quarta-feira, 21 de março de 2012

Angra dos Reis

Hotel em Angra dos Reis ganhará novo conceito, além de três vilas residenciais

Quem já esteve em Angra dos Reis, no litoral sul do Rio de Janeiro, no mínimo já ouviu falar no Hotel do Frade, localizado na Costa Verde da cidade. A localização, aliás, é privilegiada, já que é pé na areia, com uma praia de areia branca e águas claras, e ponto de partida perfeito para as 365 ilhas da baía. Não é à toa que muitos proprietários de lanchas e iates do litoral fluminense procuram a marina local.

Construído há 40 anos, porém, o hotel não vai mais existir. O nome continua, embora escrito de outra forma e com outro conceito: Frad.e Hotel Marina Golf & Vilas. O nome está mais jovem, mais pop, mais moderno. Em um ano, será inaugurada uma nova fase, que consiste em hotel de charme e vilas residenciais destinados a um público seleto.

Edison Kara José, presidente da construtora Kara José, empreendedor que assumiu o resort há pouco tempo, explica que vai transformar a área. “O Frade foi o primeiro resort e hoje tem 750 casas. É um dos únicos lugares no Brasil que possuem marina e golfe juntos”, diz. Ou seja: lugar perfeito para a família que curte barcos e jogos, já que o campo profissional tem 18 buracos e é lindo, pois está construído em meio às ruínas. A ideia é preparar o campo para receber campeonatos, pois há muito está esquecido.

Atualmente, Miami é a cidade concorrente de Angra e, com a crise econômica mundial, barco está na moda no Brasil. Então, as pessoas que possuem iates, lanchas etc., procuram esse tipo de estrutura de condomínio, que reúne lazer, facilidades de marina e acomodações de luxo. Nos 100 mil metros de área que hoje está o hotel será erguido um residencial com 153 casas dividas em três vilas e hotel com 56 suítes exclusivas. Se hoje são mais de 200, a redução na quantidade, porém, será acrescentada no tamanho, já que as suítes, hoje com 33 metros quadrados, deverão ter 120 metros quadrados. “Angra nunca teve hotelaria de peso e hoje a cidade precisa de uma renovação em todos os sentidos. Não vamos fazer apenas uma reforma, faremos a mudança de conceito”, completa Kara José. Isso porque o local vai abrigar também um centro de veraneio com restaurantes, lojas, quadras de tênis cobertas, squash e SPA de 1.500 metros, com administração da SPA Collection. Para as crianças o SPA Kids oferecerá atividades lúdicas e opções de exercícios saudáveis e relaxantes.

O heliponto também será ampliado, de modo a oferecer maior conforto aos hóspedes e proprietários. Já a marina, deve passar a receber 150 barcos (e não os 120 atuais). Com concierge à disposição, os futuros proprietários poderão utilizar os serviços e espaços do Hotel do Frade pelo sistema pay-per-use.

Marina será ampliada e deverá receber 150 barcos
  
Vilas
A Vila Maris vai ficar de frente para a praia. Os imóveis, com 297 metros quadrados e quatro vagas na garagem (e coberturas com 594 metros quadrados e cinco vagas), contam com duas varandas, uma de frente para o mar e a outra para o jardim. A Vila Acqua temcoberturas com 501 metros quadrados e 4 vagas). Para finalizar, a Vila Natura foi projetada para quem não abre mão da conveniência, já que as casas são funcionais e possuem 160 metros quadrados e duas vagas ou coberturas com 321metros quadrados e três vagas.

A arquitetura das casas está sob a batuta do escritório Bernardes e Jacobsen, que possui muitos projetos em Angra dos Reis.

