Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador São Paulo. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Impressionismo: Paris e a modernidade

O Lago das Ninfeias, Harmonia Verde, de Claude Monet

Ao todo, 85 obras dos movimentos Impressionista e Pós-Impressionista vão ficar expostas até o dia 7 de outubro, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em São Paulo. A mostra “Impressionismo: Paris e a modernidade” é composta por quadros que vieram do Museu D’Orsay, de Paris, um dos mais importantes do mundo.

Esta é a primeira vez que o museu francês, que reúne importantes nomes como Claude Monet, Vincent Van Gogh, Édouard Manet, Paul Gauguin, Auguste Renoir, Toulouse-Lautrec, expõe parte de seu acervo em um país da América do Sul.

As obras traçam o recorte sobre o crescimento de Paris, a vida moderna, a fuga da cidade para o interior, além da cor e da luz do final do século 19. O nome do movimento foi escolhido a partir da obra “Impressão, Sol Nascente” (1872), de Claude Monet, que estava na primeira exposição pública de artistas em 1874. O termo, na verdade, saiu do artigo “A Exposição dos Impressionistas” escrito pelo crítico de arte Louis Leroy, no século 19, como um insulto aos artistas.

O Salão de Dança em Arles, de Van Gogh
A mostra, que ocupa todos os andares do CCBB, é dividida em diferentes seções: “Paris: a cidade moderna”, “A vida urbana e seus autores” e “Paris é uma festa”, além de “Fugir da cidade”, “Convite à viagem”, “Na Bretanha” e “A vida si­lenciosa”. Além das obras, há uma apresentação audiovisual, com narração do ator Antônio Abujamra, que conta a história dos artistas e de suas respectivas pinturas.

Presidente do Museu D’Orsay e do L’Orangerie, Guy Cogeval, comparou, no dia da abertura da mostra, sábado, 4, a organização da exposição à montagem de uma ópera. “É preciso organizar cantores, instrumentos, tudo até a hora que as cortinas se levantam.” Isso porque foi necessária uma grande operação para trazer os quadros, que atravessaram o Oceano Atlântico em diferentes voos.

Antes de os convidados apreciarem as estrelas do dia, foi feita apresentação de balé inspirada nas bailarinas de Degas e ao som do flautista retratado por Manet.

O projeto arquitetônico da mostra foi feito pela brasileira Virgínia Fienga, também responsável pela reforma realizada em 2011 no D’Orsay. É dela, por exemplo, a ideia de contrapor cores fortes nas paredes.

O Tocador de Pífaro, de Édouard Manet
Curadora da exposição, a francesa Caroline Mathieu explica que os visitantes poderão apreciar as obras mais célebres que representam o movimento. “Tenho a expectativa de que as obras possam sensibilizar cada um, além do compartilhamento desse mesmo prazer.” Ela diz que as obras foram escolhidas a partir de um tema e todos os quadros são todos os movimentos integrados em torno da cidade francesa. O mais importante, ainda segundo ela, é que as obras expostas vêm das salas do Museu D’Orsay e não de reservas técnicas. Para os que forem visitar o museu francês durante este período, ela diz que haverá um pedido de desculpas e a comunicação que o quadro está fora em razão de viagem.

Das 85 obras expostas, ela selecionou três de suas favoritas: “A Estação Saint-Lazare”, 1877, de Claude Monet; “O Tocador de Pífano”, 1866, de Édouard Manet; “O Salão de Dança em Arles”, 1888, de Van Gogh.

A organização está esperando mais de 600 mil visitantes em todos dias de exposição. No primeiro dia, compareceram mais de 10 mil pessoas, que ficaram até três horas na fila. Ao total, 16 mil já acompanharam a mostra.

Depois de ver os quadros e se emocionar com eles, aproveite para tomar um café lá mesmo. O prédio do CCBB remete ao início do século 20, onde funcionou uma das primeiras agências do Banco do Brasil, e tem assinatura do arquiteto Hippolyto Gustavo Pujol Júnior. A arquitetura eclética mistura os diferentes estilos europeus que estavam em evidência na época, como neoclássico, art noveau, art déco. Uma aula de arte e história do começo ao fim da visita!

Museu D’Orsay
Museu funciona dentro da estação de trem D’Orsay, na margem es¬querda do Sena, criada em 1900, para a Exposi¬ção Universal. Desde 1986 foi aberto ao público e, em 25 anos, recebeu mais de 70 milhões de visitantes.

CCBB SP Rua Álvares Penteado, 112, Centro, São Paulo, tel.: (11) 3113-3651
Funcionamento: de terça a domingo, sempre das 10h às 22h
Atendimento a grupos agendados: 7h às 10h
Entrada gratuita

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sorveteria Freddo

Freddo na Recoleta, em Buenos Aires
Quem já foi para Buenos Aires, com certeza se encantou pelo doce de leite argentino. Aliás, vou mais longe: quem já foi para a capital portenha e experimentou o sorvete de doce de leite Freddo, não vê a hora de retornar e tomar mais uma casquinha. Errei?

Pois agora não é necessário viajar duas horas e meia de avião para se deliciar. Isso porque a sorveteria abriu uma loja há três semanas no bairro de Moema, em São Paulo. Outra novidade, é que também será possível se deliciar com os cinco tipos de dulce de leche, incluindo o Tentação, que vem com o próprio doce, no Iguatemi Alphaville.


Loja de Moema tem capacidade para 88 pessoas
Na loja de Moema, a fila costuma ser grande, mas a espera não é longa e vale a pena. Além do de doce de leite, há outros 30 sabores de sorvete, como os de fruta e o chocolate suíço, que é delicioso!

Ao todo, são mais de 30 sabores de sorvete
Os preços variam de acordo com o tamanho e quantidade de bolas, é claro. O Cucurucho Pequeno (casquinha 1 sabor) sai por R$ 8,50 e o Cucurucho (casquinha 2 sabores) custa R$ 14. Se a casquinha for de chocolate, o preço do primeiro sobe para R$ 9,50. Para via­gem, há o copo pequeno (R$ 19), Médio (R$ 35) e Grande (R$ 65).

