburi.

A equipe conta com profissionais formados para atender a todas as exigências de segurança e têm a vantagem de conhecer a região. Para o receptivo, a empresa conta com carros que levam e trazem os turistas para os passeios. A infraestrutura do Parque conta com guias e monitores treinados, além de restaurante com uma cozinha mineira de dar água na boca. Só não se esqueça de reaplicar o repelente de insetos com freqüência, pois os borrachudos não costumam respeitar nem a marca do fabricante.

Londrina - Paraná

(Publicada em dezembro de 2005)

Resort de campo no Paraná

Natureza exuberante e próximo à capital paulista. Assim é o Aguativa Resort, opção de lazer para toda a família

Piscinas termais, recreação infantil, quadra poliesportiva, natureza exuberante, campo de golfe. O Aguativa Resort tem opção de lazer para toda a família. Localizado ao norte do Paraná, a 50 quilômetros de Londrina (km 101 da BR 369), o local é cercado de verde, com fontes de água mineral aquecida, temperaturas agradáveis e fácil acesso. Ao todo são mais de 1,5 milhão de metros quadrados com rio, lagos, montanhas e vegetação nativa. O calor é realmente intenso. Isso porque o resort está localizado sob o Trópico de Capricórnio, mais próximo do Sudoeste do que do Sul do Brasil, o que garante temperaturas agradáveis, de modo que os dias são quentes e as noites, frescas. De São Paulo, para se ter uma idéia, são 480 quilômetros. De Curitiba, 383.

Para relaxar do estresse da cidade grande, o Resort oferece o Espaço do Corpo, com massagem relaxante, das pedras quentes, Shiatsu, além de hidromassagem ao ar livre e em local coberto. O Turbilhão, uma espécie de banheira de hidromassagem mas em que a pessoa fica em pé, ajuda ainda mais no relaxamento.

O diretor do hotel, Gilberto Neszlinger, que pertence ao mesmo grupo do Estância Barra Bonita, no interior de São Paulo, conta que, há 12 anos, quando assumiu a direção, oferece opções de lazer para toda a família. Recém-inaugurado, o campo de golfe foi mais um atrativo para diversificar. “O golfista agora pode praticar o seu esporte e deixar a sua família em um local agradável”, confirma Gilberto.

O campo ocupa área de 300 mil metros quadrados e conta com nove buracos, nove lagos e grama dos tipos bermuda e esmeralda. São 2.607 jardas dos tees masculinos e 2.215 jardas dos tees femininos. Os buracos, aliás, atendem os jogadores mais técnicos até os iniciantes. Quem quiser aprender, basta marcar a hora que um professor está à disponível para ensinar. O grande diferencial, no entanto, fica por conta do driving range (local onde os jogadores treinam as tacadas). Trata-se do primeiro em resort (e o terceiro de todo o país) jogado com bolas flutuantes e com tacadas dadas em direção a um grande lago.

No primeiro final de semana de novembro, com o intuito de inaugurar o campo, foi realizado torneio com convidados pelo Aguativa Resort. O presidente do Londrina Golf, Bruno Veronesi, que esteve por lá, afirmou ser um campo difícil, que implica em diversos desafios. “O golfe é um esporte que não se tem adversário. É você contra o campo”, disse.

Conforto na medida
As acomodações são divididas em cinco Vilas, todas com nomes de plantas e flores, totalizando 170 chalés, com capacidade para 600 pessoas. Os quartos são equipados com ar-condicionado, frigobar, TV a cabo, telefone, travesseiros macios e extras. Na recepção há computador conectado à Internet, inclusive com gravador de CD, indispensável para quem usa câmera fotográfica digital e precisa descarregar as imagens para continuar fazendo boas fotos. Opções não faltam, principalmente quando se trata de natureza.

Enquanto se caminha pela propriedade é possível observar diversos lagartos e centenas de espécies de flores. O orquidário, aliás, é com certeza uma oportunidade única para conhecer um pouco mais, já que existem 60 espécies dentro da estufa, com espécies raras e em extinção, sendo que há 2.500 no mundo.

O restaurante Panorâmico, todo envidraçado e com vista para o verde, tem capacidade para acomodar mais de 600 pessoas e oferece comida caseira, principalmente massas, em sistema de bufê. As sobremesas são um caso à parte, impossível resistir.