O prazo final para término das obras, que começam em três meses, é de três anos e recebeu investimento de R$ 350 milhões. No entanto, o hotel novo já fica pronto em um. Até lá, a estrutura continua atendendo aos visitantes, ainda que em quantidade reduzida de apartamentos. As diárias, que hoje custam R$ 400 em média, devem passar a custar R$ 1.200. Para se ter uma ideia do sucesso do projeto, das 153 casas disponíveis, 60% já foram vendidas. Kara José conta ainda que, embora o perfil do Frade seja composto por 80% de paulistas, o projeto atraiu investidores de Minas Gerais e também do Rio de Janeiro.

Projeto de como será o quarto
 
No quesito sustentabilidade, o Frade agora terá apoio do Instituto-e, ONG voltada para soluções sustentáveis, que identifica e apoia os critérios socioambientais e econômicos, além de promover ações com foco na cultura. Além dos serviços exclusivos desenvolvidos pelo Frade, este projeto recebeu investimentos em sua infraestrutura urbana, como captação de energia solar, tratamento e distribuição de água, tratamento de esgoto, além de coleta de lixo própria.

*A jornalista Tatiana Babadobulos viajou para Angra dos Reis a co vite do Frad.e Hotel Marina Golf & Vilas

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Hong Kong


Lugar onde o ocidente e o oriente se encontram. Essa talvez seja a melhor definição de Hong Kong, cidade localizada do outro lado do mundo e que, até 1997, era território britânico. Como ficou nas mãos do Reino Unido desde a Guerra do Ópio, em 1842, as influências europeias são nítidas, mesmo agora, que trata-se de uma cidade chinesa. Ao mesmo tempo em que vemos o povo oriental com seus olhos puxados, a mão da rua é ao contrário.

Ao todo, Hong Kong conta com cerca de oito mil edifícios com mais 14 andares. Mas não é apenas dos grandes prédios, da diversão na Victoria Harbour e dos noodles que o local vive. A cidade, aliás, é muito mais que uma cidade: 40% de sua área total é compostas por parques e reservas naturais.

Por ser mais cosmopolita que a China, quem ganha é o turista, que consegue se virar melhor do que do outro lado da baía de Shenzhen, onde está o restante do país. Sem contar ainda a quantidade de executivos engravatados que estão ali para trabalhar, já que Hong Kong é um centro financeiro com economia capitalista desenvolvida e uma das mais liberais do mundo. Segundo o Banco Mundial, Hong Kong ocupa a 30ª posição no mundo na economia e é o quarto Tigre Asiático, ao lado de Cingapura, Taiwan e Coreia do Sul.

Vale lembrar que a cidade tem um alto grau de autonomia em todas as áreas, com exceção de política externa e defesa, sua própria moeda (dólar de Hong Kong e não o yuan renminbi da China), seu aeroporto internacional e política própria de imigração. Brasileiro não precisa de visto para entrar em Hong Kong, mas precisa para entrar na China, por exemplo.

Se redes sociais como Facebook e Twitter, além do YouTube, são bloqueados na China, o acesso aos respectivos sites aqui são liberados. A cidade ainda é considerada zona franca, mas é bobagem achar que vai encontrar na disputada loja da Apple o último lançamento da marca. É preciso fazer reserva pelo site e aí, caro leitor, é missão praticamente impossível.

Passear por Hong Kong é assim: um enorme contraste de pessoas, de idiomas, mas sem deixar de lado as belezas das ruas, do luxo da ilha impresso principalmente nas butiques das grifes europeias que fazem os visitantes sonhar com sapatos, bolsas, relógios de maisons como Piaget, Longchamp, Louis Vuitton, Jimmy Choo e por aí afora.

Cultura
Assim como em toda China, a população de Hong Kong leva o feng shui a sério, que começa com os projetos de construções. Os localizados próximos ao rio, onde há água corrente, são os mais valorizados. Muitos edifícios, como o do hotel Four Seasons, não possuem o número do piso que tem um 4. Isso porque a pronúncia do número assemelha-se à palavra “morte”. Em contrapartida, o 8 soa como “prosperidade”. Em outras palavras, dinheiro.

