domingo, 6 de junho de 2010

Museus

Domingo é dia de passear em Paris. No primeiro domingo do mês, porém, é dia de ir ao museu. Por quê? Porque eles são gratuitos (e quem não gosta de econimizar, por exemplo, uns 11 euros?). Mas, claro, há outro preço a se pagar: entrentar as enormes filas que se formam na entrada e também em frente às obras.

Decidida a rever algumas coisas no Musée du Louvre (estive lá em 2002), sabia que não seria fácil, mas fui consciente. Entretanto, uma coisa eu fiz certa: tomei o metrô e desci na estação Palais Royal Musée du Louvre. Isso significou minutos a menos na fila de entrada, uma vez que, olhando do alto, pude acompanhar o enorme caracol que se formava na entrada principal, ou seja, pela pirâmide.

A multidão, é claro, só procura uma obra: a Mona Lisa. E o museu faz questão de ir mostrando o caminho com as placas e também com o mapa distribuído na entrada.

Olha a multidão na minha frente!

Em frente à Mona Lisa, a Gioconda de Leonardo da Vinci, uma multidão se aglomerava, se acotovelava. Chegar pertinho, nem pensar.

Como se sabe, a Mona Lisa está em uma parede protegida por um vidro a prova de balas. No entanto, na minha memória, o vidro era um pouco maior apenas que o quadro. Hoje, vi que ele é enorme, tem muito mais de um metro de vidro de cada lado. Será que minha memória está me traindo ou a proteção foi mudada nesses oito anos de intervalo? Bom, em casa eu tenho uma foto que tirei ainda com filme e depois vou tirar a dúvida.

Saí do Louvre (impossível ver tudo em apenas um dia, imagina querer ver tudo com a multidão te levando...), e tentei ir ao L'Orangerie, mas estava cheio. Optei pelo Musée D'Orsay que também tinha uma fila imensa, mas como trata-se de um prédio grande, perdi menos de uma hora em pé.

Lá dentro não pode fotografar. E por conta de uma reforma no andar onde ficam as obras de Claude Monet, por exemplo, a administração do museu decidiu agrupar os impressionistas e os pós-impressionistas no térreo mesmo. Estão lá, um ao lado do outro: Degas, Monet, Manet, Renoir, Van Gogh, Gaugin, Toulousse-Lautrec, Matisse...

Esta foi a terceira vez que estive neste museu, nas três vezes que vim a Paris. A cada vez foi especial por algum motivo, e eu simplesmente não me canso de admirar as obras, mas também a arquitetura do museu que um dia foi uma estação de trem.

sábado, 5 de junho de 2010

Tênis

Na edição de 1. de junho do diário "20 Minutes" há uma notícia sobre a partida de tênis, em Roland Garros, da qual participaram o brasileiro Thomaz Bellucci e o espanhol Rafael Nadal. O morador de Alphaville, que foi derrotado por três sets a zero (6-2, 7-5, 6-4), em um jogo que durou 2h33, conseguiu, com seu braço esquerdo, melhorar principalmente no segundo set, mas Nadal foi capaz de apertar o jogo e evitar piores surpresas.

Ao periódico, Bellucci afirmou que foi, “de longe, a partida mais dura” que enfrentou desde o começo do torneio. “Estou feliz, pois tenho a impressão que meu nível melhorou”, constata. “Contra ele (Nadal), a gente pensa ter terminado o ponto, mas a bola volta sempre”, lamenta.

Mesmo tendo ganhado até agora, Nadal afirma não ser o favorito para o título de Roland Garros: “Não sou o favorito do torneio, mas eu sei que posso ganhá-lo”, se contradiz.

Futebol

A França está confiante de que a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul terá boa audiência na televisão. Isso porque o amistoso entre França e Tunísia no domingo, 30 de maio, reuniu, no canal TF1, 8,6 milhões de telespectadores, o que equivale a 35,1% de share. O jogo, aliás, terminou em 1 a 1, o que foi considerado fraco, principalmente porque a Tunísia não foi classificada para o Mundial da Fifa.

Na edição de 1º de junho, o gratuito “20 Minutes”, que é distribuído principalmente nas estações de metrô de Paris, afirma que, a 12 dias do mundial, o ex-capitão da seleção francesa, Thierry Henry, titular durante 12 anos (uma vez que ele começou a jogar em 1998, quando a França foi a campeã do mundo), deverá começar no banco, segundo o treinador Raymond Domenech, que vai adotar o sistema 4-3-3.

A França, que divide o Grupo A com Uruguai, África do Sul e México, começa a jogar no dia 11 de junho contra o Uruguai.

sexta-feira, 4 de junho de 2010

Calor e noite em Paris

Calor em Paris e muitos carros na Place de la Concorde

Eu sei que tinha prometido contar mais histórias de Paris, mas não tenho encontrado muito tempo para isso. No verão europeu, o sol na capital francesa nasce antes das 6h e se põe quase 22h. Então, como neste horário geralmente já estou eu casa, ainda não tinha vista desta vez a tal "Cidade Luz".

Mas foi ótimo ter esperado, porque depois de uma semana chuvosa, o sol resolveu aparecer e há três dias ele brilha imponente. Além do sol, claro, o calor. Os franceses, aliás, estão preocupados com a tal Canicule, uma onda de calor que conhecemos bem no Brasil: um calor sem vento, aquele bafo que... enfim, não preciso explicar.

Bom, mas como eu ia dizendo, ontem passeei pela cidade com o sol a pino e vi que os turistas, principalmente, saíram da toca: as ruas de Paris estão lotadas e há sotaques e idiomas do mundo inteiro: os asiáticos, claro, mas europeus, americanos, turistas franceses que vêm para a capital aproveitar o verão. E com um monte de turistas, há filas na banca de sorvete e, como está aqui, na Ladurée, a loja de doces que faz os famosos macarons. Ainda não os experimentei, mas uma caixinha com seis custa 13 euros. A unidade pequena sai por R$ 1,50 (multiplique por R$ 2,50 mais ou menos para saber quanto pagar em reais).

Ontem, então, foi o dia de ver Paris a noite e por que ela é conhecida como Cidade Luz. Nâo tenho uma máquina superpotente, tampouco sou fotógrafa. No entanto, vou tentar mostrar um pouco do que vi ontem após às 22h.