Assim como em Buenos Aires, por exemplo, a sorveteria da capital paulista também possui um café, localizado no fundo da loja, onde é servido café e capuccino da Octávio Café. Ao invés de o café ser servido juntamente com biscoito amanteigado ou brownie ou brigadeiro, há uma pequena degustação de sor­vete! Há também pães de queijo quen­tinhos, sucos, refrigerantes.

Painéis são de autoria de artistas brasileiro e argentino
No Iguatemi Alphaville, a sorveteria é um quiosque, mas também tem sorvetes, pães de queijo e café. Já a loja de Moema, conta com ambiente de 180 metros quadrados e capacidade para 88 pessoas. Nas paredes, há painéis assinados pelo brasileiro Cako Martin e pelo argentino Agustin Ascacibar: uma verdadeira união dos hermanos!

Fundada em 1969 em Buenos Aires, a Freddo conta com 64 filiais na Argentina e outras 20 distribuídas entre Bolívia, Uruguai, Paraguai, Inglaterra e Brasil.


Freddo, rua Normandia, 22, Moema, São Paulo
Funcionamento: de segunda a das 10h às 20h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 12h às 22h

Iguatemi Alphaville – piso Rio Negro
Funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 11h às 22h

domingo, 27 de setembro de 2009

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em 03 de julho de 2009)

Temporada de inverno está aberta!

Campos do Jordão, o principal destino dos paulistas no inverno, tem atrações durante o mês inteiro

Chocolate quente (cremoso ou não), fondue, casaco, cachecol, cerveja artesanal Baden Baden. Inclua na lista o melhor da música clássica, sessões gratuitas de cinema, palestras culturais e hotel com opções de lazer para adultos e crianças. Junte tudo isso ao friozinho típico da Serra da Mantiqueira, que reúne paisagens exuberantes e ar puro e, voilà, tem-se a mistura perfeita e o resumo do que é Campos do Jordão em julho.

A partir de sábado, dia 4, começa a 40a edição do Festival Internacional de Inverno de Campos do Jordão. O evento é inspirado no Ano da França no Brasil e, durante quatro semanas, os músicos farão o diálogo entre as músicas e as culturas brasileira e francesa. A abertura será a partir das 21h, no Auditório Cláudio Santoro, com a Orquestra Sinfônica do Estado de São Paulo (Osesp), sob a regência de Pablo Pérez, o coro da Osesp, regido por Naomi Munakata, e cantores solistas, interpretando obras de Bizet, Canteloube, Delibes e Giménez.

O homenageado do ano é Villa-Lobos e, dia 10, a Orquestra Sinfônica Brasileira, cujo solista é o violoncelista Antonio Mene-ses, deve tocar canções do músico, assim como de Roussel e outros. Ao todo, o Festival, que segue até o dia 26, terá 45 espetáculos que acontecem no auditório Cláudio Santoro, na Praça do Capivari, Capela do Palácio Boa Vista e nas igrejas Santa Terezinha, São Benedito e Nossa Senhora da Saúde. A programação completa do mês pode ser conferida no site www.festivalcamposdojordao.org.br.

Outros eventos
Até 1o de agosto, o Cine Santander apresentará sessões gratuitas de cinema todos os dias. Entre os filmes que serão exibidos, estão: "Austrália", "Se Eu Fosse Você 2", "Operação Valquíria", "Batman - O Cavaleiro das Trevas", "Rocknrolla - A Grande Roubada", o ainda inédito "O Contador de Histórias".

Em conjunto com a Casa do Saber, haverá também palestras ministradas pelos professores do local. A primeira será "Grandes Divas do Cinema", dia 4, das 11h às 13h, com o jornalista e crítico de cinema Sérgio Rizzo. Os outros temas são "A Família no Século 21", "Os Prazeres da Mesa: História, Alimentação e Cultura" E "O Luxo Através dos Tempos". A programação está em www.santander.com.br/cinesantander.

Onde ficar
Para fugir do burburinho do centro de Campos do Jordão, o Hotel Toriba (Av. Ernesto Diederichsen, 2.962, tels.: (12) 3668-5000, 0800-178-179) é uma boa opção, pois oferece opções de lazer com quadra poliesportiva, piscina aquecida, sauna seca e úmida, hidromassagem, sala de ginástica, oito chalés, sendo quatro novos, com 160 m2, apartamentos com vista para a área verde, restaurante com lareira.

Por falar em restaurante, a gastronomia é um capítulo à parte, já que o cardápio oferece saladas, sopas, massas, carnes, peixes e as tradicionais fondues, que fazem sucesso principalmente para acompanhar o friozinho da Serra.

Na área externa, há o bosque das bromélias, caminho perfeito para quem quer aproveitar o ar puro para fazer caminhadas. E a área de lazer, com opção de cavalgada, aulas de equitação, arvorismo, campo de golfe, patinação no gelo, quadras de tênis cobertas, e a Fazendinha, na qual existem animais como carneiros, cabras, cabritos, perus, gansos, coelhos, patos e pavões.

Para julho, pacote de sete dias, de 26 de julho a 2 de agosto, sai por a partir de R$ 4.024, o casal, com pensão completa.

sábado, 26 de setembro de 2009

Sorocaba - São Paulo

(Publicada em 7 de março de 2008)

Diversão para adultos e crianças

Hotel fazenda em Sorocaba oferece lazer para a família toda, além de pratos fartos nas três refeições por dia

Pertinho de São Paulo, mas com opções de lazer para a família toda. Assim é o Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort, localizado em Sorocaba. De Alphaville e Tamboré, o trajeto demora uma hora e o início da viagem é pela Rodovia Castello Branco. Mão na roda melhor que isso, não há.

O ponto alto da viagem, porém, é o lazer destinado à garotada se divertir e ter contato com a natureza, já que o hotel está instalado em uma área de 20 alqueires, repleto de verde. O hotel foi inaugurado em 2000 (as instalações são razoavelmente novas) e reúne a infra-estrutura de resort.

