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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Taillevent


A poucos passos da avenida des Champs-Élysées e do Arco do Triunfo, o restaurante Taillevent está instalando na antiga mansão do duque de Morny. O diretor Jean-Marie Ancher e o chef de cozinha Alain Soliveres, no comando desde 2002 – e o sexto chef desde 1946 –, recebem o cliente em um ambiente refi nado, repleto de madeira e obras de arte.

Especializada em vinhos, a casa hoje em dia pertence à família Gardinier e é comandada por três irmãos, cujo savoir-faire está ligado ao vinho e à gastronomia francesa. Fundado em 1946, o restaurante começou a ser gerenciado e desenvolvido pela família Vrinat, que se transformou em proprietários e parceiros com os negócios do vinho.

Além de ser uma das mecas da cozinha francesa, o restaurante é a testemunha privilegiada da cultura, economia e política parisiense.

Em 1948, o Taillevent recebeu a sua primeira estrela Michelin, conceituado e respeitado guia que norteia a qualidade gastronômica. A segunda veio pouco tempo depois, em 1954. A terceira permaneceu de 1973 até 2007. “Queremos a terceira estrela de volta, mas não ficamos pensando nisso. Sabemos que é necessária uma combinação de comida e serviço”, explica um dos sócios.

Cardápio
O menu degustação Saveurs et Découverte (sabores e descoberta) traz oito pratos sugeridos pelo chef Alain e custa 195 euros por pessoa. No cardápio, o alerta: “Nossas carnes bovinas são nascidas, criadas e abatidas na França”.

A carta de vinho é dividida por região: Alsácia, Bordeaux brancos e tintos, Borgonha brancos e tintos, Provence, Vale do Loire, Vale do Rhône e outras. Os vinhos internacionais estão na parte “vinhos do mundo”: Eslováquia, Espanha, África do Sul, Austrália, Suíça, Nova Zelândia, Alemanha, Estados Unidos, Itália, Portugal e Líbano, sempre com a safra especificada.

Caso nenhum dos itens agrade ao cliente, o cardápio informa que há uma carta com outros 1.800 rótulos à disposição. Aqui, os preços partem de 28 euros, mas podem chegar a 1.800 euros. No livro, porém, o mais caro alcança o valor de 18 mil euros! Trata-se do Château Lafi te-Rothschild, safra 1846 (Bordeaux). Na adega, há três garrafas. “Eram quatro, mas, como o vinho evapora, mandamos para a fábrica e voltaram apenas três”, explica Pierre Bérot, responsável pela seleção dos vinhos no Groupe Taillevent.

Para saborear, desfi lam no cardápio carnes de cordeiro, pato, arroz de bezerro, filé bovino e outras. Como entrada, fois gras de pato, lagostinis, mil folhas de salmão defumado.

E como nenhum menu é completo se não tiver a sobremesa, as sugestões são Crêpe Suzette ao modo Taillevent, Mil Folhas, Fondante de maçã, torta de chocolate, sorvetes e sorbets. Tudo com aquela apresentação à francesa, de comer com os olhos!



Ambiente
O restaurante possui diversas salas. A Lamennais é um ambiente acolhedor, com obras de arte contemporânea e objetos de arte moderna, como os quadros de Naggar, as litografias originais de Friedlander e Piza. Já a sala Trianon apresenta mesas redondas, espaço luminoso.

Para um grupo de seis a 12 pessoas, Le Salon Guimet é intimista e o local onde o duque de Morny recebeu o imperador Napoleão III. Atualmente, o salão de estilo asiático é coberto de tapeçaria e laca vermelha, sinônimo de doador de vida e de prosperidade no pensamento asiático. Já o salão Saturne traz painéis de madeira da época de Louis XVI e funcionava o quarto do duque de Morny. A capacidade é de 10 a 36 pessoas.

Além do Taillevent, há dois meses a empresa inaugurou Les 110 de Taillevent, uma brasserie mais despojada e perfeita para um almoço rápido. Esta história, porém, fica para uma próxima vez em Paris.