Com pouco mais de 367 metros de altura, a torre onde está instalado o Bank of China é considerada o símbolo de Hong Kong. A obra tem assinatura do arquiteto chinês-americano I.M. Pei e a forma assimétrica do edifício é de geometria pura, e tem sido comparada a uma planta de bambu. Há especialistas, porém, que dizem que o projeto, baseado em triângulos, não é favorecido, pois a forma é semelhante ao kam chap – urnas usadas para guardar os despojos dos mortos.

No cinema, Hong Kong ganha destaque principalmente nos filmes que incluem artes marciais. São nativos de lá artistas como Bruce Lee, Jackie Chan, Jet Li, além dos diretores John Woo, Wong Kar-Wai. Lee, aliás, possui uma estátua em sua homenagem na Avenue of Stars, que fica ao longo da Tsim Tsa Tsui, em Kowloon. Trata-se de uma versão asiática/oriental da calçada da fama de Hollywood. Bom passeio para um fim de tarde, quando as luzes dos edifícios do lado de lá da Victoria Harbour começam a acender. Um espetáculo! Depois, basta escolher uma entre as centenas de opções de restaurantes por ali e aproveitar!


Passeios
Ir a Hong Kong e não conhecer o Buda Gigante é como ir ao Rio de Janeiro e não ver o Cristo Redentor. A estátua do buda fica em Ngong Ping com uma espetacular vista da montanha de Lantau Island. Para chegar lá, é possível ir de metrô e depois pegar o teleférico que leva ao topo da montanha.

Neste trajeto, porém, há duas opções de cabines: com vidro ou sem. Na primeira, o vidro vai até o chão e permite a visão da paisagem do lado de fora em todas as direções! No caminho, do alto, preste atenção no aeroporto de Hong Kong, que foi construído sobre o mar. E  prepare-se para avistar o buda, distante, provavelmente encoberto de nuvens!

A figura do buda sentado, com a mão direita levantada como forma de abençoar a todos, levou 12 anos para ser finalizada. Para chegar até o local é preciso subir uma longa escada com mais de 200 degraus. É como quando o visitante chega à basílica parisiense de Sacré-Coeur, no alto da colina, em Montmartre. Os pecados já começam a ser pagos no primeiro degrau! Aqui, porém, não há opção do funicular. É preciso respirar e ir! Na volta, há restaurantes para um lanche rápido, Starbucks Coffee (como as outras centenas espalhadas pelo país) e um imbatível gelato italiano.

Outro passeio na cidade combina The Peak com o Madame Tusseauds. Também localizado no alto de uma montanha, The Peak une belas vistas a compras e jantares. Para começar, a subida é feita com um antigo trem, que sobe 396 metros acima do nível do mar. Do alto, a vista que se tem remete às Paineiras, no Rio de Janeiro, um local com mata nativa, próxima ao Cristo. A vista da Tower Peak, torre em formato de meia lua (e lembra o hotel Unique, em São Paulo), é de 360º. É ali perto também que está o famoso Madame Tussauds, museu de cera que tem unidades em Londres, Nova York, Hollywood, Berlim e muitas outras cidades no mundo. Além de artistas asiáticos, como Jackie Chan e Mao Tsé-Tung, é possível tirar fotos ao lado de Angelina Jolie e Brad Pitt, Barack Obama, Lady Di, Alfred Hitchcock e até Homem-Aranha.

O local das baladas atende pelo nome de Lan Kwai Fong, uma rua repleta de pubs que, obviamente, atraem principalmente os ingleses que estão por ali atrás de cerveja quente…

Uma das suítes do Four Seasons Hotel


Onde ficar
Com vista para a Victoria Harbour, o Four Seasons Hong Kong reúne opções para os dois públicos que frequentam a região: empresários e famílias. A localização é perfeita, já que é parte do International Finance Centre (IFC), complexo no coração do distrito central que abriga ainda um centro de compras de luxo à la Shopping Cidade Jardim, em São Paulo.

