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segunda-feira, 23 de maio de 2011

CasaSur

Opção para jantar em um local aconchegante
e discreto, no coração da Recoleta

Que tal jantar em um ambiente rodeado por obras de artes e localizado no melhor bairro de Buenos Aires? A dica é o Croque Madame, restaurante do CasaSur Art Hotel Recoleta, hotel boutique cinco estrelas, que oferece exposições artísticas e novidades gastronômicas. A localização é privilegiada: um dos bairros portenhos mais requintados e tradicionais, além de ser cercado por livrarias, museus, cafés.

À mesa, o restaurante oferece delícias tentadoras, além de ambiente requintado e discreto. Para começar, que tal o Croque, espécie de sanduíche francês recheado com presunto e um creme à base de ovo, queijo e creme de leite? Destaque também para o Pudim de laranja com sementes de papoula servido no chá das cinco. Há ainda diversas opções quando o assunto são vinhos argentinos, claro, e doces, como o Mil folhas do tradicional dulce de leche. Uma tentação!

CasaSur Art Hot el Recoleta Avenida Callao, 1.823, Buenos Aires, Argentina, tel.: (54) (11) 4515-0085,

segunda-feira, 9 de maio de 2011

Sorveteria Freddo

Freddo na Recoleta, em Buenos Aires
Quem já foi para Buenos Aires, com certeza se encantou pelo doce de leite argentino. Aliás, vou mais longe: quem já foi para a capital portenha e experimentou o sorvete de doce de leite Freddo, não vê a hora de retornar e tomar mais uma casquinha. Errei?

Pois agora não é necessário viajar duas horas e meia de avião para se deliciar. Isso porque a sorveteria abriu uma loja há três semanas no bairro de Moema, em São Paulo. Outra novidade, é que também será possível se deliciar com os cinco tipos de dulce de leche, incluindo o Tentação, que vem com o próprio doce, no Iguatemi Alphaville.


Loja de Moema tem capacidade para 88 pessoas
Na loja de Moema, a fila costuma ser grande, mas a espera não é longa e vale a pena. Além do de doce de leite, há outros 30 sabores de sorvete, como os de fruta e o chocolate suíço, que é delicioso!

Ao todo, são mais de 30 sabores de sorvete
Os preços variam de acordo com o tamanho e quantidade de bolas, é claro. O Cucurucho Pequeno (casquinha 1 sabor) sai por R$ 8,50 e o Cucurucho (casquinha 2 sabores) custa R$ 14. Se a casquinha for de chocolate, o preço do primeiro sobe para R$ 9,50. Para via­gem, há o copo pequeno (R$ 19), Médio (R$ 35) e Grande (R$ 65).

Assim como em Buenos Aires, por exemplo, a sorveteria da capital paulista também possui um café, localizado no fundo da loja, onde é servido café e capuccino da Octávio Café. Ao invés de o café ser servido juntamente com biscoito amanteigado ou brownie ou brigadeiro, há uma pequena degustação de sor­vete! Há também pães de queijo quen­tinhos, sucos, refrigerantes.

Painéis são de autoria de artistas brasileiro e argentino
No Iguatemi Alphaville, a sorveteria é um quiosque, mas também tem sorvetes, pães de queijo e café. Já a loja de Moema, conta com ambiente de 180 metros quadrados e capacidade para 88 pessoas. Nas paredes, há painéis assinados pelo brasileiro Cako Martin e pelo argentino Agustin Ascacibar: uma verdadeira união dos hermanos!

Fundada em 1969 em Buenos Aires, a Freddo conta com 64 filiais na Argentina e outras 20 distribuídas entre Bolívia, Uruguai, Paraguai, Inglaterra e Brasil.