Taillevent 15, rue Lamennais, Paris 8º arrondissement, tel.: (33) (0) 1 44 95 15 01

*A jornalista Tatiana Babadobulos viajou a Paris a convite do Comité Colbert

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Champagne

Em Reims, Praça Drouet, onde restaurantes disputam atenção dos visitantes


Em uma das minhas idas e vindas a Paris, decidi conhecer a região de Champagne, com visita a uma das inúmeras caves que aceitam passeios de turistas. A partir de Paris, comprei passagens (cerca de 30 euros por trecho) de trem (TGV), saindo da Gare de l’Est, e, em menos de uma hora depois, desembarcava em Reims. O trajeto também pode ser feito de carro, percurso no qual o turista pode ir parando no caminho. Nesse caso, são 150 quilômetros de Paris.

É em Champagne, esta região localizada no noroeste da França, o local onde se produz a bebida de mesmo nome feita a partir do vinho e cheia de borbulhas perfeita para comemorações. Se não for fabricada aqui, ela vai ter outro nome, que pode variar, por exemplo, entre prosecco, espumante, cava, sidra e assim por diante.

O nome correto da região é Champagne-Ardenne. Uma lei de 1927 delimita a área de produção controlada (Appellation d’Origine Contrôlée - AOC), que compreende 34 mil hectares em cinco sub-regiões: Marne, Aube, Aisne, Haute-Marne e Seine-et-Marne, que produzem as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. O tesouro, porém, é guardado sob toda a terra na qual se pisa. Isso porque é no subsolo que estão as caves dos grandes e dos pequenos produtores de champanhe. Ao todo, são 250 quilômetros (150 km só em Reims) de caves e galerias que guardam as 300 milhões de garrafas produzidas por ano. Só a França consome 180 milhões delas. O restante segue para o mundo. O Brasil, aliás, já é um dos consumidores assíduos da bebida.


Catedral Notre-Dame de Reims
É verdade que muitos visitantes escolhem o local para desfrutar do vinho espumante, mas há muito o que se fazer em Reims, por exemplo. A começar com a Catedral Notre-Dame de Reims, uma das maiores realizações da arte gótica da Europa. Não é à toa, aliás, que ela remete à bela Catedral de Notre-Dame de Paris. Representante do século 13, a catedral é única por seu estilo, brilho e coleção de estátuas. O local também já foi palco de diversas coroações reais. Quando estive por lá, sua fachada passava por restauração.

Na rua principal, diversos restaurantes colocam suas mesas nas calçadas durante a primavera e o verão europeu a fim de disputar as atenções dos turistas. Há ainda parque de diversões para entreter as crianças e galerias com inúmeras lojas, inclusive as que comercializam o bom champanhe, de diversas maisons.

Se tiver mais tempo em Reims, programa cultural não falta. Próximo à Catedral está o escritório de turismo da cidade. É um local confuso, sem muita informação, mas pelo menos há um guia de bolso com os endereços das maisons e dos principais pontos turísticos. Há museus, capelas e até mesmo caves para serem visitadas, já que quatro de seus monumentos são considerados Patrimônios Mundiais da Humanidade pela Unesco (Catedral Notre-Dame, Basílica Saint-Remi, Palácio do Tau e Museu Abbaye Saint-Remi).

Como a visita que havia agendado era na Moët & Chandon, localizada em Épernay, peguei um outro trem, com duração de menos de 20 minutos. O tíquete, que custa 6 euros, pode ser comprado na própria estação, inclusive nos terminais eletrônicos, com ajuda do cartão de crédito.

Visitante tem a oportunidade de conhecer como ficam armazenadas as garrafas de champanhe
Épernay
Épernay fica ao sul, no Vale do Marne. Aqui, a avenida principal não poderia ter outro nome, senão Avenue de Champagne. Além da Moët & Chandon, estão também em Épernay Bollinger, Perrier-Jouët, Mercier, Pol Roger. Já em Reims, podem ser visitadas a Veuve Clicquot Ponsardin, Piper Heidsieck, Pommery, G.H. Mumm, Taittinger, Lanson, Ruinart, Ayala, Deutz e outros produtores.

Antes de visitar a cave (que é preciso agendar com antecedência), aproveitei para dar um passeio a pé pelo centrinho, e comer algo, já que a visita geralmente inclui degustação. Como saí cedo de casa, comi uma baguete comprada na boulangerie da praça.

