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terça-feira, 17 de novembro de 2009

República Dominicana

Se você procura um destino com diversas opções de passeio, comece a pensar sobre a República Dominicana. Embora os brasileiros ainda não tenham descoberto o país como um todo – uma vez que a ilha, localizada na América Central, é lembrada principalmente por suas águas claras e quentes e seus resorts all inclusives em Punta Cana –, a República Dominicana é muito mais que isso, ainda que tenha 1.600 quilômetros de praias a serem descobertas, com areias brancas e água cristalina. Há também locais para a prática de esportes aquáticos e ecoturismo onde brasileiros não vão normalmente, mas há turistas americanos e europeus ocupando seus quartos de hotéis de luxo durante o ano inteiro, já que as temperaturas de janeiro a dezembro variam de 25 ºC a 31 ºC, e a temporada de furacões é de junho a novembro.

Em 2008, foram mais de quatro milhões de visitantes. A alta temporada vai de dezembro a maio, ou seja, quando é frio no hemisfério norte. Na baixa temporada, os turistas vêm da América do Sul, principalmente da Argentina, do Chile e do Brasil. De outubro a abril acontece a temporada de cruzeiros.

Para os brasileiros, não são necessários vistos, a não ser o que se compra na chegada ao aeroporto. O cartão de turista permite a permanência de 30 dias e custa 10 dólares ou 10 euros, e deve ser pago em espécie.

Para chegar está mais fácil, embora não existam voos diretos. Isso porque a Avianca, companhia aérea colombiana, faz o trajeto via Bogotá: são 5h30 e depois mais 2h10 até Santo Domingo, cidade que possui uma hora de diferença no fuso em relação a Brasília.

A primeira parada deve ser Santo Domingo, a capital. Isso porque, além do atrativo natural, já que a cidade é banhada pelo mar de cor dégradé, suas antigas ruas respiram história – foi a primeira cidade a ser descoberta na América por Cristóvão Colombo. Seus hotéis cinco estrelas e cassinos são os atrativos para os estrangeiros.

Achando que estava no caminho das Índias, o navegador espanhol aportou sua nau por aqui em 1492. Localizado na ilha Hispaniola, na América Central, o país ocupa dois terços da ilha e faz fronteira com o Haiti a oeste; ao norte está o oceano Atlântico e, ao sul, o mar do Caribe.

Se Porto Rico começou com o reggaeton, a trilha sonora dominicana é o merengue e a bachata, ritmo romântico, que fala de amor. Salsa é para os cubanos. E nem pense em confundir!

Cidade antiga
A Zona Colonial de Santo Domingo – separada do restante da cidade por uma muralha construída para evitar invasões piratas – foi declarada em 1990 Patrimônio da Humanidade pela Unesco. Lá está a Catedral Primada da América, que começou a ser construída em 1514 e foi finalizada em 1540. Embora a catedral ainda exista, hoje está maior do que era no passado, totalizando 14 capelas. Ao lado está a casa do cardeal, que, para chegar ao altar, precisa apenas passar por baixo de um túnel.

O primeiro hospital, que data de 1503, é San Nicolás de Bari. No entanto, em 1998, com a passagem do furacão George, as instalações viraram ruínas. Hoje, o local é cinematográfico e procurado para ser cenário de ensaios de moda devido à sua beleza.

Diz a lenda (e os dominicanos) que os restos mortais de Colombo estão aqui. Porém, os espanhóis garantem que eles foram para a Espanha.

Se a cana-de-açúcar, até 1975, era a primeira atividade econômica do país, hoje ela ocupa o quarto lugar. Em segundo lugar estão as remessas de pessoas que vivem fora e mandam seus rendimentos e, em terceiro, está a zona franca.

As ruas antigas de Santo Domingo contrastam com a frota atual de carros, principalmente os SUVs importados. Como não há fábricas de automóveis no país, todos vêm de fora, principalmente de marcas fabricadas nos Estados Unidos, no México, no Japão.