Freddo, rua Normandia, 22, Moema, São Paulo
Funcionamento: de segunda a das 10h às 20h; sexta e sábado, das 10h às 23h; domingo, das 12h às 22h

Iguatemi Alphaville – piso Rio Negro
Funcionamento: de segunda a sábado, das 10h às 22h; domingo, das 11h às 22h

terça-feira, 19 de abril de 2011

Hotel Alvear

Lobby do Hotel Alvear reflete o estilo francês
Foram necessários 10 anos para a construção de um verdadeiro palácio no bairro portenho da Recoleta, no início do século 20. O local foi escolhido para inauguração do Alvear Palace Hotel, em outubro de 1932, por ser o mais refinado da cidade, justamente para abrigar os visitantes europeus que chegavam a fim de explorar a cidade e todo o seu requinte.

Por falar em visitantes ilustres, já se hospedaram nas suítes do hotel personalidades como o imperador e a imperatriz do Japão, rei e rainha da Espanha e da Holanda, príncipe Charles, do Reino Unido, presidentes e chefes de estado da França, Itália, Alemanha, Portugal, México, África do Sul, Israel, Brasil e outros. Da música, das artes, do cinema e dos esportes, celebridades como: Walt Disney, Oliver Stone, Francis Ford Coppola, Oscar de la Renta, Versace, Michael Schumacher, Paloma Picasso, Kenzo e mais uma lista sem fim.

Suíte presidencial
Os quartos e as suítes, assim como o lobby e as áreas públicas, refletem os estilos franceses de Louis XIV, Louis XV e Louis XVI, impressos principalmente nos móveis, candelabros de cristal, paredes decoradas com folhas de ouro dignas de locais como o suntuoso Palácio de Versalhes, na França, além de obras de arte de artistas renomados. 

O hotel tem onze andares e mais cinco subsolos. É ali, aliás, que funciona a “máquina” do hotel, ou seja, lavanderia, floricultura... É lá, também, que está o SPA, inaugurado recentemente em um prédio anexo, já que o atual não pode ser modificado em virtude do tombamento. Desde 1993, o Alvear faz parte do The Leading Hotels of the World, organização que agrupa os 400 melhores hotéis do mundo.

No lobby, decorado em estilo francês, com suas poltronas e obras de arte, o serviço de concierge é separado da recepção, de modo a atender prontamente o hóspede e no segmento pretendido. Ao todo, são 210 quartos, sendo 100 suítes, elegantemente decorados no estilo Império e Louis XV. Para o conforto, amenities Hermès de Paris, toalhas fofinhas de algodão egípcio 500 fios, banheiros com jacuzzi, televisor, serviço de mordomo particular, conexão wi-fi e outros mimos, como flores e frutas na chegada do hóspede.

Para a alta sociedade portenha, principalmente, estão disponíveis 12 salões para as grandes festas, como os casamentos. No hotel, a equipe se encarrega de tudo: decoração, Dia da Noiva, noite de núpcias...

Quem quiser ainda pode desfrutar do business e do fitness center, com aparelhos de ponta, além da piscina aquecida. Por falar em piscina, existe um projeto para a construção de uma outra, mas para a área externa do hotel. 

Para quem quer relaxar, o SPA do Alvear é o local certo! Com exceção dos tratamentos exclusivos e das massagens, a área está aberta e é gratuita para os hóspedes, como a piscina lúdica, os caminhos de sensações, o equipamento de Technogym, o sistema de treinamento Kinesis (único na América Latina). Também está à disposição o salão de beleza com produtos exclusivos de La Prairie.

Pelas ruas da Recoleta
O hotel esbanja luxo e sofisticação, assim como a redondeza onde está localizado. Nas ruas em volta estão grifes europeias da moda, como Louis Vuitton, Hermès, Fendi, Cartier, além de graciosos cafés que fazem o bairro lembrar um pedaço da França. Bem ao lado do hotel funciona a galeria do mesmo nome com outras tantas lojas e serviços.

Como não é permitido fumar em áreas fechadas, o Alvear criou o Cigar Bar, espaço que conta com uma seleção exclusiva de habanos, destilados e chocolates. Em estilo art déco, o fumoir tem entrada pelo lobby e tem capacidade para 17 pessoas: um lugar pra lá de exclusivo!
No L'Orangerie é servido o almoço e o chá da tarde
Restaurantes
Aberto para não hóspedes também, o hotel conta com dois renomados restaurantes, além de um bar. L’Orangerie e o Jardin D’Hiver são ótimas opções para quem está de passagem, principalmente porque o café da manhã e o almoço são servidos em sistema de bufê. E que bufê, é preciso sublinhar! Ao meio-dia, há opções de pratos frios, quentes, além de iguarias da culinária japonesa, como os sushis.