Sempre em busca de tecnologia, os telefones são dotados de fibra ótica e há antenas de celulares das operadoras TIM e Vivo. Uma fonte de água mineral alimenta as dependências do hotel. Isso quer dizer que a água que sai das torneiras é mineral e a mesma água é engarrafada e vendida nos restaurantes. A moeda corrente são bolinhas coloridas e cada uma tem um valor. A animação noturna fica por conta dos jantares temáticos e dançantes que promovem a integração dos hóspedes.

O complexo aquático conta com seis piscinas (sendo três de biribol), toboágua, cascata, splash bar, hidromassagem e saunas. Além disso há campo de futebol, quadras de tênis, parede de escalada, sala de jogos, boate, pescaria, caminhada ecológica, trilha a cavalo, trekking, passeios de duck, arvorismo, tirolesa, arco-e-flecha. No Espaço do Corpo há aparelhos de musculação para quem não quer perder a forma.

Os recreadores são uniformizados e também frequentam as piscinas para tranquilidade dos pais, que podem desfrutar do bar molhado, assim como as diversas espreguiçadeiras em volta das piscinas. A sensação é mesmo é toboágua, muito procurado pelas crianças corajosas.

O Jardim Japonês e o Caminho dos Sentidos são áreas que encantam o visitante em busca de sossego. No primeiro, pequenas árvores típicas com formas influenciadas pela cultura oriental, uma pequena ponte de madeira, tudo sob o canto dos pássaros.

Meio ambiente preservado
Uma das preocupações do Aguativa Resort é o meio ambiente e isso pode ser notado na coleta seletiva de lixo. “Com a venda do material reciclável é possível pagar o salário de dois funcionários”, confirma a relações públicas Fernanda Meneghel. Outra boa prática é a compostagem, na qual grama, folhas e gravetos recolhidos são armazenados em caixas e depois transformados em aduba para toda a plantação.

As abelhas da espécie Jataí, também conhecidas como abelhas sem ferrão, vivem afastadas do risco de extinção. Produtoras de mel, elas contam com um programa de preservação, assim como o lagartódromo, e o local reservado para tratamento de patos e gansos.

Convenção empresarial
Para as empresas que procuram boa estrutura para realizar o seu evento, conta com moderno Centro de Convenções. São oito salas – três salões moduláveis – com equipamentos de alta tecnologia e capacidade para acomodar até 1,2 mil pessoas. Um confortável Business Center oferece sistema de telefonia digital DDR, telefonia celular, Internet digital e uma equipe de apoio altamente especializada para suporte.

Itacaré - Bahia

(Publicada em outubro de 2005)

Itacaré: ecoturismo levado a sério

Localizada ao norte de Ilhéus, no sul da Bahia, a cidade atrai turistas do mundo todo
Praias bonitas, sol quente, boa comida, cultura e hospitalidade baiana. Assim é Itacaré, cidade localizada a 65 quilômetros ao norte de Ilhéus, terra de Jorge Amado, no sul da Bahia. Antiga fazenda de cacau e coco, o local é conhecido como Costa do Cacau, mas ficou no esquecimento por muito tempo, já que o acesso não era nada fácil. Em 1998, porém, a sorte da cidade começou a mudar, quando foi inaugurada a Estrada Parque Ilhéus-Itacaré. A iniciativa colocou-a de vez no mapa e hoje atrai (eco) turistas do mundo inteiro, que vêm para o Brasil desfrutar das belas praias e do sossego que ainda impera por ali.

Uma das características das praias é justamente ser totalmente diferente das outras nordestinas, sempre quilométricas. Ao contrário, Itacaré é recortada por morros cobertos por vegetação de Mata Atlântica (preservado graças à sombra que essas plantas ofereciam ao cacau). Sem contar os milhares de coqueiros espalhados por todas as praias, sem exceção, que dão o charme que tanto encanta os turistas.