Além do rum, como o Brugal, bebida mais consumida no país, é o charuto o artigo mais procurado por seus visitantes, pois é feito artesanalmente. Na fábrica Cohiba, o charuteiro enrola 300 por dia e cada um pode custar RD$ 300. Em setembro, cada dólar era trocado por 36 pesos dominicanos.

Samaná
Ao norte do país está Santa Bárbara de Samaná, lugar ideal para quem busca ecoturismo. Um dos passeios imperdíveis é Salto el Limón, cachoeira com 40 metros de altura. Para chegar, o caminho não é fácil, mas recompensador. A partir do Rancho Ramona & Basílio, vai-se de cavalo e, depois de meia hora, há mais 15 minutos de caminhada em um terreno sinuoso e cheio de obstáculos. Um guia (já incluso no pacote que custa RD$ 1 mil, que dá direito ao transporte e almoço) ajuda no sobe e desce. Como o solo é de pedra e barro, às vezes se torna escorregadio. Por isso, é necessário ir com calçado antiderrapante (tênis ou papete resistente), calça (por conta do carrapato) e muito protetor solar. E nem se arrisque dispensar o guia: acredite, ele vai te ajudar!

A cachoeira é linda e a água fresca ajuda a aliviar o calor. Em seguida, vista a calça de novo e retorne, pois um delicioso e típico almoço será servido por Ramona.

Para se chegar à Isla dos Haitices, parque nacional próximo ao Pueblo Sanchez, é preciso pegar uma excursão de barco. Lá é possível ver o manguezal, as raízes aéreas, apreciar e ouvir a diversidade de pássaros, ver peixes, caranguejos, além de conhecer as cavernas San Gabriel, La Arena e La Línea.

Samaná é também reduto de baleias jubarte, que podem ser observadas entre janeiro e abril; depois, seguem para os mares frios do norte.

Outro passeio imperdível, o paraíso, como define o guia Prudencio Ferdinand, da Secretaria de Turismo do país, é a Isla Saona. De barco, o percurso dura uma hora, mas nem dá para notar o tempo, pois a animação é geral. Isso porque os turistas vão a bordo de um catamarã com rum e coca-cola à vontade e ao som dos ritmos caribenhos e passos ensaiados. No caminho, pausa para o mergulho na piscina natural.

Saona é, de fato, o paraíso. As águas quentes do mar do Caribe ajudam a embalar o dia e dominicanas preparadas com óleo de massagem oferecem demonstrações (ou tratamentos completos) à beira mar.

Resorts


Se a opção é luxo e exclusividade, há pelo menos duas opções. A primeira é a rede Bahia Príncipe. A unidade em Cayo Levantado é mais exclusiva, pois fica na ilha de mesmo nome e possui praia particular. Quem não é hóspede, pode usar a praia pública banhada pelas águas quentes e claras do Atlântico. Antes de chegar, quando o barco vai se aproximando, já é possível se deslumbrar com a paisagem exuberante e a coloração do mar: de perder o fôlego!

No Gran Bahia Príncipe Cayacoa, bem perto dali, o sistema é all inclusive, os quartos são amplos e, para se deslocar do quarto ao lobby, por exemplo, é necessário solicitar um carro porque é meio longinho. Acesso à internet no quarto não existe, e quem quiser aproveitar a rede wi-fi do lobby, basta desembolsar US$ 15 por 24 horas.

Outra opção de resort é a Casa de Campo, que fica ao sul, a duas horas de Santo Domingo, em La Romana. O hotel fica em uma propriedade de cerca de 30 quilômetros quadrados que inclui restaurantes, campos de golfe, marina, condomínio com 1.500 mansões (e mais 400 em construção) e Altos de Chavón, aldeia feita de pedra onde moram artistas em intercâmbio cultural.

