quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Café da manhã no Rio

Café da manhã: suco de laranja, croissant e, claro, café com leite
Nada como começar bem o dia com um delicioso café da manhã. E, ao invés de tomar em casa, que tal ir à padaria, ou ao café mais próximo? A padaria perto da minha casa serve um bufê por quilo com toda sorte de cereais, iogurtes, frios, frutas e, claro, pães, café, chá, sucos... Gosto de lá, mas também me animo com um simples pão na chapa, um queijo quente quando a fome é maior e, como dizem, uma média. No Rio de Janeiro, cidade para onde fui no último feriado, escolhi dois locais para o petit déjeuner.


O primeiro foi o Cafeína, que tem unidades em Copacabana, onde fui, e também no Leblon, em Ipanema e em Botafogo. No cardápio, há várias opções, todas com café espresso, café com leite, chá, chocolate ou capuccino incluso. Para comer, há diversos combos, como o expresso (com minibaguete, manteiga, geleia e requeijão), simples (que ao anterior acrescenta suco de laranja, queijo minas, peito de peru), natural (suco de laranja, pão 8 grãos, minibaguete cereais, 1/2 mamão papai, queijo minas, peito de peru, iogure com granola, manteiga, requeijão, geléia e mel). E ainda tem o que inclui ovos mexidos, ou outro para duas pessoas, infantil etc.



No outro dia, escolhi o The Bakers, que também tem loja em Copacabana e em Ipanema. O cardápio dos dois, aliás, não muda muito (nem o preço, que começa em R$ 12,90).  Aqui, o combo expresso inclui minibaguete ou croissant, geleia e manteiga. E o Good Morning Breakfast equivale ao simples do Cafeína.

Se o preço e os itens entre os dois não mudam muito, a qualidade do The Bakers é um pouco superior. O atendimento, porém, deixa a desejar, com o serviço lento e as garçonetes mal-humoradas, no melhor estilo, digamos, francês... O que não é o caso do Cafeína, que tem garçonetes sorridentes e atenciosas.

Não tive tempo de experimentar, mas o Colher de Pau, onde tem o melhor brigadeiro, segundo a Veja Rio, também serve café da manhã completo. Quem sabe, da próxima vez!


Independentemente dos acompanhamentos, do local ou do atendimento, um bom café da manhã, cá entre nós, tem de começar mesmo com bom humor e, obviamente, com um bom (e grande) café com leite!

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Rio de Janeiro

 Mesmo cinza, sim, o Rio de Janeiro continua lindo!
Aproveitei o feriado prolongado para conferir, na companhia de um carioca da gema, se o Rio de Janeiro continua lindo. Fazia três anos desde a última vez que decolei do Santos Dumont e deixei para trás um céu azul deslumbrante e uma imagem gravada em minha memória de que sempre é tempo (e motivo) de voltar.

Mesmo com o tempo fechado, aproveitamos o domingo para caminhar no calçadão de Copacabana, que estava abarrotado de moradores e, claro, de turistas. No caminho, uma aula de história (e mais tarde confirmado por alguém mais experiente), sobre a população de um dos bairros mais famosos da cidade, já que é em Copacabana onde acontece a tradicional queima de fogos no primeiro dia de cada ano e é acompanhada no mundo inteiro. É em Copacabana também que está um dos melhores hotéis, o Copacabana Palace, local onde se hospedam os famosos que vêm para a cidade. 

Mas, voltando à aula: é em Copacabana onde se concentra a maior população idosa do Rio de Janeiro. Atualmente, quase 30% dos moradores do bairro são idosos. Isso porque os mesmos moradores da cidade durante os anos 1920, 1930, continuaram por ali, além, é claro, das gerações subsequentes. Assim, é possível ver que as ruas do bairro são povoadas por essas pessoas, e o ritmo é mais lento, as coisas andam mais devagar, os bancos são mais cheios. Ao contrário, por exemplo, da jovem Barra da Tijuca, local onde os condomínios de apartamentos ainda estão sendo construídos e existe um shopping center atrás do outro na movimentada avenida das Américas.

