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domingo, 27 de junho de 2010

Caetano Veloso


Caetano Veloso apresentou hoje seu show em La Defense, perto de Paris. No local, brasileiros e estrangeiros curtiram o som do músico brasileiro, ainda que ele não tenha cantado suas composições mais conhecidas (pelo menos até o horário que eu consegui ficar vendo a apresentação).
Grande Arche, em La Defense, no fundo do palco de Caetano

O local é bem simpático, mas, apesar do horário (a partir das 19h),
o sol ainda estava muito forte e fazia muito calor.


De camiseta amarela, Caetano falou português e
francês com o público presente

domingo, 6 de junho de 2010

Museus

Domingo é dia de passear em Paris. No primeiro domingo do mês, porém, é dia de ir ao museu. Por quê? Porque eles são gratuitos (e quem não gosta de econimizar, por exemplo, uns 11 euros?). Mas, claro, há outro preço a se pagar: entrentar as enormes filas que se formam na entrada e também em frente às obras.

Decidida a rever algumas coisas no Musée du Louvre (estive lá em 2002), sabia que não seria fácil, mas fui consciente. Entretanto, uma coisa eu fiz certa: tomei o metrô e desci na estação Palais Royal Musée du Louvre. Isso significou minutos a menos na fila de entrada, uma vez que, olhando do alto, pude acompanhar o enorme caracol que se formava na entrada principal, ou seja, pela pirâmide.

A multidão, é claro, só procura uma obra: a Mona Lisa. E o museu faz questão de ir mostrando o caminho com as placas e também com o mapa distribuído na entrada.

Olha a multidão na minha frente!

Em frente à Mona Lisa, a Gioconda de Leonardo da Vinci, uma multidão se aglomerava, se acotovelava. Chegar pertinho, nem pensar.

Como se sabe, a Mona Lisa está em uma parede protegida por um vidro a prova de balas. No entanto, na minha memória, o vidro era um pouco maior apenas que o quadro. Hoje, vi que ele é enorme, tem muito mais de um metro de vidro de cada lado. Será que minha memória está me traindo ou a proteção foi mudada nesses oito anos de intervalo? Bom, em casa eu tenho uma foto que tirei ainda com filme e depois vou tirar a dúvida.

Saí do Louvre (impossível ver tudo em apenas um dia, imagina querer ver tudo com a multidão te levando...), e tentei ir ao L'Orangerie, mas estava cheio. Optei pelo Musée D'Orsay que também tinha uma fila imensa, mas como trata-se de um prédio grande, perdi menos de uma hora em pé.

Lá dentro não pode fotografar. E por conta de uma reforma no andar onde ficam as obras de Claude Monet, por exemplo, a administração do museu decidiu agrupar os impressionistas e os pós-impressionistas no térreo mesmo. Estão lá, um ao lado do outro: Degas, Monet, Manet, Renoir, Van Gogh, Gaugin, Toulousse-Lautrec, Matisse...

Esta foi a terceira vez que estive neste museu, nas três vezes que vim a Paris. A cada vez foi especial por algum motivo, e eu simplesmente não me canso de admirar as obras, mas também a arquitetura do museu que um dia foi uma estação de trem.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Calor e noite em Paris

Calor em Paris e muitos carros na Place de la Concorde

Eu sei que tinha prometido contar mais histórias de Paris, mas não tenho encontrado muito tempo para isso. No verão europeu, o sol na capital francesa nasce antes das 6h e se põe quase 22h. Então, como neste horário geralmente já estou eu casa, ainda não tinha vista desta vez a tal "Cidade Luz".

Mas foi ótimo ter esperado, porque depois de uma semana chuvosa, o sol resolveu aparecer e há três dias ele brilha imponente. Além do sol, claro, o calor. Os franceses, aliás, estão preocupados com a tal Canicule, uma onda de calor que conhecemos bem no Brasil: um calor sem vento, aquele bafo que... enfim, não preciso explicar.

Bom, mas como eu ia dizendo, ontem passeei pela cidade com o sol a pino e vi que os turistas, principalmente, saíram da toca: as ruas de Paris estão lotadas e há sotaques e idiomas do mundo inteiro: os asiáticos, claro, mas europeus, americanos, turistas franceses que vêm para a capital aproveitar o verão. E com um monte de turistas, há filas na banca de sorvete e, como está aqui, na Ladurée, a loja de doces que faz os famosos macarons. Ainda não os experimentei, mas uma caixinha com seis custa 13 euros. A unidade pequena sai por R$ 1,50 (multiplique por R$ 2,50 mais ou menos para saber quanto pagar em reais).