A cidade é bem pequena, com casarões maltratados e apenas o Solar da Marquesa e o Casarão Amerelo, uma mistura de restaurante com galeria de arte e boate, foram restaurados. A igreja de São Miguel, que data de 1723, está sendo restaurada atualmente. Nas ruas principais, a da Pituba e a Lodônio Almeida, estão localizados os bazares com lembrancinhas, restaurantes um ao lado do outro com comida baiana e internacional (a pizzaria Beco das Flores tem a redonda com massa fina e recheio de carne de sol que é deliciosa) para ninguém passar fome. Os internautas mais aficionados também não vão sentir saudades do computador, porque por lá proliferam os cybercafés com acesso rápido, gravação de CD e impressão de fotos digitais. Vale dar uma rápida pesquisada para pagar menos.

E é próxima a estas duas ruas que está localizada a primeira praia de Itacaré: a da Concha, onde está a maioria das pousadas baratas. É lá, aliás, que todo mundo se junta, todas as tardes, para assistir ao sol se pôr no Rio das Contas.

Seguindo por uma trilha (ou pela estradinha), é possível chegar às quatro praias próximas ao centro da cidade. Elas são divididas por morros e é possível passar por cima das pedras para contemplar o visual e ir mudando de praia quando enjoar da anterior. A do Resende é a primeira, local de surfistas que se preparam na areia fazendo aquecimento e alongamento ante s de cair no mar. Também há aulas de capoeira e muita gente zen meditando e fazendo tai chi chuan. Vencido o morro de pedras, Tiririca é o point dos surfistas de verdade, onde acontecem campeonatos mundiais (mais um fato para atrair os gringos). A praia do Costa é a terceira, pequena, estreita e sem nenhuma cabana vendendo água de coco ou refrigerante. Bom para sossegar, mas deserta demais.

Por fora, chega-se à praia do Ribeira, que possui um rio que desemboca ali, e onde há mais infraestrutura com mesinhas e cadeiras de plástico, fato que atrai famílias inteiras que vão comer queijo coalho, tomar água de coco e brincar de bola e raquete na areia. É a partir de lá que sai a trilha que leva à Prainha, considerada pelos nativos e publicações especializadas como uma das dez mais bonitas do Brasil (eu só concordo se a praia do Sancho, em Fernando de Noronha, constar desta mesma lista).

A primeira advertência ao turista desencanado é que ele não deve ir à Prainha sozinho. Primeiro porque ele vai se perder na trilha de quase uma hora de caminhada que não é sinalizada. Segundo porque há indícios de que têm ocorrido assaltos no meio da mata, motivo pelo qual há guardas a cavalo vigiando e alguns seguranças de fazendeiros locais. Mas a opção para se chegar à Prainha com o máximo de mordomia é se hospedando no condomínio Villas de São José e ir de van, no sossego.

A Prainha é considerada uma linda praia porque é cheia de coqueiros em toda a sua extensão e, como é difícil de chegar, é calma, não tem gente barulhenta e a natureza impera, de modo que há apenas uma pequena cabana vendendo bebidas para matar a sede dos que se aventuram pela trilha.

Outras boas opções de praia são a Havaizinho, de onde se tem uma vista panorâmica sem igual. Já a praia é bem pequena e cheia de pedras. Por uma trilha bem fácil, equipada com degraus e corrimão, chega-se a Engenhoca, de águas quentes de sem infra. Apenas um rapaz faz o serviço de bordo com água de coco e petiscos. A trilha segue rumo a Itacarezinho. Quem vai de carro pela estrada precisa pagar R$ 5 para estacionar. A barraca que oferece a infra no local está sozinha e por conta disso tem o preço um tanto salgado.

A cachoeira do Tijuípe também tem infraestrutura de lugar grande, com um restaurante que serve comida caseira e bebidas para quem se aventura a entrar nas suas águas geladas.

Para ser VIP, o lugar é aqui
Para uma hospedagem VIP na cidade, o Itacaré Village, localizado dentro do condomínio Villas de São José, dá conta do recado. São quatro mil metros quadrados de área construída, 44 apartamentos distribuídos em cinco Villages. Em frente ao hotel está a praia de São José, praticamente exclusiva aos hóspedes (quem quiser pode desfrutar por um dia, pagando uma taxa). O charme fica por conta dos coqueiros que estão por toda a extensão, das espreguiçadeiras de madeira, das cabanas de sapê e do serviço de primeira.