Do lado de fora, no jardim, está a maior de todas as tentações: uma imensa mesa com um sem-número de sobremesas, como o imbatível Créme Brûlée, tortas preparadas com o verdadeiro dulce de leche argentino, além de chocolate e frutas. Para beber, peça ajuda ao
sommelier, que pode indicar o melhor vinho para acompanhar o prato.
Com talheres de prata e louça Noritake é servido o chá
Outro destaque deste restaurante é o clássico chá das cinco, servido aos finais de semana. O serviço, realizado no melhor estilo e ao som do piano ao vivo, é impecável. Os garçons usam luvas brancas e a mesa é recheada de salgados e doces (como a imbatível torta Mil folhas de doce de leite) cuidadosamente preparados, sempre acompanhados por louça Noritake e talheres de prata.

La Bourgogne é o outro restaurante do hotel, que também tem entrada pela rua lateral. Considerado o melhor restaurante de Buenos Aires e único Relais Gourmand da América Latina, a cozinha aqui é francesa e sob a batuta do chef Jean Paul Bondoux. O ambiente é todo decorado em vermelho e ainda há espaço para eventos ou, quem sabe, para quem prefere um pouco mais de privacidade.

Ali também está La Taste Vins, local onde se pode degustar vinhos selecionados pelo sommelier entre o total de 700 rótulos. La Cave é a adega onde também podem ser realizadas reuniões com até 40 pessoas.

Já o Lobby Bar é o local onde as pessoas fi cam para saborear drinques e coquetéis cuidadosamente preparados pelo barman, além dos aperitivos para acompanhar enquanto se espera o jantar ou entre um compromisso e outro. Ou, quem sabe, apenas uma excelente desculpa para fi car ali, olhando a vida passar, saboreando deliciosas bebidas e petiscos, em frente a obras de arte. E o melhor: a apenas duas horas e meia voando a partir de São Paulo. Um sonho!

Alvear Palace Hotel, av. Alvear, 1.891, Buenos Aires, Argentina, tel.: (54) (11) 4808-2100,

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Le Sud

Na Recoleta, um dos bairros mais charmosos da capital argentina, estão os melhores hotéis, as lojas mais imponentes. O local foi apelidado de art district, uma vez que existem diversos e renomados antiquários e as mais importantes galerias de arte da cidade. E é lá também que está localizado o Le Sud, único restaurante do hotel Sofitel Buenos Aires Arroyo, cuja cozinha é comandada pelo chef francês Olivier Falchi.

O ambiente, ao mesmo tempo elegante e despojado, reúne os turistas que se hospedam no hotel, mas também pessoas que aparecem por ali para saborear deliciosos pratos franceses. A decoração, composta pelas cores bege e preto, com cristais vermelhos nas mesas, dão o clima aconchegante. Detalhe também para os pisos de mármore Boticcino. As grandes janelas permitem que o cliente se esconda do frio (ou do calor), mas ao mesmo tempo não abra mão da vista para a charmosa Calle Arroyo. E como se trata de um ambiente romântico, a pouca iluminação e as velas nas mesas tornam o ambiente sofisticado e íntimo.

À frente da cozinha desde agosto de 2009, Olivier divide as tarefas com o sommelier Pablo Rodriguez, que auxilia os clientes a combinarem seus pratos com os ótimos vinhos, principalmente os argentinos que traz na carta. 

Em taças e copos de cristais, podem ser degustados espumantes argentinos muito bons, como o Baron B. Rosé, indicado para acompanhar frutos do mar e peixes leves, por exemplo,  ótimas pedidas principalmente no calor. O restaurante extenso menu com entrada, prato, sobremesa, além do couvert deliciosoformado por pães variados e patês, incluindo Terrine de foie gras.