Diz a história que Chavón foi construído a partir do pedido de Dominique Blude, uma milionária que tinha o sonho de ter uma cidade. O anfiteatro é um espetáculo à parte e a inauguração aconteceu em 1982 com show de Frank Sinatra e tem capacidade para cinco mil pessoas. É em Chavón também que está a capela San Estanislao, aberta 1979 com a presença de João Paulo II.

Como as distâncias são grandes, cada apartamento tem garagem para guardar o carrinho de golfe que cada hóspede recebe ao fazer o check-in. Com ele, é possível ir à praia Las Minitas e aproveitar a mordomia do serviço all inclusive que, aliás, não inclui o frigobar nem a internet, que custa US$ 15/dia e acesso no quarto.

Além de todo o conforto e sofisticação, é possível ainda desfrutar de tratamento do SPA, que tem espaço para meditação, massagens relaxantes, tratamentos corporais e faciais sempre pagos à parte.

Proprietário de um dos restaurantes e gerente-geral da Casa de Campo, o brasileiro Alberto Grau Neto chegou há dois anos e meio à República Dominicana e não quer nem saber de voltar. Ele conta que estão sendo investidos US$ 30 milhões na reforma do hotel e acredita que, em breve, os brasileiros vão conhecer além de Punta Cana. E vai valer a pena.

*A jornalista Tatianna Babadobulos viajou a convite da companhia aérea Avianca e do Ministério de Turismo da República Dominicana.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Litoral Norte - São Paulo

(Publicada em 24 de novembro de 2006)


Praia com (muita) emoção

Quem busca um pouco mais de agitação, o Litoral Norte de São Paulo oferece opções de esporte radical e ecoturismo

Praia é sempre um bom destino para quem quer fugir da cidade aos finais de semana, sejam eles prolongados ou não. Quando se tem uma opção a mais, o local se torna mais atraente para os turistas aproveitarem ao máximo a viagem. No Litoral Norte de São Paulo, São Sebastião é pontilhada por diversas praias de areia clara que atraem cada vez mais a moçada descolada do Estado. A 170 quilômetros da Capital pela Rodovia Rio-Santos, a cidade oferece muito mais do que belíssimas praias.

O litoral possui ilhas que podem ser visitadas de barco (que podem ser alugados na marina ou com pescadores, que fazem o frete), como As Ilhas (composta por três ilhotas), Ilha dos Gatos, Montão de Trigo e Ilha das Couves. Em nenhuma delas, porém, é permitido acampamento, pois em todas há um "caseiro" responsável pelo controle.

As Ilhas, por exemplo, atraem embarcações de luxo que saem de outras cidades em busca de um local para atracar enquanto aproveitam o sol. A Ilha dos Gatos tem natureza intocada e abriga as ruínas de uma antiga construção que pertencia ao magnata norte-americano Robert Rockfeller.

Já a Montão de Trigo é habitada por uma comunidade de 10 famílias de pescadores (mais ou menos 40 pessoas). O local é procurado no verão por mergulhadores, pois a água é clara e tem boa visibilidade. A Ilha das Couves também é habitada por pescadores, que fazem a travessia pela Barra do Sahy.

Praias mil
Entre as praias, Camburi é a preferida pelos surfistas, assim como a agitada Maresias. Juqueí, Baleia e Boiçucanga são as preferidas pelas famílias inteiras, que buscam tranqüilidade e águas mais calmas. Boiçucanga, que significa "cobra de cabeça grande" em tupi, reúne um grande número de pousadas aconchegantes para hospedagem, como a charmosa Posada Di Mari, localizada em frente ao mar. Descontraída, ela é decorada de modo alegre e colorido e possui apenas nove suítes. Uma grade na área de lazer, formada por piscina e espreguiçadeiras, separam a areia da praia da propriedade da pousada.

Em estilo clássico, o Atena Praia Hotel fica em frente à praia, mas não com "o pé na areia". A piscina com cascata tem vista para o mar e o estacionamento é fechado. Na área comum do hotel, sala de TV com DVD, american-bar, restaurante, serviço de praia.