Não é à toa, aliás, que o hotel está sempre cheio. A temperatura agradável da região ajuda, já que é sempre mais quente do que na China, embora no inverno, principalmente em janeiro, os termômetros cheguem a 5ºC. Em novembro, enquanto em Pequim as mínimas atingiam 4ºC, em Hong Kong a mínima era de 23ºC.

Com salas de reunião, sala para coffee break e happy hour, piscina com vista privilegiada para a baía (incluindo borda infinita) e fitness center, o hotel ainda oferece todos os aparatos para bebês, como banheira, berço, amenities (da francesa Mustela), umidificador de ar. Para quem quer relaxar, uma pausa no SPA não faz mal a ninguém.

Um dos tratamentos tem a duração de uma hora e meia e inclui esfoliação corporal, banho e hidratação corporal. Mas o tratamento já começa quando o visitante chega à sala de massagem. Os janelões com vista para a Victoria Harbour são um convite à contemplação. E, como não há nada na frente, as cortinas podem ficar abertas principalmente durante o banho na banheira. Há ainda um tratamento contra jet lag. E, após um voo duplo de 12 horas (e fuso horário de 10 horas a mais quando no Brasil estamos em horário de verão), nada mais apropriado.

Caprice é o francês do hotel e possui carta de vinhos com mais de mil rótulos


Para comer
Há três restaurantes no Four Seasons, além do Blue Bar, opção para quem prefere ficar nos petiscos e nos drinques. Quanto aos restaurantes, um deles é The Lounge, local onde geralmente pode-se saborear o delicioso café da manhã à la carte, com opções de verdadeiros breaksfasts americanos e chineses. Há ainda sugestões mais leves, com muffins de blueberry (uma tentação!), e outros pães e geleias francesas, chá inglês (servido com leite, claro) e o doce chocolate quente, acompanhado de marshmallow. No mesmo local é servido almoço e jantar ao som do piano ao vivo.

O tradicional restaurante cantonês é o Lung King Heen, com suas mesas redondas e prato giratório ao centro, pois, como é tradicional naquele país, bom mesmo é compartilhar os pratos. Já o Caprice é o restaurante francês. Logo na entrada, um grande lustre de cristal dá as boas-vindas ao visitante, juntamente com a vista da janela: de tirar o fôlego! Além de almoço e jantar, o Caprice oferece um bar anexo e lounge para drinques, e sala privativa. A cozinha contemporânea do chef Vincent Thierry é inspirada em terra natal, com produtos trazidos da França, bem como uma variedade de ingredientes produzidos localmente. Já a parte de pâtisserie fica aos cuidados da criativa chef Marike van Beurden.

Os mini macarons são de dar água na boca! O sommelier Sebastien Allano é o responsável pelas larga seleção dos mil (!) rótulos de vinhos, provenientes em sua maioria da França. A carta, aliás, é dividida por região daquele país e de todos os outros fornecedores, como Itália, Alemanha, Eslovênia, Hungria, Líbano, Portugal, Espanha, Austrália, Chile, Argentina e, claro, da própria China.

Tanto o restaurante cantonês quanto o francês receberam três estrelas no guia Michelin Hong Kong Macau 2012. A quarta edição do guia premiou os dois restaurantes pelo terceiro ano consecutivo e o Four Seasons Hotel Hong Kong é o único no mundo que possui dois restaurantes três estrelas sob o mesmo teto!

Mais do que andar pelas ruas de Hong Kong, perfeita mesmo é a vista da Victoria Harbour à noite. Difícil é escolher se a vista é melhor de um lado ou do outro da ilha, principalmente quando as luzes dos imponentes skylines começam a acender. Eu já escolhi o meu lado favorito. Depois me diga você, caro leitor, de qual lado prefere estar ao entardecer!