O agendamento foi feito para o grupo com guia que falaria francês, mas, para minha surpresa, o guia também falava português, embora os outros visitantes preferissem o idioma nativo. Sendo assim, tirei uma dúvida ou outra com o especialista durante o passeio que conta a história de duas famílias: Moët e Chandon.

Criada no século 18, Moët & Chandon é atualmente proprietária de um território rural que cobre mais de mil hectares, e suas caves possuem a maior extensão de toda a região de Champagne. Durante o passeio, o visitante anda por seus corredores e conhece o local onde as garrafas descansam antes de ficarem prontas até serem levadas para o mercado nacional ou exportadas. Ao fundo, trancada com correntes e cadeado, há um dos primeiros exemplares da bebida. O preço? Impagável, disse o guia.


Edição especial de Dom Pérignon
Depois das explicações, chega a hora mais esperada: a da degustação. Uma taça por pessoa, dependendo do pacote que comprou. Na sequência, funciona como nos parques de diversão da Disney: antes da porta de saída está a lojinha. E lá há várias opções, principalmente as safras especiais, modelos recém-lançados e que geralmente só chegam ao Brasil três, quatro meses depois, a outros preços, é claro. Por todos os lados, fotos da atriz Scarlett Johansson, musa da maison, que estrela suas campanhas publicitárias, com imagens de duplo sentido.

Durante o passeio, se bater uma sede, procure por um local onde vende a bebida produzida ali mesmo! Você não vai se arrepender!

Agende a visita
Ayala
Bollinger
Deutz
G.H. Mumm
Lanson
Mercier
Perrier-Jouët
Piper Heidsieck
Pommery
Pol Roger
Moët & Chandon
Ruinart
Taittinger
Veuve Clicquot Ponsardin

Mais informações
Champagne
Épernay
Reims

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Le Sud

Na Recoleta, um dos bairros mais charmosos da capital argentina, estão os melhores hotéis, as lojas mais imponentes. O local foi apelidado de art district, uma vez que existem diversos e renomados antiquários e as mais importantes galerias de arte da cidade. E é lá também que está localizado o Le Sud, único restaurante do hotel Sofitel Buenos Aires Arroyo, cuja cozinha é comandada pelo chef francês Olivier Falchi.

O ambiente, ao mesmo tempo elegante e despojado, reúne os turistas que se hospedam no hotel, mas também pessoas que aparecem por ali para saborear deliciosos pratos franceses. A decoração, composta pelas cores bege e preto, com cristais vermelhos nas mesas, dão o clima aconchegante. Detalhe também para os pisos de mármore Boticcino. As grandes janelas permitem que o cliente se esconda do frio (ou do calor), mas ao mesmo tempo não abra mão da vista para a charmosa Calle Arroyo. E como se trata de um ambiente romântico, a pouca iluminação e as velas nas mesas tornam o ambiente sofisticado e íntimo.

À frente da cozinha desde agosto de 2009, Olivier divide as tarefas com o sommelier Pablo Rodriguez, que auxilia os clientes a combinarem seus pratos com os ótimos vinhos, principalmente os argentinos que traz na carta. 

Em taças e copos de cristais, podem ser degustados espumantes argentinos muito bons, como o Baron B. Rosé, indicado para acompanhar frutos do mar e peixes leves, por exemplo,  ótimas pedidas principalmente no calor. O restaurante extenso menu com entrada, prato, sobremesa, além do couvert deliciosoformado por pães variados e patês, incluindo Terrine de foie gras.

Para começar, que tal experimentar uma Sopa de cebola gratinada com pão de campo e queijo ou Salada de langostin al Merken. Como prato principal, delícias como Medalhão de salmão grelhado com molho de abóbora e limão. Para finalizar, a difícil escolha continua. Na dúvida sobre o sabor do Crème Brûlée, peça a degustação do trio, composto pelo tradicional, o de chocolate e o preparado com a iguaria argentina: dulce de leche. Outra maravilha é o doce Beignets de ananá brasileño y crema inglesa al jengibre: uma delícia feita com o abacaxi envolvido em uma casquinha acompanhado com sorvete de creme e gengibre. Hmmm!

Le chef
Na Argentina desde 1998 para trabalhar como cozinheiro, Olivier conta que adorou a cidade desde quando chegou. “O lado europeu e familiar, além da qualidade de vida. O argentino é um povo muito acolhedor”, completa. Em 1999, conheceu sua esposa, Maria Fernanda, uma atriz conhecida na cidade. “E estou aqui há 13 anos.”