Já a Pousada Tempo Rei é um pouco mais afastada da praia, mas possui 18 apartamentos, de três tamanhos, incluindo um modelo com cozinha americana para quem não abre mão de preparar os seus pratos. O café da manhã é bem caseiro e reforçado, com bolos, pães, sucos, cereais e os proprietários estão sempre por ali te fazendo se sentir em casa.

Farta é a gastronomia. Na orla de Boiçucanga, o restaurante Spazio di Paolo é uma boa opção para quem na abre mão de um bom prato. Há três anos na cidade, a casa já existe em Campos do Jordão há 11. O ambiente é rústico, feito com tijolos da olaria dos avós dos proprietários, os irmãos Paulo Roberto e Paulo Eduardo Gomes. De frente para o mar, há mesinhas do lado de fora que convidam para um chope com a brisa fresca.

Especializado em massas, o restaurante possui forno à lenha, que é usado principalmente para gratinar as massas feitas na hora, que podem, inclusive, ser acompanhadas pelo cliente. No destaque do cardápio, que oferece mais de 100 opções, entradas, saladas, sopas, fondues, peixes, frutos do mar, assados, carnes, massas e sobremesas. Destaque para o Agnelotti, massa feita com ricota, uva passa e molho branco.

Radical
Em meio à Mata Atlântica, o Tuim Parque, no sertão de Barra do Una, oferece opções de esporte radical, como caiaque e arvorismo seguido de tirolesa. O rio localizado ali dentro tem nível de dificuldade 1, mas as pedras no meio do trajeto dificultam um ouco o passeio, principalmente para quem não está acostumado a remar.

Já o arvorismo possui cinco partes, que consiste em ultrapassar os obstáculos na copa das árvores utilizando equipamento de segurança. No final, duas deliciosas escorregadas na tirolesa.

Localizado em meio a uma vegetação densa, o parque possui mais de duas mil espécies de animais, incluindo alguns que estão em extinção. Como forma de preservação, o número de visitantes é controlado, de modo que é necessário agendar a visita. Uma dica é realizar os passeios com a Ecodynamic, que realiza turismo de aventuras e está localizada em Camburi.

A equipe conta com profissionais formados para atender a todas as exigências de segurança e têm a vantagem de conhecer a região. Para o receptivo, a empresa conta com carros que levam e trazem os turistas para os passeios. A infraestrutura do Parque conta com guias e monitores treinados, além de restaurante com uma cozinha mineira de dar água na boca. Só não se esqueça de reaplicar o repelente de insetos com freqüência, pois os borrachudos não costumam respeitar nem a marca do fabricante.

Itacaré - Bahia

(Publicada em outubro de 2005)

Itacaré: ecoturismo levado a sério

Localizada ao norte de Ilhéus, no sul da Bahia, a cidade atrai turistas do mundo todo
Praias bonitas, sol quente, boa comida, cultura e hospitalidade baiana. Assim é Itacaré, cidade localizada a 65 quilômetros ao norte de Ilhéus, terra de Jorge Amado, no sul da Bahia. Antiga fazenda de cacau e coco, o local é conhecido como Costa do Cacau, mas ficou no esquecimento por muito tempo, já que o acesso não era nada fácil. Em 1998, porém, a sorte da cidade começou a mudar, quando foi inaugurada a Estrada Parque Ilhéus-Itacaré. A iniciativa colocou-a de vez no mapa e hoje atrai (eco) turistas do mundo inteiro, que vêm para o Brasil desfrutar das belas praias e do sossego que ainda impera por ali.

Uma das características das praias é justamente ser totalmente diferente das outras nordestinas, sempre quilométricas. Ao contrário, Itacaré é recortada por morros cobertos por vegetação de Mata Atlântica (preservado graças à sombra que essas plantas ofereciam ao cacau). Sem contar os milhares de coqueiros espalhados por todas as praias, sem exceção, que dão o charme que tanto encanta os turistas.