Nas diárias, estão inclusas três refeições (fartas, por sinal) self-service com saladas variadas, que inclui carpaccio, verduras e legumes, além de pratos caseiros, mas sem deixar de lado a sofisticação, como o Strogonoff de avestruz (cuja criação do animal é feita lá), peixes, entre outras opções. A criançada não vai reclamar, pois também constam do bufê pratos recheados com macarrão. Na mesa de sobremesas, o imbatível Choco L’amour (sorvete de creme, calda de chocolate e farofa crocante) concorre com tortas mousse de limão, maracujá, pudim de leite, pavê de chocolate, doce de abóbora, frutas... O café da manhã é composto por enorme variedade de pães, frios, sucos, frutas, iogurtes, bolos, panquecas. Uma comilança que só mesmo as longas caminhadas para ajudar a gastar as calorias.

Na programação, as crianças e os adultos podem se divertir na enorme piscina, que possui borda infinita, com vista para um lindo campo verde. Os monitores, que não dão sossego para as crianças que ficam paradas, também incentivam os adultos praticarem hidroginástica, por exemplo. Também há passeios de charrete, rapel, escalada, arvorismo, tirolesa (que passa por cima do lago), pedalinho, quadras para jogos de tênis, vôlei, futebol.

Quem quiser se arriscar, há opção de voar de balão pela região, mas este passeio é cobrado à parte, assim como o paintball e as cavalgadas. A academia de ginástica é pequena, mas quem precisa de esteiras quando se tem uma imensa área verde pela frente? Relaxamento com massagens também pode ser pago à parte.

Os apartamentos são de diferentes tamanhos e não ficam concentrados em um único núcleo. No prédio principal, onde está a recepção, estão localizados os dois restaurantes (um em frente à piscina antiga, onde geralmente é servido o café da manhã) e uma grande sala com lareira e televisor de plasma de 42 polegadas. Nos apartamentos há frigobar, ar-condicionado (indispensável!), varanda e televisor de 20 polegadas com canais por assinatura.

Para o feriado da Páscoa, dos dias 21 a 23 de março, o Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort oferece pacote com três diárias e hospedagem em apartamento Standard (Ala Piscina e Bosque) por R$ 2 mil. Crianças até 5 anos são isentas, de 6 a 12 anos pagam R$ 350 e a cama extra para crianças acima de 12 anos sai por R$ 600. A diária excedente custa R$ 450,00. No pacote, também estão inclusos café da manhã, almoço e jantar (sem bebidas; garrafa de 300 ml de água mineral custa R$ 3), além da programação de lazer. Uma boa opção para quem quer sair de casa, mas não pretende gastar horas no congestionamento em direção a um lugar muito longe.

Pitangueiras Hotel Fazenda & Resort
Km 110 – Rodovia João Leme dos Santos – Sorocaba – SP
Reservas para lazer: (15) 3229-4300

Como ir
Vá pela rodovia Castello Branco. Na saída 78, pegue a rodovia José Ermírio de Moraes e ande sete quilômetros até a saída 7B. Pegue a rodovia Celso Charuri e depois de seis quilômetros, acesse a rodovia Raposo Tavares. Rode mais 10 quilômetros e siga em direção a Salto de Pirapora. O hotel fica 6,5 quilômetros depois.

Pedágios
Na ida, você pagará pedágio no km 33 da Rodovia Castello Branco (R$ 9,60) e no km 12,5 da Rodovia Senador José Ermírio de Moraes (R$ 3,60). Na volta, apenas no km 74 da Castello (R$ 6,60). No total, são pagos R$ 19,80 nas praças de pedágio do Estado de São Paulo.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em junho de 2007)


Campos do Jordão: o destino certo neste ano

Todo ano é a mesma coisa: é só a temperatura marcada pelos termômetros começar a cair que aqueles que estavam acostumados a ir para o litoral em busca do sol, seguem para o alto da serra no inverno. Muitos seguem para Campos do Jordão a procura por um local ideal para curtir a dois uma boa lareira acompanhada de cobertor, fondue e vinho. É neste período o tempo de vestir casacões, cachecóis e toda a parafernália para se proteger do frio que muitos desfrutam com prazer.

Conhecida como a Suíça Brasileira, a cidade está localizada na Serra da Mantiqueira (a duas horas e meia da capital pelas rodovias Ayrton Senna, Carvalho Pinto e SP-123) e tem cerca de 40 mil habitantes. Na alta temporada, porém, recebe o número exorbitante de um milhão de turistas atraídos pelos chalés com lareira, passeios a cavalo e trilhas repletas de paisagens deslumbrantes, além de esportes radicais como arborismo, tirolesa, skybike, off-road, balão e paraglider.

Para sossegar, fazer as comprinhas, comer e ver gente bonita o point é mesmo Capivari, a vila mais badalada, local de encontro de gente bonita, chique e louca por agito. Sua fama é firmada por ela ser palco dos desfiles de carrões importados que circulam e entopem a cidade.

Hotéis e pousadas não faltam na gama de opções que Campos do Jordão oferece. “A época de alta temporada em Campos é sempre a mais esperada pelos empresários da região, pois traz à cidade um turista com alto poder aquisitivo, ávido em adquirir produtos e serviços da mais alta qualidade”, comenta Giodi Matsubara, diretor do Matsubara Hotel de Campos do Jordão. “Em comparação com o ano passado, 2007 promete ser mais positivo para nosso hotel”, diz Giodi.

O hotel oferece 20 apartamentos com calefação, banheira ou hidromassagem, TV de tela plana, DVD. Ainda há sala de jogos, sala com lareira e cardápio com pratos de cozinha internacional.

Quem vai atrás de grandes grifes não pode deixar de ir ao Market Plaza, um shopping sazonal que sobe a serra mais uma vez. Na parte de gastronomia, quem está lá este ano é o Burger King. Outra delícia que sobe a serra é a marca de sorvetes Häagen-Dazs, além do Havanna Café.

Como também acontece todo ano, o Festival de Inverno, promovido pela Secretaria Municipal de Turismo de Campos do Jordão, já tem data marcada. A 38ª edição do Festival acontece entre os dias 7 e 29 de julho em seis espaços: Auditório Cláudio Santoro, Praça do Capivari, Capela do Palácio Boa Vista, Igreja Sta. Terezinha, Igreja São Benedito e Espaço Cultural Cinema Dr. Além.

