quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Giverny - França


Os jardins de Monet

Próxima a Paris, Fundação Claude Monet está localizada em Giverny e é ótima opção de passeio

Foi o quadro “Impressão, Nascer do Sol” (“L’Impression, soleil levant”), de 1872, pintado por Claude Monet, que batizou o movimento impressionista, responsável por reunir artistas como Edgar Degas, Auguste Renoir, entre outros. O nome foi dado pejorativamente pelo crítico Louis Leroy, quando o viu no Museu Marmottan, em Paris, e escreveu: “Pensava eu, justamente, se estou impressionado é porque há lá uma impressão. E que liberdade, que suavidade de pincel! Um papel de parede é mais elaborado que esta cena marinha”.

Embora tenha nascido em Paris, na França, em 14 de novembro de 1840, foi em Giverny (na região da Normandia), cidade à beira do rio Sena, a uma hora da capital, que ele passou muitos anos de sua vida, onde pintou seus quadros mais famosos (a série “Ninfeias”, por exemplo) e morou até morrer, em 5 de dezembro de 1926.


Um mês após se mudar, Monet disse que estava em êxtase. “Giverny é um país esplêndido para mim.” E foi pintando as paisagens em diferentes horas do dia que conseguiu exprimir a luz que determinado horário incidia no lugar e nas quatro estações do ano. As diferentes colorações e o traço impreciso se deram também por conta de uma catarata que atingiu seus olhos.


Atualmente, na propriedade, que fica sugestivamente na rue Claude Monet, funciona a fundação que leva o nome do artista, inaugurada em 1980. Visitantes podem conhecer a casa e o belíssimo jardim repleto de flores e plantas, como suas vitórias-régias, azaleias, chorões e, claro, as ninfeias. Do lado de dentro da casa cor-de-rosa, os aposentos do pintor e as réplicas de seus quadros, já que os originais encontram-se em diferentes museus do mundo.



Em passeios de contemplação, o visitante passa pelo Jardim de Água, onde está a Ponte Japonesa – tema de outros tantos quadros – construída em 1895. Entre os locais nos quais ele se inspirou, podem ser destacadas as obras: “La Maison de l'Artiste vue du Jardin aux Roses”, “La Barque”, “Les Roses”, “Nymphéas. Effet du soir”, “Le Pont Japonais”, “L'Allée des Rosiers, Nymphéas”.


O local é assimétrico, exótico e tem um quê da filosofia japonesa. Em um passeio diferente daqueles que se costuma fazer em Paris, é possível passar uma tarde por ali absorvendo a cultura e aprendendo sobre arte, sentir o cheiro das flores, ouvir a água corrente. Ótimo é sentar-se em um dos bancos, esquecer da hora enquanto admira a paisagem. Enquanto isso, vale imaginar como vivia um dos mais importantes artistas e que marcaram as artes plásticas para sempre, fazendo seguidores por onde quer que suas pinturas passem.

Um comentário:

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