A cidade é bem pequena, com casarões maltratados e apenas o Solar da Marquesa e o Casarão Amerelo, uma mistura de restaurante com galeria de arte e boate, foram restaurados. A igreja de São Miguel, que data de 1723, está sendo restaurada atualmente. Nas ruas principais, a da Pituba e a Lodônio Almeida, estão localizados os bazares com lembrancinhas, restaurantes um ao lado do outro com comida baiana e internacional (a pizzaria Beco das Flores tem a redonda com massa fina e recheio de carne de sol que é deliciosa) para ninguém passar fome. Os internautas mais aficionados também não vão sentir saudades do computador, porque por lá proliferam os cybercafés com acesso rápido, gravação de CD e impressão de fotos digitais. Vale dar uma rápida pesquisada para pagar menos.

E é próxima a estas duas ruas que está localizada a primeira praia de Itacaré: a da Concha, onde está a maioria das pousadas baratas. É lá, aliás, que todo mundo se junta, todas as tardes, para assistir ao sol se pôr no Rio das Contas.

Seguindo por uma trilha (ou pela estradinha), é possível chegar às quatro praias próximas ao centro da cidade. Elas são divididas por morros e é possível passar por cima das pedras para contemplar o visual e ir mudando de praia quando enjoar da anterior. A do Resende é a primeira, local de surfistas que se preparam na areia fazendo aquecimento e alongamento ante s de cair no mar. Também há aulas de capoeira e muita gente zen meditando e fazendo tai chi chuan. Vencido o morro de pedras, Tiririca é o point dos surfistas de verdade, onde acontecem campeonatos mundiais (mais um fato para atrair os gringos). A praia do Costa é a terceira, pequena, estreita e sem nenhuma cabana vendendo água de coco ou refrigerante. Bom para sossegar, mas deserta demais.

Por fora, chega-se à praia do Ribeira, que possui um rio que desemboca ali, e onde há mais infraestrutura com mesinhas e cadeiras de plástico, fato que atrai famílias inteiras que vão comer queijo coalho, tomar água de coco e brincar de bola e raquete na areia. É a partir de lá que sai a trilha que leva à Prainha, considerada pelos nativos e publicações especializadas como uma das dez mais bonitas do Brasil (eu só concordo se a praia do Sancho, em Fernando de Noronha, constar desta mesma lista).

A primeira advertência ao turista desencanado é que ele não deve ir à Prainha sozinho. Primeiro porque ele vai se perder na trilha de quase uma hora de caminhada que não é sinalizada. Segundo porque há indícios de que têm ocorrido assaltos no meio da mata, motivo pelo qual há guardas a cavalo vigiando e alguns seguranças de fazendeiros locais. Mas a opção para se chegar à Prainha com o máximo de mordomia é se hospedando no condomínio Villas de São José e ir de van, no sossego.

A Prainha é considerada uma linda praia porque é cheia de coqueiros em toda a sua extensão e, como é difícil de chegar, é calma, não tem gente barulhenta e a natureza impera, de modo que há apenas uma pequena cabana vendendo bebidas para matar a sede dos que se aventuram pela trilha.

Outras boas opções de praia são a Havaizinho, de onde se tem uma vista panorâmica sem igual. Já a praia é bem pequena e cheia de pedras. Por uma trilha bem fácil, equipada com degraus e corrimão, chega-se a Engenhoca, de águas quentes de sem infra. Apenas um rapaz faz o serviço de bordo com água de coco e petiscos. A trilha segue rumo a Itacarezinho. Quem vai de carro pela estrada precisa pagar R$ 5 para estacionar. A barraca que oferece a infra no local está sozinha e por conta disso tem o preço um tanto salgado.

A cachoeira do Tijuípe também tem infraestrutura de lugar grande, com um restaurante que serve comida caseira e bebidas para quem se aventura a entrar nas suas águas geladas.