Four Seasons Hotel Hong Kong 8, Finance Street, Central, Hong Kong, China

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Campos do Jordão - Blue Mountain Hotel & Spa


Quem fica esperando o inverno para subir a serra e curtir os encantos de Campos do Jordão, saiba que a cidade tem muito a oferecer, mesmo na baixa temporada. Aliás, longe de julho é que é possível aproveitar as delícias da região, já que não existe a disputa por espaço. Inaugurado em 2010, o Blue Mountain Hotel & Spa ocupa área de cerca de 600 mil metros quadrados em meio às montanhas e infraestrutura completa, ideal para quem quer passear com a família, sem deixar de lado o conforto e a boa gastronomia.

Pra começar, toda a água usada pelo hotel é mineral, de duas fontes localizadas dentro da propriedade, inclusive a água da piscina, que é coberta. De lá, aliás, é possível observar as montanhas, já que o local é cercado de vidro anti-embaçante e azul, que veio da Bélgica.



Por falar em gastronomia, há espaços exclusivos, como Café Restaurante Jacarandá, onde é servido o café da manhã; Piano Bar Cedro, Bistrô, Bar da Piscina, que estão prontos para oferecer aos hóspedes menu diferenciado cujo cardápio fica a cargo do simpático chef Antônio Malaquias, cuja especialidade é a cozinha contemporânea com toque francês. A adega de vinhos, a Cave, localizada no subsolo e esculpida em pedra, merece um capítulo à parte, pois oferece mais de 1.300 rótulos de diversas regiões do mundo. Lá, é possível reservar o espaço para apreciar bons vinhos acompanhados de aperitivos ou fondue, do lado de dentro ou no deck, com vista para a mata.

Na parte de lazer, salão de jogos, fitness center e o Kid’s Club, que tem até uma casa no alto de uma árvore! Para os que querem relaxamento total, SPA Shishindo tem tratamentos corporais e faciais.

Blue Mountain Hotel & SPA Rua Dr. José Mestres, 2.145, Campos do Jordão, tel.: (11) 2503-0197, central@bmhs.com.br

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Champagne

Em Reims, Praça Drouet, onde restaurantes disputam atenção dos visitantes


Em uma das minhas idas e vindas a Paris, decidi conhecer a região de Champagne, com visita a uma das inúmeras caves que aceitam passeios de turistas. A partir de Paris, comprei passagens (cerca de 30 euros por trecho) de trem (TGV), saindo da Gare de l’Est, e, em menos de uma hora depois, desembarcava em Reims. O trajeto também pode ser feito de carro, percurso no qual o turista pode ir parando no caminho. Nesse caso, são 150 quilômetros de Paris.

É em Champagne, esta região localizada no noroeste da França, o local onde se produz a bebida de mesmo nome feita a partir do vinho e cheia de borbulhas perfeita para comemorações. Se não for fabricada aqui, ela vai ter outro nome, que pode variar, por exemplo, entre prosecco, espumante, cava, sidra e assim por diante.

O nome correto da região é Champagne-Ardenne. Uma lei de 1927 delimita a área de produção controlada (Appellation d’Origine Contrôlée - AOC), que compreende 34 mil hectares em cinco sub-regiões: Marne, Aube, Aisne, Haute-Marne e Seine-et-Marne, que produzem as uvas Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. O tesouro, porém, é guardado sob toda a terra na qual se pisa. Isso porque é no subsolo que estão as caves dos grandes e dos pequenos produtores de champanhe. Ao todo, são 250 quilômetros (150 km só em Reims) de caves e galerias que guardam as 300 milhões de garrafas produzidas por ano. Só a França consome 180 milhões delas. O restante segue para o mundo. O Brasil, aliás, já é um dos consumidores assíduos da bebida.


Catedral Notre-Dame de Reims
É verdade que muitos visitantes escolhem o local para desfrutar do vinho espumante, mas há muito o que se fazer em Reims, por exemplo. A começar com a Catedral Notre-Dame de Reims, uma das maiores realizações da arte gótica da Europa. Não é à toa, aliás, que ela remete à bela Catedral de Notre-Dame de Paris. Representante do século 13, a catedral é única por seu estilo, brilho e coleção de estátuas. O local também já foi palco de diversas coroações reais. Quando estive por lá, sua fachada passava por restauração.