Para começar, que tal experimentar uma Sopa de cebola gratinada com pão de campo e queijo ou Salada de langostin al Merken. Como prato principal, delícias como Medalhão de salmão grelhado com molho de abóbora e limão. Para finalizar, a difícil escolha continua. Na dúvida sobre o sabor do Crème Brûlée, peça a degustação do trio, composto pelo tradicional, o de chocolate e o preparado com a iguaria argentina: dulce de leche. Outra maravilha é o doce Beignets de ananá brasileño y crema inglesa al jengibre: uma delícia feita com o abacaxi envolvido em uma casquinha acompanhado com sorvete de creme e gengibre. Hmmm!

Le chef
Na Argentina desde 1998 para trabalhar como cozinheiro, Olivier conta que adorou a cidade desde quando chegou. “O lado europeu e familiar, além da qualidade de vida. O argentino é um povo muito acolhedor”, completa. Em 1999, conheceu sua esposa, Maria Fernanda, uma atriz conhecida na cidade. “E estou aqui há 13 anos.”

No cardápio do Le Sud há mistura das culinárias francesa e argentina. Por exemplo, o Crème Brûlée, uma sobremesa preparada com um creme de baunilha muito comum na França. Aqui, porém, Olivier a faz com o delicioso dulce de leche. “Não encontro dificuldades. Uma vez que viajei, sempre soube que teria de me adaptar ao país em que estivesse. Com a experiência, experimento os produtos argentinos na cozinha que eu faço hoje no Le Sud.”

Sobre as características de cada cozinha, francesa e argentina, Olivier cita alguns pratos. “Penso que a cozinha francesa, pra mim, é representada pelo foie gras, com sua nobreza e qualidade. A argentina é o Asado, pela qualidade de sua carne, sua classificação festiva e de se reunir com amigos ou família para saborear uma boa refeição.”

Membro da Academia de Culinária da França e do instituto Les Toques Planches, Olivier também já foi chef do Hotel Sofitel Arc de Triomphe, em Paris, antes de chegar à cidade portenha. Ainda em Buenos Aires, trabalhou no Hotel Madero by Sofitel – Restaurante rëd Resto & Lounge, Buenos Aires, de 2004 a 2008.

Ele também ganhou alguns prêmios, como Puesto en la selección Argentina del Cucharon de Oro, em 2003 e 2006, primeiro prêmio no Torneo Nacional “Buscando al Menú Argentino”, Hotelga 2005. Na França, recebeu outros prêmios, como Cidadão Ilustre da cidade de Auch, na França, selecionado para o Bocuse d’Or 2009 e diploma de honra da Academia Culinaria Francesa em 2007.

Sofitel Buenos Aires Arroyo Calle Arroyo 841, Buenos Aires, tel.: 54 (11) 4131-0125

quarta-feira, 9 de março de 2011

Café da manhã em Buenos Aires

Freddo oferece diversas opções para o café da manhã

Que tal tomar um café da manhã gostosinho em Buenos Aires? Se nos hotéis temos opções como media luna com doce de leite e outras delícias gordurosas, a soeveteria Freddo - com diversas unidades na cidade - tem também ótimas opções para começar bem o dia. 

Uma dica para o desayuno é o menu que contém duas tostadas acompanhadas de queijo (um tipo de requeijão) e geleia de fruta, café com leite ou chá e suco de laranja. Tudo por 16 pesos, ou seja, pouco menos de R$ 8. No Rio de Janeiro, provei um menu parecido por R$ 12, tal como escrevi aqui.

Aqui, o bom é aproveitar as mesinhas do lado de fora que algumas unidades possuem, além dos jornais e revistas do dia. Para completar, a rede wi-fi é gratuita.

Menu do Natural Deli: pedaços de frutas na geleia!

Um pouco mais caro, mas com mais pães, inclusive uns deliciosos com pedaços de amêndoas, é o Natural Deli, restaurante com produtos orgânicos. O menu Natural Deli, por exemplo, é bem parecido e sai por 26 pesos. Traz: café com leite ou chá, pães tostados, geleias caseiras e o suco de laranja, que é menor.

No local, aliás, o forte são os sucos de frutas e as vitaminas batidas na hora. E a geleia tem pedaços de frutas... hmmmm!