Ontem, então, foi o dia de ver Paris a noite e por que ela é conhecida como Cidade Luz. Nâo tenho uma máquina superpotente, tampouco sou fotógrafa. No entanto, vou tentar mostrar um pouco do que vi ontem após às 22h.



quinta-feira, 27 de maio de 2010

Enfim, Paris

Esta é a minha terceira vez em Paris, mas todas parecem ser a primeira, pois tem tanta coisa para fazer nesta cidade, então há sempre descobertas. Cheguei nesta manhã na capital francesa, mas ainda estou atrapalhada com o fuso horário, uma vez que aqui são cinco horas a frente do Brasil. Enquanto o sono não vem, vou contar um pouco do que fiz para chegar aqui!

A ideia de vir estudar em Paris martela a minha cabeça há um ano. Ah não, corta.

Foi a partir da última vez que estive em Paris, em 2007, que decidi que queria estudar francês. A ideia já me instigou na primeira vez, em 2002, uma vez que foi um pouco complicado me virar aqui só com o inglês. Afinal, a lenda é verdadeira: a maioria dos franceses tem aversão ao inglês, mas, posso garantir, que com bonjour, s'il vous plâit etc., nunca passei fome ou deixei de conhecer os lugares que eu queria.

Até procurei uma escola na ocasião quando voltei, mas os cursos para débutant (iniciante) eram apenas durante a tarde, e como eu já trabalhava, ficou inviável. No entanto, como voltei a Paris no final de 2007, comecei a pensar em estudar e tive a brilhante ideia de fazer as aulas particulares. Foi quando, em julho de 2008, conheci Cleide, minha professora, que me fez entender e amar o francês cada vez mais.

E foi também incentivada por ela, que a ideia de estudar francês em Paris veio me perseguindo há mais de ano. Isso porque as filhas dela já estudaram na Alliance Française e seria uma boa para eu aprender o idioma e aproveitar uma viagem na qual eu pudesse aplicar a língua no dia-a-dia.

Para isso, porém, era preciso tempo e dinheiro. Tentei vir a Paris no início de 2009, mas com o boom da crise financeira internacional meu chefe no jornal me aconselhou esperar e adiar o projeto para o segundo semestre. A gripe suína e o meu envolvimento em um projeto no trabalho me fizaram desistir da viagem. Desistir não, nunca, mas adiá-la.

Foi, portanto, no Ano Novo, quando eu tirei uns dias de férias na praia e fiz uma retrospectiva do que eu tinha feito por mim, mas também o que eu queria para a minha vida no próximo ano (as tais promessas de Ano Novo, manja?), me fez reascender a chama que dizia: do primeiro semestre não passa.

A partir de então, comecei a coletar informações, ver preços, juntar dinheiro, estudar ainda mais o idioma para eu dar continuidade ao projeto para que ele se tornasse realidade.

Depois de ver o curso na Alliance Française que eu queria fazer (três vezes por semana, três horas por dia para não sufocar) durante três semanas, procurar apartamentos em um lugar bacana da cidade, foi a vez de conversar com o chefe e mostrar a importância da viagem, a duração e, claro, que eu tinha dias de férias vencidas.

Demorou um pouco para encontrar o apartamento perfeito: ou era muito longe, ou muito caro, ou muito pequeno. O jeito foi ser maleável e, obviamente, uma vez que estamos falando da cidade mais cara do mundo, abrir a carteira.

O estúdio que aluguei via internet (com recomendação do site pela Cleide, bien sûr) é pequeno, tem 25 metros quadrados, mais ou menos, mas maior que o que eu tinha visto de 13... Mais caro que o de 36 no 12eme. Mas estou no Rive Gauche: depois que andei duas ruas, já avistei a Tour Eiffel.

Como comparou um amigo, estou nos Jardins, o bairro posh de São Paulo onde, aliás, as coisas no mercado (sim, aqueles mercadinhos de bairro que costumávamos ter antes da invasão da rede Pão de Açúcar etc.) são mais caras. Mas, como dizem, para tudo na vida há um preço.

Enfim, por aqui vou ficar 31 dias (e lá se vai o primeiro). Vamos ver se consigo contar um pouco do dia-a-dia em Paris.