Como o Village está distante da portaria do condomínio, uma van faz o traslado pela estradinha de terra que passa entre a reserva natural particular (75%, num total de 175 hectares de área, são formados por Mata Atlântica preservada), há também cavalos, emas, macacos e mais variedade de vegetação por metro quadrado do que possui a Floresta Amazônica.

Ao fazer o check-in, o hóspede é recepcionado por uma deliciosa água de coco e um mensageiro acompanha até o quarto, que para ser acessado é preciso pegar um trilha. Um outro mimo oferecido ao turista é uma carta, em papel reciclado, oferecendo boas-vindas. Com ampla varanda, os quartos são ou de frente para o mar ou para a Mata Atlântica, onde também há o rio Canoeiro, bom lugar para andar de caiaque e deixar as crianças brincarem na água, uma vez que as ondas do mar são fortes.

Na parte do condomínio de casas há mansões que pertencem, a metade, a estrangeiros europeus e americanos. Um novo projeto está sendo lançado pela construtora, o Villa Coqueiral, com 17 bangalôs pré-projetados, com três modelos diferentes. O projeto prevê, a longo prazo, 180 casas, com 185 metros quadrados de área construída, em um terreno de mil metros quadrados, piscina com deck com vista para o mar e três suítes. Outra opção menor é a casa com duas suítes e 159 metros quadrados. A obra fica pronta em 10 meses e custa de R$ 495 mil a R$ 865 mil, fato que tem atraído muitos estrangeiros que vêem nas casas um ótimo investimento e excelente vista para a praia.

Além dos gringos, há brasileiros de Minas Gerais, de São Paulo e do Rio de Janeiro comprando as casas para passar as férias (já que o condomínio conta com a infra-estrutura do hotel) e também para investir. Caso queira alugar a residência, o proprietário conta com o apoio do Itacaré Village que, junto com a administradora, cuidam do check-in.

Os investidores também apostam no crescimento do turismo no local com a construção de um novo aeroporto em Ilhéus, que ficará mais próximo a Itacaré, facilitando ainda mais o deslocamento até a cidade. Outro ponto alto é que as pessoas, além da privacidade, têm opção de ir a praias próximas como São José e Prainha.

Dentro do condomínio há estrutura de recreação com aulas de surfe, capoeira, artesanato, ioga, alongamento, passeios ecológicos por dentro da mata e trilhas para outras praias, sempre acompanhadas pelo guia do hotel. Na Ilha do Canoeiro os hóspedes contam ainda com salão de jogos com mesas de bilhar, pingue-pongue e pebolim, além de campo para futebol. O restaurante Grauçá fica de frente para a praia de São José é charmoso, tem boa música que saem das caixas acústicas e excelente comida.

Quem quiser ir para o centro, durante todo o dia a van leva os turistas para a rua da Pituba e depois volta para buscar, sempre com horários pré-determinados por eles. A dica é escolher um bom restaurante e colocar o papo em dia. Depois de forrar o estômago, a turma toda segue para os forrós da cidade, onde turistas aprendem a dançar com os nativos numa mais completa troca e compartilhamento de culturas. O Mar e Mel é um dos mais conhecidos, com mesas no salão coberto ou no quintal.

Depois de desfrutar das belezas de Itacaré, difícil mesmo é ter de voltar para casa, após as férias. Ainda bem que restam boas lembranças para guardar na memória!

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em 2 de julho de 2004)


Que friozinho bom!

Para curtir o inverno, nada melhor do que o trio lareira-fondue-cobertor. E isso Campos tem de sobra!

Todo ano para os paulistas é assim: no verão desce todo mundo pro litoral; no inverno, a leva toda de gente sobe a serra rumo a Campos do Jordão, uma cidade pacata durante o ano todo, mas que na alta temporada ferve (mesmo com temperaturas baixas) de gente bonita, charmosa, chique e louca por agito. De olho no mundaréu de gente que procura um lugar bacana para se divertir e aproveitar o mês no alto da serra, muitas empresas se aproveitam e apostam alto no investimento de divulgação e promoção.

A Audi, por exemplo, montou estande de 1.600 metros quadrados e oferece massagens, games, degustação, cyber café e, como não poderia faltar, exposição de carros da marca. Os diferenciais ficam por conta de máquinas como: TT Coupé 1.8, A4 Cabriolet 3.0, RS6 limousine 4.2 Tiptronic, entre outras. Outra boa dica para conferir na Audi House são os produtos que levam a marca do piloto Ayrton Senna.