Neste ano, o Festival homenageia a Mulher, inspiradora dos maiores criadores de todos os tempos, através das intérpretes e compositoras de extraordinária qualidade que se apresentarão em Campos do Jordão: a soprano Dame Kiri Te Kanawa, as pianistas Maria João Pires e Cristina Ortiz, as cordas do Trio Eroica, a trompetista Alison Balsom, as sopranos Rosana Lamosa e Gabriela Geluda, além de Jocy de Oliveira, que será a compositora residente deste ano, entre outras.

A montagem da ópera Rita, de Gaetano Donizetti, será regida pela paulistana Debora Waldman e terá a direção cênica de Carla Camurati, atriz e diretora que acumula grande experiência em teatro, cinema e televisão, já tendo dirigido a Carmen, de Bizet, Madame Butterfly, de Puccini e o filme La Serva Padrona, baseado na ópera bufa de Pergolesi. Debora Waldman estudou na Argentina, Israel e no Conservatório Nacional Superior de Música de Paris; é assistente do maestro Kurt Masur na Orquestra Nacional da França.

Ao todo, serão 48 espetáculos em 23 dias. Grande parte deles com preços populares e muitos gratuitos na Praça do Capivari, nas Igrejas Sta. Terezinha e São Benedito.

Passeios para todas as idades
Entre os passeios imperdíveis estão o Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Morro do Elefante. A 1.950 metros acima do nível do mar, a Pedra do Baú possui uma extensão de mais ou menos 20 metros de largura e 500 metros de comprimento. Para se chegar até lá são necessárias quase duas horas de caminhada pelo meio do mato. Mas quem não quiser enfrentar a jornada pode só apreciar o visual, o que já vale a ida pela sofrida estradinha de terra. Já o Morro do Elefante é onde está localizado o teleférico, além da vista panorâmica da cidade.

Com remanescentes das florestas de araucária, o Parque Estadual de Campos do Jordão foi criado em 1941. Além das araucárias, muito comuns em cidades frias, houve reflorestamento de quase 2.500 hectares de pinus. Também é possível observar espécies animais como a onça parda (suçuarana), esquilo, quati, entre outros.

Campos do Jordão pode até ser o destino anual no inverno, mas continua irresistível!

Matsubara Hotel Campos do Jordão, Rua Professor José Paulo, 80, Campos do Jordão, tel.: (12) 3663-3177

Litoral Norte - São Paulo

(Publicada em 24 de novembro de 2006)


Praia com (muita) emoção

Quem busca um pouco mais de agitação, o Litoral Norte de São Paulo oferece opções de esporte radical e ecoturismo

Praia é sempre um bom destino para quem quer fugir da cidade aos finais de semana, sejam eles prolongados ou não. Quando se tem uma opção a mais, o local se torna mais atraente para os turistas aproveitarem ao máximo a viagem. No Litoral Norte de São Paulo, São Sebastião é pontilhada por diversas praias de areia clara que atraem cada vez mais a moçada descolada do Estado. A 170 quilômetros da Capital pela Rodovia Rio-Santos, a cidade oferece muito mais do que belíssimas praias.

O litoral possui ilhas que podem ser visitadas de barco (que podem ser alugados na marina ou com pescadores, que fazem o frete), como As Ilhas (composta por três ilhotas), Ilha dos Gatos, Montão de Trigo e Ilha das Couves. Em nenhuma delas, porém, é permitido acampamento, pois em todas há um "caseiro" responsável pelo controle.

As Ilhas, por exemplo, atraem embarcações de luxo que saem de outras cidades em busca de um local para atracar enquanto aproveitam o sol. A Ilha dos Gatos tem natureza intocada e abriga as ruínas de uma antiga construção que pertencia ao magnata norte-americano Robert Rockfeller.

Já a Montão de Trigo é habitada por uma comunidade de 10 famílias de pescadores (mais ou menos 40 pessoas). O local é procurado no verão por mergulhadores, pois a água é clara e tem boa visibilidade. A Ilha das Couves também é habitada por pescadores, que fazem a travessia pela Barra do Sahy.

Praias mil
Entre as praias, Camburi é a preferida pelos surfistas, assim como a agitada Maresias. Juqueí, Baleia e Boiçucanga são as preferidas pelas famílias inteiras, que buscam tranqüilidade e águas mais calmas. Boiçucanga, que significa "cobra de cabeça grande" em tupi, reúne um grande número de pousadas aconchegantes para hospedagem, como a charmosa Posada Di Mari, localizada em frente ao mar. Descontraída, ela é decorada de modo alegre e colorido e possui apenas nove suítes. Uma grade na área de lazer, formada por piscina e espreguiçadeiras, separam a areia da praia da propriedade da pousada.

Em estilo clássico, o Atena Praia Hotel fica em frente à praia, mas não com "o pé na areia". A piscina com cascata tem vista para o mar e o estacionamento é fechado. Na área comum do hotel, sala de TV com DVD, american-bar, restaurante, serviço de praia.

Já a Pousada Tempo Rei é um pouco mais afastada da praia, mas possui 18 apartamentos, de três tamanhos, incluindo um modelo com cozinha americana para quem não abre mão de preparar os seus pratos. O café da manhã é bem caseiro e reforçado, com bolos, pães, sucos, cereais e os proprietários estão sempre por ali te fazendo se sentir em casa.

Farta é a gastronomia. Na orla de Boiçucanga, o restaurante Spazio di Paolo é uma boa opção para quem na abre mão de um bom prato. Há três anos na cidade, a casa já existe em Campos do Jordão há 11. O ambiente é rústico, feito com tijolos da olaria dos avós dos proprietários, os irmãos Paulo Roberto e Paulo Eduardo Gomes. De frente para o mar, há mesinhas do lado de fora que convidam para um chope com a brisa fresca.