Para ser VIP, o lugar é aqui
Para uma hospedagem VIP na cidade, o Itacaré Village, localizado dentro do condomínio Villas de São José, dá conta do recado. São quatro mil metros quadrados de área construída, 44 apartamentos distribuídos em cinco Villages. Em frente ao hotel está a praia de São José, praticamente exclusiva aos hóspedes (quem quiser pode desfrutar por um dia, pagando uma taxa). O charme fica por conta dos coqueiros que estão por toda a extensão, das espreguiçadeiras de madeira, das cabanas de sapê e do serviço de primeira.

Como o Village está distante da portaria do condomínio, uma van faz o traslado pela estradinha de terra que passa entre a reserva natural particular (75%, num total de 175 hectares de área, são formados por Mata Atlântica preservada), há também cavalos, emas, macacos e mais variedade de vegetação por metro quadrado do que possui a Floresta Amazônica.

Ao fazer o check-in, o hóspede é recepcionado por uma deliciosa água de coco e um mensageiro acompanha até o quarto, que para ser acessado é preciso pegar um trilha. Um outro mimo oferecido ao turista é uma carta, em papel reciclado, oferecendo boas-vindas. Com ampla varanda, os quartos são ou de frente para o mar ou para a Mata Atlântica, onde também há o rio Canoeiro, bom lugar para andar de caiaque e deixar as crianças brincarem na água, uma vez que as ondas do mar são fortes.

Na parte do condomínio de casas há mansões que pertencem, a metade, a estrangeiros europeus e americanos. Um novo projeto está sendo lançado pela construtora, o Villa Coqueiral, com 17 bangalôs pré-projetados, com três modelos diferentes. O projeto prevê, a longo prazo, 180 casas, com 185 metros quadrados de área construída, em um terreno de mil metros quadrados, piscina com deck com vista para o mar e três suítes. Outra opção menor é a casa com duas suítes e 159 metros quadrados. A obra fica pronta em 10 meses e custa de R$ 495 mil a R$ 865 mil, fato que tem atraído muitos estrangeiros que vêem nas casas um ótimo investimento e excelente vista para a praia.

Além dos gringos, há brasileiros de Minas Gerais, de São Paulo e do Rio de Janeiro comprando as casas para passar as férias (já que o condomínio conta com a infra-estrutura do hotel) e também para investir. Caso queira alugar a residência, o proprietário conta com o apoio do Itacaré Village que, junto com a administradora, cuidam do check-in.

Os investidores também apostam no crescimento do turismo no local com a construção de um novo aeroporto em Ilhéus, que ficará mais próximo a Itacaré, facilitando ainda mais o deslocamento até a cidade. Outro ponto alto é que as pessoas, além da privacidade, têm opção de ir a praias próximas como São José e Prainha.

Dentro do condomínio há estrutura de recreação com aulas de surfe, capoeira, artesanato, ioga, alongamento, passeios ecológicos por dentro da mata e trilhas para outras praias, sempre acompanhadas pelo guia do hotel. Na Ilha do Canoeiro os hóspedes contam ainda com salão de jogos com mesas de bilhar, pingue-pongue e pebolim, além de campo para futebol. O restaurante Grauçá fica de frente para a praia de São José é charmoso, tem boa música que saem das caixas acústicas e excelente comida.

Quem quiser ir para o centro, durante todo o dia a van leva os turistas para a rua da Pituba e depois volta para buscar, sempre com horários pré-determinados por eles. A dica é escolher um bom restaurante e colocar o papo em dia. Depois de forrar o estômago, a turma toda segue para os forrós da cidade, onde turistas aprendem a dançar com os nativos numa mais completa troca e compartilhamento de culturas. O Mar e Mel é um dos mais conhecidos, com mesas no salão coberto ou no quintal.

Depois de desfrutar das belezas de Itacaré, difícil mesmo é ter de voltar para casa, após as férias. Ainda bem que restam boas lembranças para guardar na memória!