Para quem curte decoração, a Decor Campos é uma mostra de móveis, objetos de decoração e design, beleza e estilo de vida, restaurante e espaço infantil. A exposição está em uma área de 10 mil metros quadrados no centro de Capivari e leva a assinatura da arquiteta Brunete Fraccaroli. Entre os presentes estão Samsung, Siemens, Casa Leão Joalheria, Farmaervas, Breton, Testani Casa, Skaf Vinhos, Amazônia Móveis, Gepeto Movelaria Cênica, Ortobom, Ateliê dos Arquitetos, Família Árvore Mobília, Epicur Tabacaria, Just Womenswear e Pé na Trilha. Na área infantil estão a Montanha Mágica Brinquedos Educativos, O Lojão Brinquedos, Farmaervas Barbie e a Fundação Ação Criança.

Suíça Brasileira
Campos do Jordão fica a duas horas e meia da capital pelas rodovias Ayrton Senna, uma altitude de 1,7 mil metros (são dois pedágios na ida e dois na volta e, em valores atuais, gastam-se R$ 22,40). Composta por três vilas (Arbenéssia, Jaguaribe e Capivari), a Suíça Brasileira, como ficou conhecida devido ao seu clima, possui cerca de 40 mil habitantes. No inverno, porém, a população atinge o número exorbitante de um milhão de turistas atraídos pelos chalés com lareira, passeios a cavalo e fondues.

Capivari é a vila mais badalada, o principal centro comercial e é conhecida por ser o point de todos os eventos realizados. Entretanto, sua fama é firmada por ela ser palco dos desfiles de carrões importados que circulam e entopem a cidade. Entre os passeios imperdíveis estão o Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Morro do Elefante. A 1.950 metros acima do nível do mar, a Pedra do Baú possui uma extensão de mais ou menos 20 metros de largura e 500 metros de comprimento.

Para se chegar até lá é necessário uma hora e meia de caminhada pelo meio do mato. Mas quem não quiser enfrentar a jornada pode só apreciar o visual, o que já vale a ida pela sofrida estradinha de terra. Já o Morro do Elefante é uma montanha localizada em Capivari, e sua maior atração é o teleférico. Além dele, a vista panorâmica da cidade é um dos pontos altos do Morro. Sendo um dos principais pontos turísticos das montanhas da região sudeste, Campos do Jordão possui ótima infra-estrutura, e é possível encontrar uma grande variedade de hotéis, pousadas, restaurantes , lojas e bares. Aliás, umaboa dica é ficar sem fazer nada no centro, olhando o movimento, tomando umas e outras no Baden Baden, ou entrar nas lojinhas dos shopping que vendem malhas, cachecóis, meias de dedinhos...

Para descansar ou emagrecer Uma boa pedida de hospedagem é o Hotel Quatre Saisons, localizado no Alto do Capivari, a 10 minutos do centro. Pena que a estradinha está esburacada, mas ela é toda rodeada dárvores. Ao todo, são 120 apartamentos duplex com lareira, frigobar, TV 14 polegadas com canais a cabo.

A infra-estrutura conta também com piscina coberta e aquecida, quadras de tênis e squash, quadra poliesportiva e sauna úmida e seca, restaurante, salão de jogos e 10 mil metros quadrados de jardins. Fora de temporada, a diária sai por R$ 210 o casal com café da manhã, e R$ 230 com café e jantar. Em julho, o preço sobe para R$ 380 e R$ 410, respectivamente. No hotel, aliás, funciona o Spa Quatre Saisons, que acabade inaugurar o Spa Boulevard, com ofurô, hidromassagem, sala de fitness. O pacote inclui seis refeições balanceadas, ginástica e tratamentos como acompanhamento médico e cardiológico, teste ergométrico e de aptidão física, check-up, estética corporal e facial, banhos de imersão, massagens orientais, estéticas e terapêuticas.