Do alto das Paineiras, o Rio parece uma maquete

Enquanto a fila para o subir no Cristo Redentor dava voltas e voltas, fizemos um passeio tranquilo pelas Paineiras, cuja temperatura é mais baixa principalmente por conta das árvores que existem por lá. Porém, quando a mata dá uma brecha, prepare o fôlego: o visual é incrível! Do alto, é possível ver, como se fosse uma maquete, a Lagoa Rodrigo de Freitas, o Jóquei Clube, a sede social do Flamengo, o Jardim Botânico, as Ilhas Cagarras. Lá no fundo, está Niterói, que fica depois de uma ponte de 14 km de extensão, e o mar, e as ondas, e todas aquelas belezas naturais que cidades como o Rio de Janeiro ainda conservam. E ainda nas Paineiras, muitos aproveitam a pista para correr, fazer alongamento... O local é cercado de bicas com água potável e macaquinhos pulando de um lado para o outro. Vez ou outra, se exibem ao turista que por ali passa. Quem quiser radicalizar, cursos de escaladas na parede.

Da pedra do Arpoador, o mar, os surfistas, o morro do Leme...
Mas o passeio ainda não terminou. De Copacabana ao Leblon, ou seja, pouco mais de 5,5 quilômetros, a caminhada nos leva por dentro da praia do Arpoador. Do alto do mirante, os surfistas descem as ondas vestindo suas roupas de borracha para suportar a água fria e o vento.

De lá, a caminhada prossegue por dentro da chique Ipanema. No caminho, pausa no Colher de Pau, restaurante que faz o melhor brigadeiro, segundo a Veja Rio. Ok, não experimentei o doce, mas aprovei o bolo de chocolate folheado com profiteroles por cima! Para arrematar, mais calda de chocolate! Hmmm...

terça-feira, 21 de setembro de 2010

As ciladas de Paris

 Pont Alexandre III: cuidado no passeio à margem do Sena

Nem tudo é perfeito, ainda que estejamos falando da cidade considerada a mais linda do mundo e, de longe, a mais visitada por turistas do planeta todo. Aliás, quem acompanha este blog conhece a paixão que tenho pela capital francesa. No entanto, como nem tudo são flores,  aqui vão algumas dicas importantes.

Atenção redobrada ao caminhar pelas calçadas: olhe para o chão, mas também para o céu. Além das cacas dos totós (os moradores da cidade não têm o hábito de recolher os cocôs de seus cachorros), as pombas estão por todos os lados, inclusive fazendo suas necessidades básicas do alto! 
 
Já estive algumas vezes em Paris e nunca fui assaltada por lá. Aliás, nunca conheci ninguém que já tenha sido. (Se você já foi ou conhece alguém, me conte!) No entanto, sempre é bom se prevenir de algumas ciladas típicas de cidades grandes e cheias de turistas que desviam a atenção da segurança para olhar os lindos monumentos.

Principalmente em frente à Catedral de Notre-Dame, em Ile de la Cité, há inúmeros mendigos suplicando uma ajuda para comer. E, se algum albanês, romeno ou qualquer outro estrangeiro lhe perguntar se você fala inglês, tome cuidado. Na verdade, ele quer te entregar um papel solicitando ajuda para comprar uma passagem de volta a sua terra natal. Na primeira eu caí. Depois, virei craque em dizer que não falo inglês.

O truque da aliança é o mais recente. Seja na margem do rio Sena, seja na Place de la Concorde (dois locais onde presenciei a cena), geralmente uma cigana se abaixa, justamente quando você estiver passando, e recolhe um reluzente anel de ouro. E, obviamente, pergunta se foi você quem acabou de deixá-lo cair. Não dê atenção. Ela vai tentar te tirar algum dinheiro dizendo que aquela aliança é valiosíssima (e não passa de um pedaço de lata, é claro).
 
Se em 2002 o idioma era um problema, uma vez que os franceses têm fama de não falar inglês, hoje em dia, principalmente após a expansão do uso da internet, globalização etc., é bem mais comum encontrar nas ruas parisienses que não chegam a dominar o idioma de Shakespeare, mas que conseguem auxiliar o turista desavisado. No entanto, sempre é bom tentar agradar os moradores da cidade que inventou o impressionismo. 

Por isso, tenha sempre em mente algumas palavras mágicas da boa educação, como bonjour (ou bonsoir se for de noite), s'il vous plaît (por favor), merci (obrigado). Sendo bem-educado, ninguém vai negar em dar uma mãozinha, ainda que os parisienses tenham fama de mal-humorados.

quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Silver Spirit

Ainda que as viagens de navio sejam mais democráticas hoje em dia (em comparação com anos atrás), há cruzeiros que continuam sendo para poucos. O navio mais luxuoso do mundo, o Silver Spirit, da Silversea, começou a navegar em janeiro e durante todo o ano está cruzando os mares e oceanos do mundo.

