Com as amigas brasileiras no Cabaret SouvageChina
Amigos brazucas na China
Chinesa torcendo para o BrasilLos Angeles, Estados Unidos
São Paulo, Brasil
1/2 americano, mas aqui totalmente verde-amarelo!
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Com as amigas brasileiras no Cabaret Souvage
Amigos brazucas na China
Chinesa torcendo para o Brasil
Na estreia do Brasil, ao invés de ir novamente para o Trocadéro, fui para o parque La Villette, que fica ao norte de Paris, onde há uma casa de show, o Cabaret Sauvage. Lá, a comunidade brasileira que vive na França costuma se reunir, bem como outras comunidades que curtem a cultura brasileira, haja vista que uma escola de samba praticamente completa de estrangeiros animou antes e após o jogo.
No entanto, pouco após o início do jogo, a candidata à presidência do Brasil, Dilma Rousseff, compareceu ao local vestindo a camisa verde-amarela ao lado de simpatizantes do PT. Depois de conseguir convencer a organização, consegui tirar umas fotos dela, mas o que mais me impressionou, sinceramente, foi a maneira como outros colegas jornalistas trataram a assessoria da candidata. Independentemente de qualquer partido (e se interessa a alguém nunca votei no PT), acho que respeito é tudo. E isso faltou aos colegas presentes. Só lhes sobraram arrogância, arrogância e arrogância.
O jogo foi fraco, mas o evento foi sensacional. O telão montado pela prefeitura de Paris no Trocadéro, ao pé da Torre Eiffel, atraiu centenas de pessoas de todas as nacionalidades para acompanhar a partida.
Em Paris, pelo menos, pouco se vê sobre a atmosfera que contagia os fanáticos durante a Copa do Mundo. O que vi, por exemplo, foi a venda de camisas oficiais na famosa avenida Champs-Elysées, onde há lojas de marcas esportivas como Nike e Adidas. Em Val d’Europe, que fica a meia-hora do centro parisiense, também há as camisetas oficiais, inclusive da Argentina e do Brasil. Pelas ruas da capital é fácil reconhecer um brasileiro: há muitos desfilando suas camisas pelas ruas e mostrando aos franceses: “olhe, eu sou um pentacampeão do mundo!”.
Nesta semana, porém, vi um garotinho de uns 10 anos de idade exibindo uma camisa verde-e-amarela com a palavra Brasil escrita na frente. Fui perguntar se ele era brasileiro, embora estivesse óbvio que não, e ele logo me respondeu, com um sotaque britânico: “Não, sou londrino”. E o que fazia um verdadeiro inglês vestindo uma camisa do Brasil perto do início da Copa do Mundo? “O Brasil é um time muito bom!”, ele respondeu, seguindo o coro dos outros amigos, igualmente britânicos, mas sem exibir a canarinho.
Por enquanto, os bares e cafés brasileiros, como o Corcovado, que está instalado em dois endereços, um no Marais e outro em Montparnasse, deverão exibir os jogos do Brasil. Os da França poderão ser acompanhados no Trocadéro, onde está a Torre Eiffel, a partir de um grande telão. Algumas cenas, promete a organização, poderão ser também acompanhadas em três dimensões.
A mídia tem falado bastante sobre os jogos. Todos os dias, os canais de televisão exibem sobre as expectativas e, nesta semana, a TF1 apresentou um documentário sobre os jogos dos “Bleus” (azuis), como eles são chamados. Houve também destaque para a seleção brasileira, uma retrospectiva com as vitórias, incluindo o pênalti que o jogador italiano Roberto Baggio perdeu na Copa de 1994.
Na imprensa escrita, as edições dos gratuitos “20 Minutes”, “Direct Matin”, “Direct Soir” e “Metro” falam sobre a seleção. Para eles, o grupo da morte é o G, justamente no qual está o Brasill, ao lado de Portugal, Costa do Marfim e Coreia. No entanto, além do Brasil, para a imprensa francesa os favoritos são Espanha, a “fúria vermelha” e a Alemanha. Porém, como a Espanha está no grupo H, deve encontrar os “sobreviventes” do grupo G e, provavelmente, o Brasil. Como estão dizendo por aqui, cada coisa em seu tempo.