Mas quem não quiser emagrecer, pode optar pelo programa antiestresse, com caminhadas, rappel, tirolesa e arvorismo. A diária do Spa fora de temporada sai por R$ 220 por pessoa em apartamento duplo e R$ 330 na temporada. O Day Spa (sem hospedagem) sai por R$ 140.

Quatre Saisons Av. Gustavo Biagioni, 2.559, tels.: (12) 3663-6016 (spa) / (12) 3662-7076 (hotel)

DecorCampos Rua José de Oliveira Damas, 582 - Capivari, tels.: (12) 3663-3905 / (11) 3721-8699, www.decorcampos.com.br

Brotas - São Paulo

(Publicada em 25 de junho de 2004)

Esportes radicais e ecoturismo em Brotas
A 242 quilômetros de São Paulo está a capital do ecoturismo, local ideal para quem procura diversão e muita adrenalina

Frente, frente, frente. Ré, ré, ré. Mais força. Parou. Piso! Tchbum! Calma, não tem ninguém pirado por aqui. É a partir desses comandos que diversas pessoas vão a Brotas para seguir rio abaixo dentro de um bote com um instrutor num divertido passeio de rafting.

O dia começa cedo para os aventureiros que procuram esportes radicais na cidade. Às dez da manhã, os instrutores da Eco-Ação, uma das 15 agências que existem na cidade, já estão passando as noções básicas do esporte que será executado no rio Jacaré-Pepira (jacaré ralado, em tupi). Mas quando a água vem, a teoria fica bem longe da prática.

Pra começar, o melhor é fazer o bóia-cross. Difícil mesmo é precisar nadar ou se afogar. Acredite: é muito seguro.

Ah, sim, quem está no rio é pra se molhar. No início, quando o instrutor ajuda a subir na bóia (sentado ou de peito), ninguém pensa que vai cair na água. Porém nas primeiras braçadas, a instrução é exatamente se jogar na água (gelada) pra aprender a subir de volta. Mais fácil pra remar é ficar de peito na bóia. Ir sentado é pra navegar relaxando, sem pressa...

Se a canoa não virar...
O rafting é um dos esportes mais procurados. O papel dos aventureiros no bote é remar e seguir as instruções do monitor. E prestar atenção aos galhos das árvores que margeiam o rio. A mata ciliar, aliás, é bem bonita. Um dos maiores medos de quem encara a aventura é que o bote vire.

Naquelas corredeiras o bote não vira, principalmente se a teoria for colocada em prática na hora H. Quando o instrutor gritar piso!, o lance é sentar no fundo do bote, mas manter as mãos agarradas à borda para manter-se seguro e curtir a descida. Os três saltos finais, aliás, são um caso à parte.

Peixe fora d'água
Brotas oferece diversão também fora do rio, como a Verticália, momento ideal para se imaginar dentro de um jogo de videogame tipo Mário Bros (será que estou desatualizada?), e salvar a princesa no castelo. Neste caso, porém, não há princesas ou castelos, mas muita diversão e a determinação de chegar ao outro lado sem cair. Todas as fases terminam numa deliciosa descida de Tirolesa. Aqui, todo cuidado é pouco, pois tem um trecho da terceira fase que é de chorar de medo.

O rapel e a escalada também fazem parte da programação. Da altura de um prédio de dez andares é preciso descer segurando numa corda. Medo de cair não dá, mas a mão que vai soltando pra descida acontecer, machuca. Já a escalada é o momento certo para se imaginar subindo uma montanha, ou dar uma de Homem-Aranha. No final, como sempre, dá vontade de recomeçar tudo! E pensar: como é bom ser criança de novo!

Em meio a árvores e flores
Uma boa dica de hospedagem é a Fazenda Shagri-lá, a 15 quilômetros do centro de Brotas. São 280 hectares com infraestrutura completa para descanso e lazer. Um momento especial para aproveitar a comida caseira feita no fogão a lenha. O suco é da laranja da própria fazenda, seu principal produto. Fazem parte da infra ainda: churrasqueira, garapeira, quadra, piscina. Cada quarto tem decoração diferenciada. A diária custa a partir de R$ 120 o casal com pensão completa. Crianças com menos de 12 anos pagam meia e menores de 4 anos não pagam. Grupos têm desconto.