O café também oferece jornais e revistas o que, aliás, é bem comum ver as pessoas sentadas ali lendo ou usando a rede de internet sem fio.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Tomo 1

Argentino, pero no mucho

O hotel Panamericano, onde o restaurante Tomo 1 está instalado, não chama tanto a atenção dos clientes, mas sua localização, convenhamos, é ótima: a poucos passos do Obelisco, na avenida 9 de Julio, em plena Buenos Aires. Do alto do prédio, local onde fica o restaurante comandado pelas irmãs Ada e Ebe Concaro, nem dá para perceber que estamos na capital argentina. A não ser pelo sotaque das pessoas que trabalham lá, começando pelo prestativo chef Federico Fialayre, filho de Ada, que cuida do salão.
 
O cardápio, embora seja de comida tipicamente argentina, não possui as famosas parrillas, mas influência europeia, especialmente francesa e italiana, com ingredientes locais. Para comer, que tal começar com Canapé ibérico com azeitonas e pimientos ou gravlax de salmão sobre canapé de brioche. Boa pedida também é a sopa fria de melão com granitas de colores. Como prato principal, vieiras gratinadas, Gigot de cordeiro salpicado com hongos boletus e pimenta negra. Para finalizar, patê à choux com perfume de maracujá. Entre um prato e outro, é claro, vinho argentino da melhor qualidade, seja branco ou tinto, uma vez que a adega tem capacidade para duas mil garrafas, justamente refletindo a vontade dos argentinos (e de seus visitantes) em degustar um bom vinho.

Por falar em vinho, o responsável é o próprio Federico que, embora tenha se formado em letras, começou a trabalhar na cozinha, depois foi garçom até virar directeur de sale. Mas foi durante estágios que fez em restaurantes na França que conheceu algumas especializações em vinho, antes de frequentar a escola para para sommelier. Então, ele aproveitou para conciliar as carreiras paralelamente: a de escritor de comida e vinho. Federico escreveu, durante muito tempo, para a revista de domingo do jornal Clarin, um dos maiores da capital argentina, no qual mantinha uma coluna de vinhos. Ele também contribuiu com diversas mídias especializadas e não-especializadas da Argentina, como La Nación, El Conocedor, Brando, Bacanal, Entrecasa, e também do exterior: Terra, Epicuro, Gula. Em 2008, seu trabalho lhe rendeu o Guia do Vinho Argentino, em colaboração com a renomada crítica Elisabeth Checa.

Lombo de javali com vegetais juliana e alfajor de batata-doce


Sofisticação
Sofisticação é um dos adjetivos que podemos dar ao Tomo 1. O ambiente refinado tem assinatura dos estúdios Pablo Sánchez Elía e Laura Tuvieron e é frequentado por muitos turistas, principalmente os que estão hospedados no hotel, mas também por alguns argentinos
que preferem o requinte que o ambiente oferece. A intenção dos arquitetos ao projetarem o ambiente era fazer com que a experiência gourmet e portenha se refletisse também no ambiente em que os pratos fossem degustados. Assim, entram em cena materiais
orgânicos, que fazem eco com a maneira artesanal como os Concaro trabalham na cozinha.
 
Para coroar as especialidades, o restaurante já ganhou prêmios, como o reconhecimento da cozinha e da adega, pela Académie Internationale de Gastronomie; primeiro prêmio de Artes Culinárias, pela Academia Argentina de Gastronomía; cinco estrelas no Diamond Award, primeira seleção do guia Fodor’s Choice, melhores restaurantes pela Time Out e outros tantos. 

Da próxima vez que for visitar Buenos Aires, aproveite para degustar ótimos pratos e sentir que sim, Buenos Aires é um pedaço da Europa na América do Sul.
A jornalista Tatianna Babadobulos viajou a Buenos Aires a convite do Silversea, do hotel Four Seasons Buenos Aires e da British Airlines

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

La Mansión, Buenos Aires

Fachada da La Mansión
Era uma mansão na rua Cerrito, em Buenos Aires, construída em 1916 pelo arquiteto Robert Prentice, sob encomenda de Felix de Alzaga Unzué, onde moraria com a sua noiva, Elena Peña. Hoje em dia é chamada de La Mansión, e faz parte da propriedade do hotel Four Seasons Buenos Aires desde 2001.