O luxo da embarcação com sofisticada decoração art déco dos anos 1930, aliás, já começa com a quantidade de pessoas. Vá lá que a embarcação não seja tão grande, tal como é o Splendour of the Seas, que tem o dobro do seu tamanho e capacidade para quatro vezes mais passageiros, mas a proposta é totalmente diferente. Para se ter uma ideia, o Silver Spirit tem 95% de suas suítes com varanda, seis restaurantes (sendo quatro all inclusive), e tem quase a proporção de um funcionário para cada dois hóspedes, incluindo mordomo: são mais de 300 funcionários para atender 540 passageiros.

As cabines possuem de 29 m2 a 150 m2, sendo que cada suíte tem televisores de plasma, banheiros espaçosos (um dos diferenciais), além de closet walk-in e penteadeira. É aqui, aliás, onde está o principal tratamento VIP (e cortesia): champagne Pomery, chocolates Godiva, perfumaria premium que permite ao hóspede escolher entre Bvlgari, Acqua de Parma ou Neutrogena; e mimos como flores e frutas diariamente.

Se você acha que travesseiro bom é aquele que se leva de casa, saiba que neste navio há um menu com nove opções de tamanho e composição, além de aromaterapia para o momento de dormir sem estresse. Porém, como ninguém é de ferro, o SPA da grife Steiner Leisure Limited tem nove salas de massagem, cabeleireiro, fitness center, saunas secas e a vapor e até um pacote oferecido por dermatologista com tratamentos faciais para redução de rugas, botox, preenchimento.

Opção de lazer também não falta. No navio, que é all inclusive (com exceção do SPA e da internet sem fio), há uma biblioteca com prateleiras recheadas de livros do chão até o teto. E a área externa é enorme, podendo ser bem aproveitada, de maneira que os hóspedes não ficam espremidos nas espreguiçadeiras. Depois de um dia cheio de atividades, o show de música ao vivo fecha a noite com chave-de-ouro.

A viagem inaugural saiu em janeiro de Fort Lauderdale, nos Estados Unidos, passou pelo Caribe até chegar ao Rio de Janeiro para o Carnaval e depois seguiu pela Argentina, fazendo a primeira parada em Buenos Aires, onde tive a oportunidade de conhecê-lo. Depois seguiu em direção ao Chile, Peru e México, até aportar em Los Angeles, nos Estados Unidos. No verão do Hemisfério Norte, vai atrás do calor e das águas quentes do Mediterrâneo, onde fica até setembro. De novembro a fevereiro, o Silver Spirit segue novamente para as águas quentes do Caribe. O Réveillon, porém, está marcado para começar em Barcelona, na Espanha, dia 23 de dezembro, e chegar em Lisboa, em Portugal, em 3 de janeiro.

Gastronomia

Além de todo o luxo e glamour que cercam uma viagem de navio, principalmente por conta dos jantares com o comandante e das festas são não apenas a bordo, mas também daquelas na cidade onde a embarcação aporta, há as delícias gastronômicas que não podem passar batidas. A novidade é o restaurante japonês Seishin e o Stars Supper Club – restaurante com jantar dançante e música ao vivo.

Há ainda a opção do cruzeiro temático, que conta com Relais & Châteaux L'École des Chefs responsável por trazer aos passageiros cursos e eventos estrelados pelo chefs David Bilsland, instrutor da Escola de Culinária Le Cordon Bleu, de Londres, em parceria com Jacques Thorel, proprietário do L'Auberge Bretonne, na França, Grand Chef Relais & Châteaux. Durante a viagem, é possível aprender sobre os sabores locais de cada itinerário, workshops sobre a utilização de facas e terminologias culinárias de molhos e assados; demonstrações culinárias com degustação de vinho e outras atrações. Ainda para este ano estão previstos eventos no Mediterrâneo em outubro, África e Oceano Índico, assim como no Caribe, México e Canal do Panamá em novembro. Deu água na boca? É só fazer as malas.


A jornalista Tatianna Babadobulos viajou a Buenos Aires a convite do Silversea, do hotel Four Seasons Buenos Aires e da British Airlines