Na rua principal, diversos restaurantes colocam suas mesas nas calçadas durante a primavera e o verão europeu a fim de disputar as atenções dos turistas. Há ainda parque de diversões para entreter as crianças e galerias com inúmeras lojas, inclusive as que comercializam o bom champanhe, de diversas maisons.

Se tiver mais tempo em Reims, programa cultural não falta. Próximo à Catedral está o escritório de turismo da cidade. É um local confuso, sem muita informação, mas pelo menos há um guia de bolso com os endereços das maisons e dos principais pontos turísticos. Há museus, capelas e até mesmo caves para serem visitadas, já que quatro de seus monumentos são considerados Patrimônios Mundiais da Humanidade pela Unesco (Catedral Notre-Dame, Basílica Saint-Remi, Palácio do Tau e Museu Abbaye Saint-Remi).

Como a visita que havia agendado era na Moët & Chandon, localizada em Épernay, peguei um outro trem, com duração de menos de 20 minutos. O tíquete, que custa 6 euros, pode ser comprado na própria estação, inclusive nos terminais eletrônicos, com ajuda do cartão de crédito.

Visitante tem a oportunidade de conhecer como ficam armazenadas as garrafas de champanhe
Épernay
Épernay fica ao sul, no Vale do Marne. Aqui, a avenida principal não poderia ter outro nome, senão Avenue de Champagne. Além da Moët & Chandon, estão também em Épernay Bollinger, Perrier-Jouët, Mercier, Pol Roger. Já em Reims, podem ser visitadas a Veuve Clicquot Ponsardin, Piper Heidsieck, Pommery, G.H. Mumm, Taittinger, Lanson, Ruinart, Ayala, Deutz e outros produtores.

Antes de visitar a cave (que é preciso agendar com antecedência), aproveitei para dar um passeio a pé pelo centrinho, e comer algo, já que a visita geralmente inclui degustação. Como saí cedo de casa, comi uma baguete comprada na boulangerie da praça.

O agendamento foi feito para o grupo com guia que falaria francês, mas, para minha surpresa, o guia também falava português, embora os outros visitantes preferissem o idioma nativo. Sendo assim, tirei uma dúvida ou outra com o especialista durante o passeio que conta a história de duas famílias: Moët e Chandon.

Criada no século 18, Moët & Chandon é atualmente proprietária de um território rural que cobre mais de mil hectares, e suas caves possuem a maior extensão de toda a região de Champagne. Durante o passeio, o visitante anda por seus corredores e conhece o local onde as garrafas descansam antes de ficarem prontas até serem levadas para o mercado nacional ou exportadas. Ao fundo, trancada com correntes e cadeado, há um dos primeiros exemplares da bebida. O preço? Impagável, disse o guia.


Edição especial de Dom Pérignon
Depois das explicações, chega a hora mais esperada: a da degustação. Uma taça por pessoa, dependendo do pacote que comprou. Na sequência, funciona como nos parques de diversão da Disney: antes da porta de saída está a lojinha. E lá há várias opções, principalmente as safras especiais, modelos recém-lançados e que geralmente só chegam ao Brasil três, quatro meses depois, a outros preços, é claro. Por todos os lados, fotos da atriz Scarlett Johansson, musa da maison, que estrela suas campanhas publicitárias, com imagens de duplo sentido.

Durante o passeio, se bater uma sede, procure por um local onde vende a bebida produzida ali mesmo! Você não vai se arrepender!

Agende a visita
Ayala
Bollinger
Deutz
G.H. Mumm
Lanson
Mercier
Perrier-Jouët
Piper Heidsieck
Pommery
Pol Roger
Moët & Chandon
Ruinart
Taittinger
Veuve Clicquot Ponsardin

Mais informações
Champagne
Épernay
Reims