Especializado em massas, o restaurante possui forno à lenha, que é usado principalmente para gratinar as massas feitas na hora, que podem, inclusive, ser acompanhadas pelo cliente. No destaque do cardápio, que oferece mais de 100 opções, entradas, saladas, sopas, fondues, peixes, frutos do mar, assados, carnes, massas e sobremesas. Destaque para o Agnelotti, massa feita com ricota, uva passa e molho branco.

Radical
Em meio à Mata Atlântica, o Tuim Parque, no sertão de Barra do Una, oferece opções de esporte radical, como caiaque e arvorismo seguido de tirolesa. O rio localizado ali dentro tem nível de dificuldade 1, mas as pedras no meio do trajeto dificultam um ouco o passeio, principalmente para quem não está acostumado a remar.

Já o arvorismo possui cinco partes, que consiste em ultrapassar os obstáculos na copa das árvores utilizando equipamento de segurança. No final, duas deliciosas escorregadas na tirolesa.

Localizado em meio a uma vegetação densa, o parque possui mais de duas mil espécies de animais, incluindo alguns que estão em extinção. Como forma de preservação, o número de visitantes é controlado, de modo que é necessário agendar a visita. Uma dica é realizar os passeios com a Ecodynamic, que realiza turismo de aventuras e está localizada em Camburi.

A equipe conta com profissionais formados para atender a todas as exigências de segurança e têm a vantagem de conhecer a região. Para o receptivo, a empresa conta com carros que levam e trazem os turistas para os passeios. A infraestrutura do Parque conta com guias e monitores treinados, além de restaurante com uma cozinha mineira de dar água na boca. Só não se esqueça de reaplicar o repelente de insetos com freqüência, pois os borrachudos não costumam respeitar nem a marca do fabricante.

Campos do Jordão - São Paulo

(Publicada em 2 de julho de 2004)


Que friozinho bom!

Para curtir o inverno, nada melhor do que o trio lareira-fondue-cobertor. E isso Campos tem de sobra!

Todo ano para os paulistas é assim: no verão desce todo mundo pro litoral; no inverno, a leva toda de gente sobe a serra rumo a Campos do Jordão, uma cidade pacata durante o ano todo, mas que na alta temporada ferve (mesmo com temperaturas baixas) de gente bonita, charmosa, chique e louca por agito. De olho no mundaréu de gente que procura um lugar bacana para se divertir e aproveitar o mês no alto da serra, muitas empresas se aproveitam e apostam alto no investimento de divulgação e promoção.

A Audi, por exemplo, montou estande de 1.600 metros quadrados e oferece massagens, games, degustação, cyber café e, como não poderia faltar, exposição de carros da marca. Os diferenciais ficam por conta de máquinas como: TT Coupé 1.8, A4 Cabriolet 3.0, RS6 limousine 4.2 Tiptronic, entre outras. Outra boa dica para conferir na Audi House são os produtos que levam a marca do piloto Ayrton Senna.

Para quem curte decoração, a Decor Campos é uma mostra de móveis, objetos de decoração e design, beleza e estilo de vida, restaurante e espaço infantil. A exposição está em uma área de 10 mil metros quadrados no centro de Capivari e leva a assinatura da arquiteta Brunete Fraccaroli. Entre os presentes estão Samsung, Siemens, Casa Leão Joalheria, Farmaervas, Breton, Testani Casa, Skaf Vinhos, Amazônia Móveis, Gepeto Movelaria Cênica, Ortobom, Ateliê dos Arquitetos, Família Árvore Mobília, Epicur Tabacaria, Just Womenswear e Pé na Trilha. Na área infantil estão a Montanha Mágica Brinquedos Educativos, O Lojão Brinquedos, Farmaervas Barbie e a Fundação Ação Criança.

Suíça Brasileira
Campos do Jordão fica a duas horas e meia da capital pelas rodovias Ayrton Senna, uma altitude de 1,7 mil metros (são dois pedágios na ida e dois na volta e, em valores atuais, gastam-se R$ 22,40). Composta por três vilas (Arbenéssia, Jaguaribe e Capivari), a Suíça Brasileira, como ficou conhecida devido ao seu clima, possui cerca de 40 mil habitantes. No inverno, porém, a população atinge o número exorbitante de um milhão de turistas atraídos pelos chalés com lareira, passeios a cavalo e fondues.

Capivari é a vila mais badalada, o principal centro comercial e é conhecida por ser o point de todos os eventos realizados. Entretanto, sua fama é firmada por ela ser palco dos desfiles de carrões importados que circulam e entopem a cidade. Entre os passeios imperdíveis estão o Horto Florestal, a Pedra do Baú e o Morro do Elefante. A 1.950 metros acima do nível do mar, a Pedra do Baú possui uma extensão de mais ou menos 20 metros de largura e 500 metros de comprimento.

Para se chegar até lá é necessário uma hora e meia de caminhada pelo meio do mato. Mas quem não quiser enfrentar a jornada pode só apreciar o visual, o que já vale a ida pela sofrida estradinha de terra. Já o Morro do Elefante é uma montanha localizada em Capivari, e sua maior atração é o teleférico. Além dele, a vista panorâmica da cidade é um dos pontos altos do Morro. Sendo um dos principais pontos turísticos das montanhas da região sudeste, Campos do Jordão possui ótima infra-estrutura, e é possível encontrar uma grande variedade de hotéis, pousadas, restaurantes , lojas e bares. Aliás, umaboa dica é ficar sem fazer nada no centro, olhando o movimento, tomando umas e outras no Baden Baden, ou entrar nas lojinhas dos shopping que vendem malhas, cachecóis, meias de dedinhos...

Para descansar ou emagrecer Uma boa pedida de hospedagem é o Hotel Quatre Saisons, localizado no Alto do Capivari, a 10 minutos do centro. Pena que a estradinha está esburacada, mas ela é toda rodeada dárvores. Ao todo, são 120 apartamentos duplex com lareira, frigobar, TV 14 polegadas com canais a cabo.

