quinta-feira, 10 de junho de 2010

Brasil na imprensa francesa

A Copa do Mundo da África do Sul começa amanhã e hoje o diário "20 Minutes" soltou uma edição especial sobre o evento, além de sua edição normal. Em ambos exemplares, o jornal gratuito fala da Seleção Brasileira.

Na edição regular, que está ao lado direito da foto, a matéria ocupa meia página do tablóide e faz um comparativo sobre Brasil e Argentina. Ai ai ai.

Na verdade, a reportagem escrita por Antoine Maes, enviado especial a África do Sul, apresenta os dois times como "os dois melhores inimigos da América do Sul têm perfis muito diferentes". Isso porque ele acredita que embora os dois sejam os favoritos por terem os melhores jogadores do mundo, a rivalidade de ambos é legendária. Isso, aliás, para nós, nem precisaria ser dito. O porém fica por conta dos perfis táticos entre os dois times, que são diferentes.

Com Diego Maradona, a Argentina é mais ofensiva, com Tevez, Messi, Melito, Higuain. Do outro lado, no Brasil, quando Dunga não convocou nem Adriano nem Ronaldinho, "passou a chave de seu ataque a Luis Fabiano e Robinho, mostrando ser uma equipe com perfil mais defensivo".

Na edição especial sobre a Coupe du Monde, o artigo do "20 Minutes" do mesmo Antoine Maes fala sobre os jogadores que também jogam pela Inter de Milão: Julio Cesar, Maicon e Lucio. E finaliza com uma frase de Dunga, que jogou na defesa em 1994 e, talvez por isso, a característica na equipe seja mais defensiva: "Se estou lá, é para ganhar. O resto não me importa". E o repórter conclui: "Pois, mesmo no Brasil, ganhar ainda é a melhor forma de silenciar as críticas". Concordo.

domingo, 6 de junho de 2010

Museus

Domingo é dia de passear em Paris. No primeiro domingo do mês, porém, é dia de ir ao museu. Por quê? Porque eles são gratuitos (e quem não gosta de econimizar, por exemplo, uns 11 euros?). Mas, claro, há outro preço a se pagar: entrentar as enormes filas que se formam na entrada e também em frente às obras.

Decidida a rever algumas coisas no Musée du Louvre (estive lá em 2002), sabia que não seria fácil, mas fui consciente. Entretanto, uma coisa eu fiz certa: tomei o metrô e desci na estação Palais Royal Musée du Louvre. Isso significou minutos a menos na fila de entrada, uma vez que, olhando do alto, pude acompanhar o enorme caracol que se formava na entrada principal, ou seja, pela pirâmide.

A multidão, é claro, só procura uma obra: a Mona Lisa. E o museu faz questão de ir mostrando o caminho com as placas e também com o mapa distribuído na entrada.

Olha a multidão na minha frente!

Em frente à Mona Lisa, a Gioconda de Leonardo da Vinci, uma multidão se aglomerava, se acotovelava. Chegar pertinho, nem pensar.

Como se sabe, a Mona Lisa está em uma parede protegida por um vidro a prova de balas. No entanto, na minha memória, o vidro era um pouco maior apenas que o quadro. Hoje, vi que ele é enorme, tem muito mais de um metro de vidro de cada lado. Será que minha memória está me traindo ou a proteção foi mudada nesses oito anos de intervalo? Bom, em casa eu tenho uma foto que tirei ainda com filme e depois vou tirar a dúvida.

Saí do Louvre (impossível ver tudo em apenas um dia, imagina querer ver tudo com a multidão te levando...), e tentei ir ao L'Orangerie, mas estava cheio. Optei pelo Musée D'Orsay que também tinha uma fila imensa, mas como trata-se de um prédio grande, perdi menos de uma hora em pé.

Lá dentro não pode fotografar. E por conta de uma reforma no andar onde ficam as obras de Claude Monet, por exemplo, a administração do museu decidiu agrupar os impressionistas e os pós-impressionistas no térreo mesmo. Estão lá, um ao lado do outro: Degas, Monet, Manet, Renoir, Van Gogh, Gaugin, Toulousse-Lautrec, Matisse...

Esta foi a terceira vez que estive neste museu, nas três vezes que vim a Paris. A cada vez foi especial por algum motivo, e eu simplesmente não me canso de admirar as obras, mas também a arquitetura do museu que um dia foi uma estação de trem.

sábado, 5 de junho de 2010

Tênis

Na edição de 1. de junho do diário "20 Minutes" há uma notícia sobre a partida de tênis, em Roland Garros, da qual participaram o brasileiro Thomaz Bellucci e o espanhol Rafael Nadal. O morador de Alphaville, que foi derrotado por três sets a zero (6-2, 7-5, 6-4), em um jogo que durou 2h33, conseguiu, com seu braço esquerdo, melhorar principalmente no segundo set, mas Nadal foi capaz de apertar o jogo e evitar piores surpresas.

Ao periódico, Bellucci afirmou que foi, “de longe, a partida mais dura” que enfrentou desde o começo do torneio. “Estou feliz, pois tenho a impressão que meu nível melhorou”, constata. “Contra ele (Nadal), a gente pensa ter terminado o ponto, mas a bola volta sempre”, lamenta.

Mesmo tendo ganhado até agora, Nadal afirma não ser o favorito para o título de Roland Garros: “Não sou o favorito do torneio, mas eu sei que posso ganhá-lo”, se contradiz.

Futebol

A França está confiante de que a Copa do Mundo de 2010 na África do Sul terá boa audiência na televisão. Isso porque o amistoso entre França e Tunísia no domingo, 30 de maio, reuniu, no canal TF1, 8,6 milhões de telespectadores, o que equivale a 35,1% de share. O jogo, aliás, terminou em 1 a 1, o que foi considerado fraco, principalmente porque a Tunísia não foi classificada para o Mundial da Fifa.

Na edição de 1º de junho, o gratuito “20 Minutes”, que é distribuído principalmente nas estações de metrô de Paris, afirma que, a 12 dias do mundial, o ex-capitão da seleção francesa, Thierry Henry, titular durante 12 anos (uma vez que ele começou a jogar em 1998, quando a França foi a campeã do mundo), deverá começar no banco, segundo o treinador Raymond Domenech, que vai adotar o sistema 4-3-3.

A França, que divide o Grupo A com Uruguai, África do Sul e México, começa a jogar no dia 11 de junho contra o Uruguai.