Brotas - São Paulo

(Publicada em 25 de junho de 2004)

Esportes radicais e ecoturismo em Brotas
A 242 quilômetros de São Paulo está a capital do ecoturismo, local ideal para quem procura diversão e muita adrenalina

Frente, frente, frente. Ré, ré, ré. Mais força. Parou. Piso! Tchbum! Calma, não tem ninguém pirado por aqui. É a partir desses comandos que diversas pessoas vão a Brotas para seguir rio abaixo dentro de um bote com um instrutor num divertido passeio de rafting.

O dia começa cedo para os aventureiros que procuram esportes radicais na cidade. Às dez da manhã, os instrutores da Eco-Ação, uma das 15 agências que existem na cidade, já estão passando as noções básicas do esporte que será executado no rio Jacaré-Pepira (jacaré ralado, em tupi). Mas quando a água vem, a teoria fica bem longe da prática.

Pra começar, o melhor é fazer o bóia-cross. Difícil mesmo é precisar nadar ou se afogar. Acredite: é muito seguro.

Ah, sim, quem está no rio é pra se molhar. No início, quando o instrutor ajuda a subir na bóia (sentado ou de peito), ninguém pensa que vai cair na água. Porém nas primeiras braçadas, a instrução é exatamente se jogar na água (gelada) pra aprender a subir de volta. Mais fácil pra remar é ficar de peito na bóia. Ir sentado é pra navegar relaxando, sem pressa...

Se a canoa não virar...
O rafting é um dos esportes mais procurados. O papel dos aventureiros no bote é remar e seguir as instruções do monitor. E prestar atenção aos galhos das árvores que margeiam o rio. A mata ciliar, aliás, é bem bonita. Um dos maiores medos de quem encara a aventura é que o bote vire.

Naquelas corredeiras o bote não vira, principalmente se a teoria for colocada em prática na hora H. Quando o instrutor gritar piso!, o lance é sentar no fundo do bote, mas manter as mãos agarradas à borda para manter-se seguro e curtir a descida. Os três saltos finais, aliás, são um caso à parte.

Peixe fora d'água
Brotas oferece diversão também fora do rio, como a Verticália, momento ideal para se imaginar dentro de um jogo de videogame tipo Mário Bros (será que estou desatualizada?), e salvar a princesa no castelo. Neste caso, porém, não há princesas ou castelos, mas muita diversão e a determinação de chegar ao outro lado sem cair. Todas as fases terminam numa deliciosa descida de Tirolesa. Aqui, todo cuidado é pouco, pois tem um trecho da terceira fase que é de chorar de medo.

O rapel e a escalada também fazem parte da programação. Da altura de um prédio de dez andares é preciso descer segurando numa corda. Medo de cair não dá, mas a mão que vai soltando pra descida acontecer, machuca. Já a escalada é o momento certo para se imaginar subindo uma montanha, ou dar uma de Homem-Aranha. No final, como sempre, dá vontade de recomeçar tudo! E pensar: como é bom ser criança de novo!

Em meio a árvores e flores
Uma boa dica de hospedagem é a Fazenda Shagri-lá, a 15 quilômetros do centro de Brotas. São 280 hectares com infraestrutura completa para descanso e lazer. Um momento especial para aproveitar a comida caseira feita no fogão a lenha. O suco é da laranja da própria fazenda, seu principal produto. Fazem parte da infra ainda: churrasqueira, garapeira, quadra, piscina. Cada quarto tem decoração diferenciada. A diária custa a partir de R$ 120 o casal com pensão completa. Crianças com menos de 12 anos pagam meia e menores de 4 anos não pagam. Grupos têm desconto.

Como chegar
Pegue a rodovia dos Bandeirantes até Limeira e siga pela Washington Luís (SP 310). No km 205, entre na saída 206 B em direção à SP 225 e siga para o centro de Brotas. A viagem dura duas horas e meia e são gastos R$ 43,80 nas praças de pedágio.