A infra-estrutura conta também com piscina coberta e aquecida, quadras de tênis e squash, quadra poliesportiva e sauna úmida e seca, restaurante, salão de jogos e 10 mil metros quadrados de jardins. Fora de temporada, a diária sai por R$ 210 o casal com café da manhã, e R$ 230 com café e jantar. Em julho, o preço sobe para R$ 380 e R$ 410, respectivamente. No hotel, aliás, funciona o Spa Quatre Saisons, que acabade inaugurar o Spa Boulevard, com ofurô, hidromassagem, sala de fitness. O pacote inclui seis refeições balanceadas, ginástica e tratamentos como acompanhamento médico e cardiológico, teste ergométrico e de aptidão física, check-up, estética corporal e facial, banhos de imersão, massagens orientais, estéticas e terapêuticas.

Mas quem não quiser emagrecer, pode optar pelo programa antiestresse, com caminhadas, rappel, tirolesa e arvorismo. A diária do Spa fora de temporada sai por R$ 220 por pessoa em apartamento duplo e R$ 330 na temporada. O Day Spa (sem hospedagem) sai por R$ 140.

Quatre Saisons Av. Gustavo Biagioni, 2.559, tels.: (12) 3663-6016 (spa) / (12) 3662-7076 (hotel)

DecorCampos Rua José de Oliveira Damas, 582 - Capivari, tels.: (12) 3663-3905 / (11) 3721-8699, www.decorcampos.com.br

Brotas - São Paulo

(Publicada em 25 de junho de 2004)

Esportes radicais e ecoturismo em Brotas
A 242 quilômetros de São Paulo está a capital do ecoturismo, local ideal para quem procura diversão e muita adrenalina

Frente, frente, frente. Ré, ré, ré. Mais força. Parou. Piso! Tchbum! Calma, não tem ninguém pirado por aqui. É a partir desses comandos que diversas pessoas vão a Brotas para seguir rio abaixo dentro de um bote com um instrutor num divertido passeio de rafting.

O dia começa cedo para os aventureiros que procuram esportes radicais na cidade. Às dez da manhã, os instrutores da Eco-Ação, uma das 15 agências que existem na cidade, já estão passando as noções básicas do esporte que será executado no rio Jacaré-Pepira (jacaré ralado, em tupi). Mas quando a água vem, a teoria fica bem longe da prática.

Pra começar, o melhor é fazer o bóia-cross. Difícil mesmo é precisar nadar ou se afogar. Acredite: é muito seguro.

Ah, sim, quem está no rio é pra se molhar. No início, quando o instrutor ajuda a subir na bóia (sentado ou de peito), ninguém pensa que vai cair na água. Porém nas primeiras braçadas, a instrução é exatamente se jogar na água (gelada) pra aprender a subir de volta. Mais fácil pra remar é ficar de peito na bóia. Ir sentado é pra navegar relaxando, sem pressa...

Se a canoa não virar...
O rafting é um dos esportes mais procurados. O papel dos aventureiros no bote é remar e seguir as instruções do monitor. E prestar atenção aos galhos das árvores que margeiam o rio. A mata ciliar, aliás, é bem bonita. Um dos maiores medos de quem encara a aventura é que o bote vire.

Naquelas corredeiras o bote não vira, principalmente se a teoria for colocada em prática na hora H. Quando o instrutor gritar piso!, o lance é sentar no fundo do bote, mas manter as mãos agarradas à borda para manter-se seguro e curtir a descida. Os três saltos finais, aliás, são um caso à parte.

Peixe fora d'água
Brotas oferece diversão também fora do rio, como a Verticália, momento ideal para se imaginar dentro de um jogo de videogame tipo Mário Bros (será que estou desatualizada?), e salvar a princesa no castelo. Neste caso, porém, não há princesas ou castelos, mas muita diversão e a determinação de chegar ao outro lado sem cair. Todas as fases terminam numa deliciosa descida de Tirolesa. Aqui, todo cuidado é pouco, pois tem um trecho da terceira fase que é de chorar de medo.

O rapel e a escalada também fazem parte da programação. Da altura de um prédio de dez andares é preciso descer segurando numa corda. Medo de cair não dá, mas a mão que vai soltando pra descida acontecer, machuca. Já a escalada é o momento certo para se imaginar subindo uma montanha, ou dar uma de Homem-Aranha. No final, como sempre, dá vontade de recomeçar tudo! E pensar: como é bom ser criança de novo!

Em meio a árvores e flores
Uma boa dica de hospedagem é a Fazenda Shagri-lá, a 15 quilômetros do centro de Brotas. São 280 hectares com infraestrutura completa para descanso e lazer. Um momento especial para aproveitar a comida caseira feita no fogão a lenha. O suco é da laranja da própria fazenda, seu principal produto. Fazem parte da infra ainda: churrasqueira, garapeira, quadra, piscina. Cada quarto tem decoração diferenciada. A diária custa a partir de R$ 120 o casal com pensão completa. Crianças com menos de 12 anos pagam meia e menores de 4 anos não pagam. Grupos têm desconto.

Como chegar
Pegue a rodovia dos Bandeirantes até Limeira e siga pela Washington Luís (SP 310). No km 205, entre na saída 206 B em direção à SP 225 e siga para o centro de Brotas. A viagem dura duas horas e meia e são gastos R$ 43,80 nas praças de pedágio.

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Camburizinho - São Paulo

(Publicada em 16 de abril de 2004)


Onde é possível ouvir o silêncio

Em um canto reservado na praia de Camburizinho, em São Sebastião, é possível, sim, ouvir o canto dos pássaros, ao invés das barulhentas casas noturnas

Na agitada Camburizinho, praia localizada em São Sebastião, litoral norte de São Paulo, a 170 quilômetros da capital (pela Rio-Santos), pode-se encontrar um pouco de paz e sossego. O Villa Bebek Hotel, inaugurado em setembro do ano passado, é o lugar certo (e perfeito) para quem
quer respirar ar puro e ouvir o canto dos pássaros que pousam sobre as diversas árvore nos jardins do Villa. Hotel mesmo só no nome, pois o Villa Bebek é aconchegante como um boa pousada deve ser.