No cardápio do Le Sud há mistura das culinárias francesa e argentina. Por exemplo, o Crème Brûlée, uma sobremesa preparada com um creme de baunilha muito comum na França. Aqui, porém, Olivier a faz com o delicioso dulce de leche. “Não encontro dificuldades. Uma vez que viajei, sempre soube que teria de me adaptar ao país em que estivesse. Com a experiência, experimento os produtos argentinos na cozinha que eu faço hoje no Le Sud.”

Sobre as características de cada cozinha, francesa e argentina, Olivier cita alguns pratos. “Penso que a cozinha francesa, pra mim, é representada pelo foie gras, com sua nobreza e qualidade. A argentina é o Asado, pela qualidade de sua carne, sua classificação festiva e de se reunir com amigos ou família para saborear uma boa refeição.”

Membro da Academia de Culinária da França e do instituto Les Toques Planches, Olivier também já foi chef do Hotel Sofitel Arc de Triomphe, em Paris, antes de chegar à cidade portenha. Ainda em Buenos Aires, trabalhou no Hotel Madero by Sofitel – Restaurante rëd Resto & Lounge, Buenos Aires, de 2004 a 2008.

Ele também ganhou alguns prêmios, como Puesto en la selección Argentina del Cucharon de Oro, em 2003 e 2006, primeiro prêmio no Torneo Nacional “Buscando al Menú Argentino”, Hotelga 2005. Na França, recebeu outros prêmios, como Cidadão Ilustre da cidade de Auch, na França, selecionado para o Bocuse d’Or 2009 e diploma de honra da Academia Culinaria Francesa em 2007.

Sofitel Buenos Aires Arroyo Calle Arroyo 841, Buenos Aires, tel.: 54 (11) 4131-0125

quarta-feira, 9 de março de 2011

Café da manhã em Buenos Aires

Freddo oferece diversas opções para o café da manhã

Que tal tomar um café da manhã gostosinho em Buenos Aires? Se nos hotéis temos opções como media luna com doce de leite e outras delícias gordurosas, a soeveteria Freddo - com diversas unidades na cidade - tem também ótimas opções para começar bem o dia. 

Uma dica para o desayuno é o menu que contém duas tostadas acompanhadas de queijo (um tipo de requeijão) e geleia de fruta, café com leite ou chá e suco de laranja. Tudo por 16 pesos, ou seja, pouco menos de R$ 8. No Rio de Janeiro, provei um menu parecido por R$ 12, tal como escrevi aqui.

Aqui, o bom é aproveitar as mesinhas do lado de fora que algumas unidades possuem, além dos jornais e revistas do dia. Para completar, a rede wi-fi é gratuita.

Menu do Natural Deli: pedaços de frutas na geleia!

Um pouco mais caro, mas com mais pães, inclusive uns deliciosos com pedaços de amêndoas, é o Natural Deli, restaurante com produtos orgânicos. O menu Natural Deli, por exemplo, é bem parecido e sai por 26 pesos. Traz: café com leite ou chá, pães tostados, geleias caseiras e o suco de laranja, que é menor.

No local, aliás, o forte são os sucos de frutas e as vitaminas batidas na hora. E a geleia tem pedaços de frutas... hmmmm!

O café também oferece jornais e revistas o que, aliás, é bem comum ver as pessoas sentadas ali lendo ou usando a rede de internet sem fio.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Paris, além da Torre Eiffel

Paris pode ser muito mais que a Torre Eiffel
Melhor do que ir a Paris, é voltar a Paris. Isso porque, na primeira vez, tem-se a obrigação de fazer alguns passeios, conhecer o trivial. Mas ver tudo na estreia é impossível, até porque a cidade oferece diversas opções de cultura e entretenimento que quatro dias, uma semana, não são suficientes. Portanto, voltar a Paris é ter novamente a oportunidade de continuar de onde se parou, de rever os melhores momentos e de explorar tantos outros.