Ao todo, o casarão com forte influência francesa de Louis XIII oferece ao hóspede sete suítes, cinco salões de banquete, que podem ser alugados para ocasiões especiais, tal como no tempo em que Madonna esteve na capital argentina para o lançamento do seu longa-metragem Evita, sobre a vida de uma das figuras mais importantes do país, Eva Péron. Mas não foi apenas a musa do pop que esteve lá aproveitando a decoração Belle Époque rodeada de mármore importado. Outras personalidades também ocuparam o local, como: Michael Jackson, a atriz Catherine Zeta-Jones, o ator Hugh Grant, além dos brasileiros Fernando Henrique Cardoso, Xuxa e Pelé. Se quiser, também pode se hospedar aqui: a diária da suíte custa oito mil dólares. Ou simplesmente degustar o brunch, repleto de doce de leite e outros quitutes saborosos, que é servido todos os domingos, das 12h às 16h.

Salão l'Été é pintado de ouro 18 quilates
Com elementos arquitetônicos espanhóis, a casa levou três anos para ficar pronta. Os tijolos e as pedras para a fachada principal e para o exterior foram importadas de Paris. No saguão de entrada, iluminado por uma claraboia central arredondada, há uma escadaria de mármore e um vitral. As colunas de mármore, as molduras no teto trabalhadas e a parede de mármore (sendo metade de Carrara, metade de carvalho esloveno) completam a decoração. O salão principal é pintado de ouro 18 quilates, uma ostentação sem tamanho, mas muito comum para a época, principalmente porque Buenos Aires, no início do século 20, era conhecida como a “Paris da América do Sul”.

No primeiro andar, dois quartos principais, cada um com closet e banheiro privativo, tudo em mármore rosa português bege e verde claro. E um deles tem estilo inglês, embora o restante seja francês. As sete suítes do primeiro andar foram redecoradas para refletir a elegância experimentada pelo restante do local e apresentam um estilo neoclássico francês aperfeiçoado com tonalidades contemporâneas para completar o design confortavelmente elegante. As suítes Royale favorecem um estilo próximo ao Belle Époque italiano e as suítes do segundo andar incorporam estilo mais íntimo, utilizando projetos provinciais franceses, com estofamento da época, como Toile de Jouy, usado em painéis de paredes e tecidos.

Imponente escada na entrada
Já a suíte presidencial tem nada menos que 200 metros quadrados. A sala de banho, toda de mármore de Carrara, ganhou misturador de ouro. E há dois: um para ele e outro para ela, ambos com orquídeas na decoração. O closet tem armário para roupa de verão e outro para inverno, simples assim. Embora a mobília não seja original, uma vez que depois que a família se mudou, muita coisa precisou ser refeita e restaurada, foi toda adquirida de antiquário. 

A restauração aconteceu em 2007 e, como dizem, foi para transformar o hotel “da Belle Époque ao Wi-fi”. Ou seja: alta tecnologia para acesso a internet, além de televisores modernos, de LCD, mas, claro, sem perder todo o charme e a história que estão impressos na decoração, no ambiente, no serviço. Os espaços para reuniões, onde estão os afrescos, as colunas, os mármores e as superfícies de pedra parisiense original, adornados com detalhes de folhagem dourada, foram todos repaginados. Assim como o lustre das pedras de carvalho e cedro e o teto em estuque, comparados aos da Casa de Ópera de Colon, e, para tanto, foram utilizadas técnicas de limpeza. Para enriquecer os detalhes arquitetônicos do interior, assim como para melhorar a funcionalidade, nova iluminação foi incorporada.

A viagem no tempo é um dos pontos altos de La Mansión. E o melhor: bem pertinho daqui!

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A jornalista Tatianna Babadobulos viajou a Buenos Aires a convite do Silversea, do hotel Four Seasons Buenos Aires e da British Airlines

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