Como chegar
Pegue a rodovia dos Bandeirantes até Limeira e siga pela Washington Luís (SP 310). No km 205, entre na saída 206 B em direção à SP 225 e siga para o centro de Brotas. A viagem dura duas horas e meia e são gastos R$ 43,80 nas praças de pedágio.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Camburizinho - São Paulo

(Publicada em 16 de abril de 2004)


Onde é possível ouvir o silêncio

Em um canto reservado na praia de Camburizinho, em São Sebastião, é possível, sim, ouvir o canto dos pássaros, ao invés das barulhentas casas noturnas

Na agitada Camburizinho, praia localizada em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, a 170 quilômetros da capital (pela Rio-Santos), pode-se encontrar um pouco de paz e sossego. O Villa Bebek Hotel, inaugurado em setembro do ano passado, é o lugar certo (e perfeito) para quem
quer respirar ar puro e ouvir o canto dos pássaros que pousam sobre as diversas árvore nos jardins do Villa. Hotel mesmo só no nome, pois o Villa Bebek é aconchegante como um boa pousada deve ser.

Bebek, aliás, quer dizer pato no idioma tailandês, e também o nome de um condomínio em Bali, um dos lugares onde os proprietários se inspiraram para decorar o local. O estilo rústico-chique é bem cuidado e tudo tem o dedo da proprietária, Lia Betti, que fez questão ela mesma de produzir algumas coisas que adornam todo o hotel, como as cortinas de miçangas que enfeitam vários ambientes e os jogos americanos feitos com chapas de raio-x e pintados à mão (criatividade a toda prova).

O cardápio do restaurante, então, nem se fala. O chef Eudes Assis, que já fez estágio em restaurantes da França e da capital paulista, em maio segue para a Itália para mais cinco meses de especialização. O café da manhã, servido das 8h às 11h, tem frios, bolos, tortas doces e salgadas, iogurtes, cereais e pães quentinhos a toda hora. O bar tem decoração que lembra os anos 1950, com sofás e pufes. Discos de vinil sobre as mesas que ganham luz de velas quando a noite cai completam a decoração. Se animou para pegar a estrada? Calma, que ainda tem mais, muito mais.

Longe da praia, perto da piscina
A praia de Camburizinho está a 200 metros do hotel, mas o hóspede conta com total infraestrutura previamente montada pelos funcionários com toalha de praia, cadeira e guarda-sol.

Ao todo são 22 suítes, todas com varanda e com vista voltada para a piscina. Cada quarto é único, com decoração personalizada e sempre levando artigos da Índia, Tailândia e Bali. Mas alguns detalhes são comuns entre os apartamentos: todos possuem ar-condicionado, ventilador de teto, frigobar recheado de delícias, dois roupões e dois guarda-chuvas, além de televisor com tela plana (tomara que os dias sejam bem ensolarados para que não seja necessário recorrer a este equipamento - embora seja de última geração, os canais não pegam muito bem).

Por falar em piscina, ela lembra um rio por suas curvas sinuosas e tem em volta plantas que remetem à Mata Atlântica. O paisagismo, aliás, foi bem planejado e tem entre as espécies palmeiras, moréas e helicônias.

Os funcionários, sempre atenciosos, são informais e vestem as Havaianas que tanto encantam os europeus, figuras presentes com certa regularidade no local, que não se cansam de comprar os chinelos que estão à venda lá mesmo.

Eu quero sossego!
Se não quiser sair do hotel pra nada, nem precisa. Vários exemplares do jornal do dia estão disponíveis para leitura seja na sala de estar, seja no confortável cantinho reservado no meio das bromélias, bambus e primaveras. Outro canto que convida à leitura e também para um momento de relaxamento ou meditação fica em uma das pontas da piscina.

Uma espécie de quiosque forrado de almofadas e com cortina de miçangas é o local perfeito para entrar em alfa se preciso for. Se nem assim o estresse for mandado para o alto, uma massagista de plantão dá conta do recado no ambiente também cuidadosamente montado no jardim. "Eu costumo colocar uma música suave durante a massagem, mas as pessoas têm preferido ouvir o silêncio", diz a massagista Rita Muterli.

Com duração de cerca de uma hora, a massagem sai por R$ 80. Assim, difícil mesmo é encarar a estrada de volta. Ainda bem que sempre é tempo de voltar!