Pont Alexander III: uma das mais belas sobre o Sena
Então, nada de Torre Eiffel, Arco do Triunfo, Museu do Louvre. Quando se volta a Paris, é a oportunidade de visitar cafés e restaurantes da moda, fazer compras, passear, passear, passear. E, quando quiser dar uma parada para descansar, ou simplesmente fazer nada, caminhe à margem do Rio Sena, contemple suas pontes (a Alexandre III é linda!, a des Arts é mítica), escolha um dos lindos parques e jardins, acomode-se em um dos bancos do Jardin des Tuileries, do Jardin du Louxembourg, da Place des Vosges e veja a vida passar lentamente.

Sair sem destino. Essa é uma das boas pedidas na capital francesa. Escolha um arrondissement e vá caminhando. Por ser uma cidade plana (com exceção da região de Montmartre), Paris convida o visitante a andar. E, assim, é possível descobrir novidades sempre, principalmente no quesito bistrôs e cafés. Não se limite aos mais conhecidos (passe longe do Starbucks Coffee, esse tem aqui!), pare, entre, conheça as novidades, experimente as baguetes durante um almoço rápido, coma um macaron de framboesa ou de chocolate como sobremesa, abuse do vinho nacional.

Le Saut du Loup: restaurante no Musée des Arts Décoratifs
Foi assim, aliás, que conheci o restaurante Le Saut du Loup, que fica no Musée des Arts Décoratifs, próximo ao Musée du Louvre. Das mesas na varanda tem-se a visão, de um lado, da pirâmide do museu mais famoso do mundo; do outro, a Torre Eiffel. E, se for no verão, quando o sol se põe por volta das 22h, o visual no horizonte é incrível! Para beber, o local oferece uma extensa carta de vinhos, inclusive champagnes. Para comer, Salmão ao molho pesto e tagliatelle, Costeleta de vitela ao parmesão e purê de batatas, Pernil de cordeiro assado com ervas e legumes.

Ainda no quesito gourmet, caso prefira um mais convencional, ou seja, um típico restaurante francês, a Brasserie Lutetia, localizada no Hôtel Lutetia (que fica na Rive Gauche e completa 100 anos), é descontraído e perfeito para um almoço. Só não se esqueça de fazer a reserva, ou você pode chegar e ficar apenas olhando os outros se esbaldarem.

Les Ambassadeurs: com autêntico serviço à francesa
Agora, se você é do tipo que prefere compartilhar um belo jantar ao lado da aristocracia francesa (ok, há muitos turistas lá também!), sua opção pode ser o Les Ambassadeurs, no Hôtel de Crillon (próximo à Place de la Concorde), que foi reinaugurado recentemente. Ocupando o antigo salão de baile do hotel, o restaurante oferece uma gastronomia reconhecida como uma das melhores da capital francesa. O lugar impressiona por sua grandiosidade e pompa, mas também por sua decoração estilo Luis XV, e concebida à época pelo arquiteto Jacques-Anges Gabriel: marchetaria com seis diferentes tipos de mármore e imponentes lustres de cristal. A carte traz pratos com coelho, foie gras, lagosta, caviar, sempre leves e saborosos, no melhor estilo francês. Na parte de vinhos, há brancos, tintos e champagne, todos nacionais, é claro.

Moderno
A tal globalização, aliás, trouxe um quê de modernismo, ainda que os parisienses não gostem tanto dessas inovações. No metrô, onde era possível ver os passageiros lendo seus livros ou o noticiário gratuito que lá é distribuído entre uma viagem e outra, hoje em dia a maioria fica de olho em seus celulares, já que existe sinal, trocando mensagens, jogando, fotografando.
Outra prova é a presença maciça da Apple – um ícone tipicamente americano. Já são duas lojas na capital francesa: uma no Carrousel du Louvre e outra próxima ao metrô Opéra, que foi inaugurada recentemente.

Ver filas enormes na porta dos museus (principalmente no primeiro domingo de cada mês, quando a entrada é gratuita), ou até mesmo na porta da Chanel ou da Louis Vuitton vá lá, mas nunca imaginei que ela se formaria na Apple, quando chegou o iPhone 4 no país, em junho. Ali, presenciei turistas e moradores que dividiam a ansiedade em conseguir nem que fosse tocar no aparelho criado pela empresa de Steve Jobs.