Bebek, aliás, quer dizer pato no idioma tailandês, e também o nome de um condomínio em Bali, um dos lugares onde os proprietários se inspiraram para decorar o local. O estilo rústico-chique é bem cuidado e tudo tem o dedo da proprietária, Lia Betti, que fez questão ela mesma de produzir algumas coisas que adornam todo o hotel, como as cortinas de miçangas que enfeitam vários ambientes e os jogos americanos feitos com chapas de raio-x e pintados à mão (criatividade a toda prova).

O cardápio do restaurante, então, nem se fala. O chef Eudes Assis, que já fez estágio em restaurantes da França e da capital paulista, em maio segue para a Itália para mais cinco meses de especialização. O café da manhã, servido das 8h às 11h, tem frios, bolos, tortas doces e salgadas, iogurtes, cereais e pães quentinhos a toda hora. O bar tem decoração que lembra os anos 1950, com sofás e pufes. Discos de vinil sobre as mesas que ganham luz de velas quando a noite cai completam a decoração. Se animou para pegar a estrada? Calma, que ainda tem mais, muito mais.

Longe da praia, perto da piscina
A praia de Camburizinho está a 200 metros do hotel, mas o hóspede conta com total infraestrutura previamente montada pelos funcionários com toalha de praia, cadeira e guarda-sol.

Ao todo são 22 suítes, todas com varanda e com vista voltada para a piscina. Cada quarto é único, com decoração personalizada e sempre levando artigos da Índia, Tailândia e Bali. Mas alguns detalhes são comuns entre os apartamentos: todos possuem ar-condicionado, ventilador de teto, frigobar recheado de delícias, dois roupões e dois guarda-chuvas, além de televisor com tela plana (tomara que os dias sejam bem ensolarados para que não seja necessário recorrer a este equipamento - embora seja de última geração, os canais não pegam muito bem).

Por falar em piscina, ela lembra um rio por suas curvas sinuosas e tem em volta plantas que remetem à Mata Atlântica. O paisagismo, aliás, foi bem planejado e tem entre as espécies palmeiras, moréas e helicônias.

Os funcionários, sempre atenciosos, são informais e vestem as Havaianas que tanto encantam os europeus, figuras presentes com certa regularidade no local, que não se cansam de comprar os chinelos que estão à venda lá mesmo.

Eu quero sossego!
Se não quiser sair do hotel pra nada, nem precisa. Vários exemplares do jornal do dia estão disponíveis para leitura seja na sala de estar, seja no confortável cantinho reservado no meio das bromélias, bambus e primaveras. Outro canto que convida à leitura e também para um momento de relaxamento ou meditação fica em uma das pontas da piscina.

Uma espécie de quiosque forrado de almofadas e com cortina de miçangas é o local perfeito para entrar em alfa se preciso for. Se nem assim o estresse for mandado para o alto, uma massagista de plantão dá conta do recado no ambiente também cuidadosamente montado no jardim. "Eu costumo colocar uma música suave durante a massagem, mas as pessoas têm preferido ouvir o silêncio", diz a massagista Rita Muterli.

Com duração de cerca de uma hora, a massagem sai por R$ 80. Assim, difícil mesmo é encarar a estrada de volta. Ainda bem que sempre é tempo de voltar!

Ubatuba - São Paulo

(Publicada em dezembro de 2002)


Ubatuba para quem precisa!

Fugir de São Paulo em busca de sombra e água fresca não é difícil. O pior é ter de voltar!

O litoral Norte de São Paulo é o local onde estão as mais belas praias, com as águas mais limpas, as areias mais brancas e mais bem freqüentadas do Estado. É lá, a 229 quilômetros da capital (pelas rodovias Carvalho Pinto e Tamoios), que está Ubatuba, a última cidade paulista do litoral antes do Rio de Janeiro. São mais de 80 maravilhosas praias, de todos os tipos ao longo de 100 quilômetros de costa: praias de águas cristalinas, algumas ainda selvagens e outras com várias opções de atividades esportivas.

É principalmente por seu mar, que Ubatuba possui alguns dos melhores pontos de mergulho de São Paulo, reunindo águas calmas, claras e de temperatura agradável para mergulho livre ou autônomo (com cilindro).

Para estimular a prática desse esporte, o pesquisador Jacques-Yves Costeau ganhou na Ilha Anchieta, na praia do leste, a 10 metros de profundidade, uma homenagem em forma de estátua, com 1,80 metro de altura e 300 quilos. Desde que foi colocada, em 14 de setembro de 1997, a estátua atrai visitantes do mundo todo. A cidade, no entanto, não atrai apenas mergulhadores. Isso porque Ubatuba reúne diversas trilhas, parques e reservas ecológicas, sendo destino certo para muitos ecoturistas.

Cinco estrelas
Quem procura uma temporada repleta de sombra e água fresca, com serviço de primeira, Ubatuba reserva uma ótima opção. Localizado na praia das Toninhas, o Recanto das Toninhas é uma excelente dica para quem quer curtir o sol e a mordomia sem limites. O hotel, inclusive, foi selecionado para o Roteiros de Charme, associação hotéis que têm em comum o capricho na tarefa do bem receber e que estão localizados em lugares bonitos, construções de bom gosto e serviço de primeira.

A começar pela simpatia do pessoal, prontamente treinado para receber os hóspedes interessados em fugir do estresse e em busca de conforto e bem-estar. Logo na entrada do Recanto, os porteiros são muito simpáticos e, sem que o hóspede perceba a sua presença, o carregador de malas já se posiciona prontamente para carregá-las até o quarto. Sempre com um sorriso no rosto, ele faz todo o trajeto junto com os visitantes (do estacionamento ao quarto, passando pelo check-in).

Ao todo o Recanto das Toninhas possui dois restaurantes (um self-service e outro à la carte). No primeiro, as opções para o jantar, servido até às 23 horas, era arroz, filé mignon, purê de batatas, frango empanado e macarronada, além de um grande bufê de saladas emendado com o de sobremesas: pudim de leite, torta de limão, mousse de chocolate e diversos tipos de frutas. Na parede, uma grande tela assinada por Leslie Amaral. Tudo de muito bom gosto, não apenas no restaurante, mas em todas as dependências do hotel.