Quem já tem o aparelho, mesmo que seja versões anteriores, ou até mesmo o iPod Touch, pode se valer de um poderoso aplicativo, o Metro Paris Subway, que inclui os mapas oficiais do metrô e de trens, além de oferecer uma precisa localização das ruas com ajuda do Google Maps.
Para conseguir conexão sem fio (wi-fi), aliás, a Mairie de Paris (prefeitura) disponibiliza diversos pontos: ao todo, são 400 locais, nos 20 arrondissements parisienses: em jardins, bibliotecas, museus. Cada um tem duas horas gratuitas por dia e, para saber onde encontrar, este mapa oferece as localizações. Boa viagem!

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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Café da manhã no Rio

Café da manhã: suco de laranja, croissant e, claro, café com leite
Nada como começar bem o dia com um delicioso café da manhã. E, ao invés de tomar em casa, que tal ir à padaria, ou ao café mais próximo? A padaria perto da minha casa serve um bufê por quilo com toda sorte de cereais, iogurtes, frios, frutas e, claro, pães, café, chá, sucos... Gosto de lá, mas também me animo com um simples pão na chapa, um queijo quente quando a fome é maior e, como dizem, uma média. No Rio de Janeiro, cidade para onde fui no último feriado, escolhi dois locais para o petit déjeuner.


O primeiro foi o Cafeína, que tem unidades em Copacabana, onde fui, e também no Leblon, em Ipanema e em Botafogo. No cardápio, há várias opções, todas com café espresso, café com leite, chá, chocolate ou capuccino incluso. Para comer, há diversos combos, como o expresso (com minibaguete, manteiga, geleia e requeijão), simples (que ao anterior acrescenta suco de laranja, queijo minas, peito de peru), natural (suco de laranja, pão 8 grãos, minibaguete cereais, 1/2 mamão papai, queijo minas, peito de peru, iogure com granola, manteiga, requeijão, geléia e mel). E ainda tem o que inclui ovos mexidos, ou outro para duas pessoas, infantil etc.



No outro dia, escolhi o The Bakers, que também tem loja em Copacabana e em Ipanema. O cardápio dos dois, aliás, não muda muito (nem o preço, que começa em R$ 12,90).  Aqui, o combo expresso inclui minibaguete ou croissant, geleia e manteiga. E o Good Morning Breakfast equivale ao simples do Cafeína.

Se o preço e os itens entre os dois não mudam muito, a qualidade do The Bakers é um pouco superior. O atendimento, porém, deixa a desejar, com o serviço lento e as garçonetes mal-humoradas, no melhor estilo, digamos, francês... O que não é o caso do Cafeína, que tem garçonetes sorridentes e atenciosas.

Não tive tempo de experimentar, mas o Colher de Pau, onde tem o melhor brigadeiro, segundo a Veja Rio, também serve café da manhã completo. Quem sabe, da próxima vez!


Independentemente dos acompanhamentos, do local ou do atendimento, um bom café da manhã, cá entre nós, tem de começar mesmo com bom humor e, obviamente, com um bom (e grande) café com leite!

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Sobremesas

Diz o ditado: "cuisiner est un acte d'amour" ("cozinhar é um ato de amor"). Mas eu é que não vou me dedurar e dizer que comi sobremesas deliciosas em Paris. Primeiro, porque é redundância (todo mundo sabe que os doces franceses são di-vi-nos); segundo, porque são "engordativos" na mesma proporção em que são saborosos, bem-apresentados e assim por diante.

Porém, não consegui resistir de fotografar e comentar sobre pelo menos dois:

A sobremesa preparada com sorvete de abacaxi, macaron de morango e amêndoas do Le Procope (13 rue de l'Ancienne Comédie, 75006 ), o café mais antigo da cidade, fundado em 1686. O azedinho do sorbet se mistura com o doce da coberta e a crocância das amêndoas! Um detalhe: o serviço do restaurante não condiz com o sabor dos pratos, isso porque os garçons demoram até para trazer uma água com gás e te ignoram boa parte do tempo.

Spécial Tout Chocolat, uma espécie de brownie com sorvete de chocolate e calda quente do Chez Gabrielle (7 rue de l'Étoile, 75017). Esse dispensa comentários, tem que provar! O serviço, ao contrário do anterior, é ótimo e o clima de bistrô (pequeno e aconchegante) faz as coisas ficarem ainda melhores.