Apesar do ar-condicionado, frigobar, da TV por cabo e dos travesseiros extremamente macios, o sol já acordou e um dia de muitas atividades está previsto para os hóspedes do Recanto.

Há duas opções de quarto: com frente para a piscina e com frente para a praia. O primeiro modelo é bastante agradável, embora o barulho dos outros hóspedes na piscina atrapalhe um pouco o seu sono. Nada comparável com as obras, os carros e ônibus de São Paulo.

O café da manhã, servido até às 10 horas, oferece: pães, frios, iogurte, bolo de banana e de laranja, chá, seis sabores de sucos naturais e mais frutas frescas e bem cortadinhas. O café e o leite ficam por encargo dos garçons, que servem às mesas sempre quentinho e com aquela simpatia.

No caminho entre o restaurante e a praia, um Centro de Fitness à disposição. Nada mal para quem não consegue ficar longe da academia nem mesmo enquanto descansa. Ou para casos de emergências, visto que o apelido da cidade é “Ubachuva!”

Gibson, o monitor dos adultos no hotel, recebe os hóspedes com um sorriso de um lado ao outro do rosto e explica tudo o que o Centro oferece: sala de ginástica, esteira, bicicleta, aparelhos de musculação. “Tem mais pra cá.” Saunas seca e úmida, sala de massagem, estética facial, cabeleireiro, manicure e pedicure, duchas, vestiário masculino e feminino. A novidade fica por conta da ducha escocesa (espanhola), uma engenhoca com uma mangueira na ponta, responsável por um jato d’água forte e que começa a massagem, à distância, nos pés e sobe até as costas. “Depois de tudo isso, vocês estão prontos para voltar e enfrentar São Paulo”, brinca o monitor.

Direto pra praia!
Sim, muitas opções, mas a praia no quintal de casa já está pronta à nossa espera: guarda-sóis, cadeiras, música ambiente e serviço de primeira nas areias das Toninhas. Nem com o sol forte o simpático atendimento dos profissionais do hotel fica de fora. Enquanto os visitantes assistem ao vaivém das ondas, os garçons trazem bebidas e petiscos. Nas caixas acústicas, Bob Marley, Rolling Stones, The Doors, Legião Urbana...

As crianças têm diversão garantida com a companhia da monitora Kelly que, com muita paciência, faz castelos de areia e deixa os baixinhos longe de seus pais para que esses possam relaxar pelo menos por algum momento.

O almoço de sábado é reservado para a feijoada. Com esse calorão, nada melhor do que manjar e depois dar aquela relaxada. Enquanto os hóspedes descansam após a refeição nos confortáveis sofás da recepção, Gibson aparece novamente, mas desta vez com papéis e canetas em punho. Hora de participar da brincadeira, que bastava responder algumas perguntas e aguardar o resultado.

Na verdade, o objetivo era descobrir de quais comerciais pertenciam aqueles slogans. O vencedor, que errou apenas um entre 10 itens, poderia voltar para mais um fim de semana no hotel com tudo pago (não, caro leitor, não fui eu!).

A piscina, destino da maioria dos hóspedes na volta da praia, estava perfeita. Temperatura da água satisfatória, aquela musiquinha bacana e as espreguiçadeiras confortáveis.

Após o jantar, nada como uma voltinha pela praia para fazer a digestão. O luau, promovido pelo pessoal que participava de uma convenção, estava bastante animado: música ao vivo, colar havaiano e tochas espalhadas pela praia. Sob as estrelas e a lua crescente, o barulho maior ficou por conta das ondas no mar, mas algumas águas-vivas trazidas pela maré importunavam o meu passeio. Com medo de me queimar, corri para o salão de jogos, onde um casal se divertia no videokê enquanto eu tentava raciocinar com o tabuleiro de xadrez na minha frente. Lá se vai a Rainha. “Pelo amor de Deus, cessem essa música!” E o xeque-mate veio à tona!

Como nem tudo pode ser perfeito (mas que seja especial enquanto dure), o fim de semana acabou e a estrada que separa Ubatuba de São Paulo estava em nossa espera!

História de Ubatuba
Ubatuba, muito conhecida por suas belezas naturais, também foi palco de momentos marcantes da história brasileira. Os índios Tupinambás foram os primeiros habitantes da região. Excelentes canoeiros, eses índios viviam em paz com os índios do planalto até a chegada dos portugueses e franceses, que tentaram dominá-los, com o intuito de assegurar a posse da terra.

Os Tupinambás e Tupiniquins se organizaram formando a “Confederação dos Tamoios” (Tamoios é uma palavra de língua falada pelos Tupinambás e significa “o dono da Terra”) e passaram a enfrentar os portugueses. Os padres jesuítas José de Anchieta e Manoel da Nóbrega chegaram à região com a missão de pacificá-los. Na ocasião, Anchieta tornou-se prisioneiro dos mesmos, permanecendo por quatro meses.

Enquanto isso, o padre Manoel da Nóbrega voltava a São Vicente para finalizar o tratado denominado “Paz de Iperoig”, que seria firmado em 14 de setembro de 1563. Passados alguns anos, o governador-geral do Rio de Janeiro, Salvador Corrêa de Sá e Benevides, tomou providências para colonizar a região, tendo enviado os primeiros moradores para garantir a posse da terra para a Coroa Portuguesa.

O povoado conseguiu sua emancipação político-administrativa e foi elevado à categoria de vila em 28 de outubro de 1637, com o nome de Vila Nova da Exaltação da Santa Cruz do Salvador de Ubatuba, tendo como fundador Jordão Albernaz Homem da Costa.

A situação só melhorou a partir de 1808 com a abertura dos portos, pois a família Real Portuguesa transferiu-se para o Brasil decretando a “Abertura dos Portos às Nações Amigas”, em 28 de janeiro de 1808. O comércio ganhou impulso com o café, inicialmente sendo cultivado no próprio município e enviado para o Rio de Janeiro. O café se expandiu para todo o Vale do Paraíba e Ubatuba passou a ser o grande porto exportador. A vila passou, em 1855, a categoria de cidade.